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A crise de atendimento à epidemia de dengue nos Planos de Saúde

A primeira semana de abril de 2015 registrou uma crise no atendimento aos pacientes de dengue. O número de contaminados pela epidemia é alto e os planos de saúde não estão conseguindo prestar serviços médicos como exames de sangue e hidratação a todos, o que faz com que as unidades de atendimento estejam com superlotação.

É o caso da Unidade de Atendimento 24 horas, no centro de São Carlos, SP. A procura pelo atendimento médico levou à superlotação e longas horas de espera. Os usuários do plano de saúde reclamam mas a direção do hospital explica que a dengue exige cuidados e que não tem como atender a tantos casos como os que estão aparecendo nestes últimos dias. A Unimed de São Carlos pede a compreensão dos usuários e divulgou comunicado segundo o qual no mês de março de 2014 foram atendidos 49 casos de dengue e no mês de março de 2015 esse número passou a ser de 2697 casos.

Com a recepção lotada durante todo o final de semana, mais casos chegaram no início da semana e a espera não era menor do que quatro horas a cinco horas. Para complicar a situação o equipamento para raio-x estava quebrado e pessoas com suspeita de fratura, mesmo idosas, eram encaminhadas para outros hospitais. Deve-se salientar que o convênio pago no caso de idosos é dos mais caros.

Apenas dois médicos estavam no atendimento a casos de suspeita de dengue no pronto socorro 24 horas da Unimed. Idosos com mais de 80 anos procuraram a ouvidoria. O diretor técnico do hospital reconheceu a demora no atendimento, mas explicou que os casos de dengue não exigem apenas aumento no número de médicos, porque tem impacto em outros serviços, como cuidados de enfermagem, soroterapia e espaços para repouso. O resultado é que as instalações não comportam tanta procura provocada pela dengue.

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Somente na segunda-feira, dia 13 de abril, foram 791 novos casos de dengue no município de São Carlos.

Terrenos e ruas sujas: a participação dos cidadãos

Como em muitas outras cidades do Brasil e especialmente em regiões da periferia da cidade de São Paulo, os moradores de diversos bairros do município de São Carlos, SP, reclamam do lixo que se encontra em terrenos abandonados. O lixo e entulho acumulam água e são a porta de entrada para o mosquito da dengue. Onde os ovos do aedes aegypt encontram ambiente para eclodirem a doença se espalha.

A Prefeitura, como sempre, afirma que vai providenciar a limpeza, sem determinar prazo. O problema que se apresenta se resume no seguinte: até quando os cidadãos vão depender absolutamente do poder público para se conscientizarem que devem remover o seu próprio lixo? A ideia que predomina é que o lixo na rua pertence a todos e a ninguém, e o lixo de casa é problema de cada um. Neste cenário de crise, em que a saúde de todos está sendo ameaçada, o conceito precisa mudar com urgência.

Foto: Paulo Chiari/EPTV

Foto: Paulo Chiari/EPTV

Moradores temem que água parada possa servir de criadouro para mosquito.

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As Prefeituras são constantemente cobradas e os pedidos acrescentam a urgência das providências. No entanto, as próprias famílias jogam entulhos e garrafas pet, que vão se acumulando, juntando água e consequentemente mosquitos. Parece ainda não existir ainda a noção de que o combate à dengue passa pela boa vontade e disposição de cada um em benefício de si próprio e de todos.

Há ruas em que na maioria das casas há uma pessoa com dengue. A dengue é uma doença séria, que força o trabalhador a ficar de 12 a 15 dias afastado do trabalho. E toda a responsabilidade é jogada para a Prefeitura. É claro que o poder público arrecada nossos impostos para providenciar a limpeza pública, mas até que ponto dará conta de limpar nossa sujeira se não houver colaboração da população?

Por falta de consciência em relação ao meio ambiente e à saúde, até mesmo as áreas de preservação permanente, na beira de rios e córregos, passam a virar lixão. Os moradores do próprio bairro e mesmo de outras regiões, procuram essas áreas para descartar lixo e velharias. Por serem espaços abertos, esses se tornam ambientes sem limite para a ação individualista e egoísta de quem não associa a sujeira com a própria doença. Além de serem criadouros para os mosquitos da dengue essas áreas também favorecem o aparecimento de insetos peçonhentos.

A dengue é fatal entre idosos

Em Rio Claro, SP, a 60 km de São Carlos, a ocorrência de mortes vem sendo observada na maioria entre idosos. No dia 30 de março faleceu uma idosa de 95 anos, que não resistiu aos sintomas. Outras duas mortes foram confirmadas, a de um homem e uma mulher, com 73 anos de idade. Em fevereiro as vítimas fatais foram de uma mulher com 72 anos e uma outra com 50 anos.

Foto: Paulo Chiari / EPTV

Foto: Paulo Chiari / EPTV

Agentes de saúde fazem nebulização para combater a dengue.

A Prefeitura da cidade conta com autorização da Justiça para examinar as casas com suspeita de possuírem criadouros do mosquito. Os comerciantes devem abrir as lojas para que a nebulização contra os mosquitos possa ser feita dentro dos estabelecimentos. O centro da cidade concentrava, até o início de abril, um total de 432 casos.

Tiro de Guerra e o combate à epidemia de dengue em São Carlos

Depois da confirmação de 1,840 casos de dengue em São Carlos, equipes do Tiro de Guerra do município passam a atuar em mutirões e na entrega de material educativo para a população. Vão ser instaladas estruturas de atendimento no centros de saúde da Vila Prado (UPA) e do Bairro Cidade Aracy. Também deverão colaborar nos serviços de atendimento direto.

Foto: Paulo Chiari/EPTV

Foto: Paulo Chiari/EPTV

Tiro de Guerra de São Carlos entra na luta de combate à dengue.

São 100 atiradores do Tiro de Guerra a trabalhar juntos com agentes da Secretaria da Saúde, para tentar combater o avanço da doença. Os jovens farão um treinamento de capacitação para essa tarefa e atuarão em diversas áreas da cidade.

Entretanto, a Vigilância Epidemiológica reforça o pedido para que as residências se organizem e destruam os criadouros do mosquito da dengue durante todo o ano, para que não ocorram epidemias na época das chuvas, quando os mosquitos procriam e transmitem a doença.

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