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É preciso mais dinheiro para se combater a epidemia de Zika

Quando a epidemia de ebola se abateu sobre a Libéria, deixando o país em situação de caos,  a presidente Ellen Johnson Sirleaf foi a Washington pedir ajuda ao presidente Barack Obama.  Havia necessidade de construir hospitais e reorganizar o sistema de saúde do país. Além dos EUA, outros países mandaram ajuda e centenas de médicos, em uma mobilização internacional. A ajuda somou um bilhão de dólares.

A OMS (Organização Mundial de Saúde), organismo que faz parte da ONU, em nota divulgada em junho de 2016, publicou um plano atualizado para a estratégia de resposta à epidemia de Zika, que precisa ser posto em pratica de julho de 2016 a dezembro de 2017. Os recursos previstos para esse plano são de U$121,9 milhões. A OMS havia previsto a necessidade de US$25 milhões para a fase de implementação do combate à Zika no primeiro semestre de 2016, mas até junho somente recebeu US$4 milhões.

É preciso mais dinheiro para se combater a epidemia de Zika

Imagem: Margaret Chan, diretora-geral da OMS.

Isso significa que a ajuda que vem sendo dada pelos países ao plano de combate à Zika por parte da OMS não está acontecendo e mais ainda, comparada com os recursos que a organização conseguiu para o combate à epidemia de ebola, é claramente inferior e insuficiente.

Segundo a OMS, o plano foi atualizado depois das evidências científicas terem comprovado que a Zika é responsável pelo nascimento de bebês com microcefalia e pelo desenvolvimento da síndrome de Guillain-Barré.

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O documento divulgado enfatiza que o combate à Zika deve extrapolar o cenário de emergência para se traduzir em ações de longo prazo, enfocando não somente os cuidados que devem ser dados às mães e seus bebês, como também a vida reprodutiva e sexual.

O plano da OMS demonstra que o Zika vírus é um problema global, pois o mosquito Aedes aegypti está presente em várias regiões, existe falta de imunidade entre as populações onde o vírus chega pela primeira vez, não existem ainda vacinas e o acesso ao saneamento básico é precário em muitas áreas.

A diretora-geral da OMS, Margaret Chan reafirma que esses fatos fazem com que a propagação do Zika traga consequências a longo prazo para o comportamento e a saúde das famílias. Além disso, os países vão precisar que seus sistemas de saúde cuidem das crianças nascidas com as complicações da microcefalia pelos próximos anos.

Brasil receberia a maior parte da ajuda da OMS

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Brasil receberia a maior parte da ajuda da OMS

De acordo com os critérios da OMS para distribuição de recursos, o Brasil receberia a maior parte da ajuda. A prioridade da organização é para os países que tem a presença de três fatores ao mesmo tempo: o mosquito Aedes aegypti, a incidência de crianças com microcefalia e a infestação por Zika.

Apesar da campanha ser global, só o Brasil preenche o critério. Há países que registram nascimento de bebês com microcefalia, mas as mães foram infectadas em outros países, em seu próprio país não existe o mosquito. Há países que têm o mosquito, mas não tem a infecção por Zika, por exemplo. Nesse caso, a ajuda será para vigilância e eliminação dos focos do mosquito.

Ações previstas para o Brasil

As ações previstas para o Brasil e que dependem dos recursos da OMS, seriam para vigilância, campanhas, cuidados médicos, controle da incidência do mosquito e pesquisa.

A previsão é de US$15,5 milhões para campanhas junto às comunidades e US$14,2 milhões em ajuda para pessoas afetadas. Um total de US$ 7 milhões irá para as ações de vigilância, que incluem diagnósticos e monitoramento, US$ 6,4 milhões para combate ao mosquito Aedes Aegypti e US$ 6,3 milhões para pesquisas.

Fontes de recursos para o combate à Zika e microcefalia

A OMS se organiza para atuar em situações de emergência de saúde pública mundial.

