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As denúncias sobre carne contaminada e a saúde

As notícias sobre a operação Carne Fraca, realizada pela Polícia Federal, abalaram a população brasileira e os consumidores no mercado internacional.

A megaoperação da Polícia Federal, que envolveu 1.100 policiais, realizada no 17 de março em seis estados brasileiros, fechou frigoríficos e prendeu suspeitos, apresentando provas e relatórios para a mídia, segundo as quais fiscais do Ministério da Agricultura, responsáveis pelos certificados de que os alimentos estejam de acordo com as regras sanitárias, ganhavam propina para fraudar a fiscalização e liberar a comercialização de carne estragada. Os produtos são de mais de 20 marcas, dos principais frigoríficos brasileiros, principalmente no setor de salsichas, linguiças, mas também cortes de carne e frango.

As denúncias sobre carne contaminada e a saúde

Imagem: Redetvro

Estão entre as empresas produtoras e exportadoras investigadas, as mais conhecidas e respeitadas do setor, como a Sadia e a Perdigão, do grupo BRF, e a Friboi e a Seara, do Grupo JBS. Mas não apenas essas gigantes, como outras empresas menores também estão sendo investigadas, bem como funcionários públicos, escritórios de advocacia e de comércio exterior, suspeitos de serem membros de uma rede de suporte ao esquema fraudulento.

As denúncias sobre carne contaminada

Imagem: Oglobo

Foram denunciados casos graves pela PF, caso do frigorífico Peccin, em que as denúncias relataram armazenamento com refrigeração insuficiente, utilização de partes de carnes proibidas, como cabeça de porco na fabricação de linguiças, carnes contaminadas por bactérias e até podres.

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Quais foram as denúncias da Polícia Federal

As suspeitas são de que até mesmo a merenda escolar no Paraná tenha recebido carne adulterada. Os estudantes recebiam salsicha de peru sem peru, substituído por proteína de soja, carne de frango e fécula de mandioca.

Uma denúncia feita à Polícia Federal por um servidor do Ministério da Agricultura levou a uma grande investigação, que durou dois anos. Nesse período a PF verificou carnes nos supermercados, com prazo de validade vencido ou adulteradas, com produtos nocivos à saúde. Segundo a polícia, as carnes vencidas recebiam ácido ascórbico e tinham os rótulos de validade trocado. Os produtos vencidos eram parte da alimentação das crianças das escolas públicas estaduais.

Segundo as denúncias, os responsáveis pelos frigoríficos ofereciam benefícios, através do pagamento de propinas aos fiscais, que faziam vista grossa aos problemas encontrados, que assim autorizavam a venda dos produtos adulterados. Os investigadores afirmaram que o dinheiro das propinas era entregue em isopores, pagos em carnes nobres ou então enviados por transferências bancárias.

Quais foram as denúncias da Polícia Federal

Imagem: Ucho.info

Efeitos da carne estragada ou adulterada na saúde

Comer carne adulterada ou estragada traz problemas sérios para a saúde, que podem ser até fatais se a imunidade da pessoa estiver baixa.

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Existem diferenças entre carne estragada e carne adulterada ou maquiada. A carne estragada é fácil de perceber, porque ela tem um cheiro característico desagradável, quando se abre o pacote. Sua cor é acinzentada e a textura é viscosa.

A carne maquiada ou adulterada é mais difícil de perceber, porque tem uma aparência saudável e o consumidor ingere até grandes quantidades sem perceber.

É preciso cuidado e as pessoas têm realmente ficado muito preocupadas em comprar e consumir carne depois dos escândalos que tornaram a situação conhecida através da mídia, com informações chocantes da Polícia Federal. Tanto carnes estragadas misturadas a linguiças e salsichas, quanto produtos nocivos adicionados à carne, quanto substituição de carne por soja e até papelão foram denunciados como práticas realizadas para enganar o consumidor.

Efeitos da carne estragada ou adulterada na saúde

Imagem: Noticiasagricolas

As substâncias adicionadas podem ser nitritos, nitrato ou ácido ascórbico, a vitamina C, para mudar a cor e a aparência. São aditivos permitidos para a conservação de embutidos e processados, como salame, salsichas, presuntos, etc. e que são capazes de maquiar a carne estragada. Apesar da aparência, as substâncias adicionadas não evitarão que a carne faça mal para a saúde ou não impedem a multiplicação de bactérias, assim como não impedem que isso aconteça nos embutidos, se a carne já estiver em processo de putrefação. Tudo depende da responsabilidade ética do frigorífico, que deve descartar o que já estiver estragado e utilizar apenas carnes frescas. As carnes vendidas em cortes embalados ou moídas não devem receber nenhum tipo de conservante.

Carne embalada

Imagem: Revistagloborural

O que acontece quando comemos uma carne estragada

Quando a ingestão da carne já estragada é em pequenas porções, o nosso organismo costuma superar o problema. O efeito é uma intoxicação alimentar, um desarranjo gastro-intestinal, que pode ser de grau leve a grave, com vômitos, diarreia, dor de cabeça e cólicas. Esse efeito danoso é causado pelas toxinas que são liberadas pelos micro-organismos que estão na carne estragada. Se houver uma infecção bacteriana, ela é causada porque o alimento deteriorado contém nele bactérias que invadem o organismo.

A ingestão de carne deteriorada pode ser muito grave ou fatal para quem sofre de doenças crônicas, como pressão alta, diabetes ou que já estejam imunodeprimidos (AIDS). As gestantes também correm o risco da intoxicação atingir o bebê. Tanto crianças como idosos são mais sensíveis e precisam de mais cuidados com a intoxicação alimentar.

Agentes bacterianos na carne estragada:

Agentes bacterianos na carne estragada

Bacilus cereus – provoca náuseas, vômitos e dores intensas, o período de encubação é de 8 a 16 horas.

Staphylococcus aureus – os mesmos sintomas, com grande prostração do doente. Período de incubação e manifestação é rápido, de 1 a 8 horas.

Salmonella SP. – a mais comum e também a mais perigosa, com incubação mais demorada, de 6 a 72 horas.

E se as denúncias forem exageradas e não tiverem base científica?

A investigação e divulgação dos resultados da operação Carne Fraca, feitas pela Polícia Federal podem causar ao Brasil prejuízos de bilhões de dólares. A população brasileira passou a falar que a carne está podre, chocada com as informações e generalizando para todos os produtos do setor. Além disso, os países importadores da carne brasileira imediatamente suspenderam a comercialização, exigiram explicações e alguns já pararam com a importação.

E se as denúncias forem exageradas e não tiverem base científica?

Imagem: Ipiaunoticias

A comercialização de carne de frango no mundo todo é de 11 milhões de toneladas por ano, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. O Brasil é responsável por 38% do volume mundial. A carne de porco brasileira representa 10% do mercado internacional. A carne de boi comercializada no mundo atinge 9,4 milhões de toneladas, e o Brasil é responsável por 20% desse comércio.

O setor de produção da carne bovina e avícola é chave na economia do Brasil. Técnicos fizeram a contabilidade e afirma que as exportações já caíram de US$ 63 milhões por dia para apenas US$ 74 mil diários. A China e Hong Kong eliminaram a carne brasileira dos supermercados, enquanto que Japão, México, União Europeia, Coreia do Sul e Argentina, suspenderam a importação ou vão adotar rigorosos controles.

Entretanto, há especialistas que já esclarecem que o uso de “ácido ascórbico”, ou vitamina C, na carne, é regular no mundo inteiro. Há os que afirmam que houve exagero e sensacionalismo por parte da PF, já que o ácido ascórbico é uma substância necessária para o processamento dos alimentos. Está também sendo questionada a veracidade da existência de carne estragada e se não houve um mal entendido quanto ao uso do papelão, para embalagem, ao invés de insumo do produto.

Talvez a desconfiança gerada em torno da carne brasileira tenha sido exagerada, segundo a BBC. A PF pode ter errado na maneira como divulgou os dados da operação, com sensacionalismo que gerou o pânico generalizado. O uso do ácido ascórbico faz a carne manter a cor vermelha e não faz mal à saúde, desde que respeitados os limites colocados pela lei.

Se o Brasil exporta para 150 países do mundo é porque atende às exigências rigorosas desses países. Não resta dúvida que o serviço de fiscalização precisa ser melhorado, com mais fiscais e rigor, para que a lógica do mercado não supere a preocupação com a qualidade e a saúde do consumidor. A carne brasileira melhorou nos últimos anos e os erros que aconteceram terão que ser resolvidos. O desafio agora é levar a um resultado é que melhore a qualidade da carne ainda mais, com os esforços que devem ser feitos para atender às exigências dos países e dos consumidores brasileiros.

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