O surto de microcefalia em relação com a Zika se enquadra nessa condição desde 1º. De fevereiro de 2016.

A OMS e a OPAS – Organização Pan-Americana de Saúde pretendem contribuir com US$25 milhões, além de US$31 milhões que deverão ser divididos entre a UNICEF – Fundas das Nações Unidas para a Infância, o UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas e outras entidades.

Um fundo que foi criado pelo Banco Mundial para o combate ao ebola, pode destinar mais R$ 500 milhões no combate à emergência de saúde mundial causada pelo Aedes aegypti.

Na ocasião de emergência do ebola, o Banco Mundial passou a organizar um fundo internacional para o combate de pandemias e neste momento esse fundo pode ser acionado para o combate ao surto de Zika. A arrecadação financeira do fundo ainda está sendo discutida e envolve emissão de bônus, seguros e contribuição de países.

Uma outra iniciativa de recursos foi anunciada pela União Europeia, que abriu uma linha de crédito de 10 milhões de euros para financiamento de pesquisas sobre o vírus da Zika. O crédito visa fomentar os consórcios que reúnem institutos, como os brasileiros, que se inscrevam para participar. Até julho serão escolhidos e divulgados os trabalhos que receberão apoio.

Últimos informes sobre a microcefalia no Brasil

Segundo as últimas informações, divulgadas em junho de 2016, o Brasil tem 1581 casos já confirmados de microcefalia. Desde o início do surto da doença o número de notificações foi de 7.936.

 

O número de mortes, até junho, foi de 73. Um total de 3.308 casos não foram confirmados e estão sob investigação 3.047 casos.

Últimos informes sobre a microcefalia no Brasil

A velocidade de crescimento no número de casos é de 106 novas notificações por semana, com 30 casos confirmados por semana, comparativamente entre o último boletim divulgado e o da semana anterior. Essa informação é do Ministério da Saúde, do dia 15 de junho de 2016.

Foram notificadas 317 mortes por microcefalia desde outubro de 2015, mas desse total 73 óbitos foram confirmados, 46 casos foram descartados e 198 continuam sendo investigados.

O estado brasileiro com maior número de casos confirmados continua sendo Pernambuco, com 366 casos. Em seguida está a Bahia, com 254 e a Paraíba, com 139.

Pernambuco será referência para plano global da Unicef

A Unicef, organismo das Nações Unidas para a Infância, pretende realizar um trabalho de acompanhamento em Pernambuco, que vai servir como referência para o plano global de tratamento de bebês com microcefalia causada pelo Zika vírus. O projeto é de criar um plano de ação global de apoio às crianças e famílias.

A Unicef já enviou consultores para acompanhar a situação dos bebês tratados pela Fundação Altino Ventura e Hospital Oswaldo Cruz, de Recife. A Fundação atende 130 crianças por semana.

O plano de trabalho da Unicef pretende atender em 3 áreas:

– dar continuidade ao acompanhamento na casa das famílias

– preparar centros de saúde com capacidade para atender às crianças

– descentralizar os centros de referência.

Segundo o consultor, os estímulos necessários para as crianças com microcefalia não precisam necessariamente serem feitos por especialistas. Mas é preciso uma hierarquia de cuidados, entre médicos, especialistas e as famílias. Há uma preocupação com a falta de apoio às crianças e famílias que moram em municípios mais pobres.

O atendimento e o acompanhamento dessas crianças vai determinar o seu desenvolvimento. Em centros de tratamento centralizados em Recife, as pessoas viajam até cinco horas para serem atendidas. A descentralização do apoio vai dar uma solução para esse problema. E a recomendação para as mães dos bebês é continuar a estimulação em casa.

A presença da Unicef perto dos pacientes, observando as necessidades, ouvindo as mães e pais, os profissionais das instituições, vai ser importante para adequar as políticas de atenção e tratamento das crianças.

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