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Febre amarela: a prevenção de epidemia é urgente!

A febre amarela pode adquirir forma epidêmica no Brasil, se não for rapidamente combatida. Saiba quais os sintomas e o que fazer se eles aparecerem.

Febre amarela é uma doença viral, que é normalmente encontrada nas regiões tropicais, tanto do Brasil, como em outros países da América Latina e também na África. Afeta principalmente seres humanos e macacos, que são picados pelo mosquito Aedes. Pode ter consequências epidêmicas devastadoras, que podem ser prevenidas e controladas através das campanhas de vacinação em massa e medidas para erradicação do mosquito transmissor.

A característica principal da doença é a cor amarela nos olhos e no corpo. Apesar de o vírus ser perigoso, a maioria das pessoas contaminadas evolui para a cura, sem apresentarem sintomas.

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Entenda como é transmitida a febre amarela

Segundo a Organização Mundial da Saúde, existem três tipos de ciclo de transmissão:

  1. Silvestre – nas florestas e matas, a febre amarela ocorre em macacos, que passam o vírus para os mosquitos que se alimentam do seu sangue. Os mosquitos infectados picam seres humanos que entram na floresta, resultando em casos esporádicos de febre amarela, geralmente em homens jovens que trabalham ou ficam em alojamentos nas florestas.
  1. Intermediária – Em áreas úmidas ou semi-úmidas, ocorrem epidemias de pequena escala. Mosquitos semi-domésticos, isto é, que crescem nas matas e no entorno de residências, infectam tanto macacos como pessoas. O contato constante entre pessoas e mosquitos infectados leva à transmissão. Muitas cidades diferentes de uma mesma área podem apresentar casos simultaneamente. Este é o tipo mais comum de ocorrência na África e parece que é o que está ocorrendo no Brasil. Um surto pode se transformar numa epidemia séria, se a infecção for transferida para uma área mais populosa, onde existam tanto mosquitos domésticos quanto pessoas não vacinadas. 
  1. Urbana – Grandes epidemias podem ocorrer quando pessoas infectadas introduzem o vírus em áreas densamente povoadas, com um grande número de pessoas não imunizadas e mosquitos Aedes. Mosquitos infectados transmitem o vírus de pessoa para pessoa.

Casos de Febre Amarela 2017

Em janeiro de 2017, o estado de Minas Gerais começou a investigar os casos suspeitos de febre amarela. Até o mês de fevereiro já haviam sido notificados 991 ocorrências, com 69 mortes, enquanto que 100 mortes estavam sendo investigadas.

No estado do Espírito Santo foram 130 ocorrências, com 6 mortes confirmadas, enquanto 8 estavam sob investigação. No estado de São Paulo, foram 7 mortes confirmadas e 13 ocorrências sob investigação. Também registraram notificações a Bahia, com 11 ocorrências e 1 morte confirmada, o Tocantins, com 5 ocorrências e 1 morte e o Rio Grande do Norte, com 1 ocorrência. Nas cidades de Ribeirão Preto (SP) e São José do Rio Preto (SP) houve morte de macacos e dos óbitos com suspeitas de serem causados pela doença. Um dos casos foi confirmado, mas causado por transmissão silvestre.

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Os especialistas alertam para a situação característica de surto da doença, que ainda não chegou ao estágio caracterizado como de expansão urbana, mas que pode chegar a se alastrar rapidamente, ganhando proporções incontroláveis se providências urgentes não forem tomadas para a eliminação do mosquito Aedes e vacinação em massa.

O Ministério da Saúde admite que a situação no Brasil é de surto, sendo que muito mais grave do que o último que ocorreu no país, entre 2008 e 2009, com um total de 51 casos.

A transmissão não ocorre entre pessoas

Não há registros de transmissão de febre amarela diretamente entre pessoas. Tanto para a doença por transmissão silvestre, em transmissão intermediária ou em transmissão urbana, a doença é a mesma, mas as estratégias para evitar a disseminação precisam ser diferentes. Quem adquire o vírus, através da picada do mosquito aedes se torna portador e é capaz de transmitir o vírus para mosquitos por até 7 dias depois da própria contaminação. Os sintomas se manifestam em quem não foi vacinado ou nunca teve a doença.

Grupos de risco

As pessoas mais suscetíveis à febre amarela são os idosos com mais de 60 anos de idade e pessoas com imunodeficiência devido ao HIV/AIDS.  Pessoas que viajam para os locais em que a doença é ativa, correr o risco de serem contaminadas, mesmo que a população local não tenha casos recentes da doença.

Fique atento/a aos sintomas da febre amarela

Fique atento/a aos sintomas da febre amarela

Os sintomas não se apresentam para todos os que são contaminados pelo vírus, mas quando ocorrem costumam durar entre três e quatro dias e são:

– Febre

– Dores musculares no corpo

– Dor de cabeça

– Perda de apetite

– Náuseas e vômitos

– Olhos, face e língua avermelhada

– Fobia à luz

– Cansaço e fraqueza

Algumas pessoas podem desenvolver um quadro grave, depois de 24 horas da recuperação dos sintomas mais simples. É a fase tóxica, quando o vírus ataca órgãos como o fígado e rins. Nessa fase os sintomas são:

– Febre alta

– Icterícia, pelo dano causado ao fígado

– Urina escura, pelo efeito nos rins

– Dores abdominais

– Sangramentos na boca, nariz, olhos ou estômago

– Delírios, convulsões e coma

Nessa fase mais grave da febre amarela, a morte pode ocorrer depois de sete a dez dias, dependendo do organismo afetado. Para evitar a crise mais grave, os sintomas devem ser observados e o tratamento ser iniciado o mais rápido possível, com assistência médica. A febre amarela pode ser confundida com hepatite, malária, leptospirose e dengue hemorrágica.

Tratamento e medicação

Fonte: G1

Tratamento e medicação

Nenhuma medicação antiviral provou ser eficaz para o tratamento da febre amarela. O resultado é que o tratamento consiste principalmente em cuidados de suporte, em um hospital. O paciente precisa receber soro e oxigênio, manter a adequada pressão arterial, receber restituição de perda sanguínea, diálise para a falência renal e o tratamento de outras infecções que se desenvolvam. Algumas pessoas recebem transfusões de plasma, para substituir as proteínas do sangue que promovem a coagulação.

Se você está com febre amarela, o seu médico vai também recomendar que você fique em casa, protegido de mosquitos, para evitar transmitir a doença para outras pessoas. Depois que você tiver febre amarela, estará imune a essa doença para o resto de sua vida. 

Complicações

Segundo informe da conceituada Clínica Mayo nos Estados Unidos, a febre amarela resulta em morte para 20 a 50% dos pacientes que desenvolvem a fase tóxica da doença. As pessoas que sobrevivem passam a se recuperar gradualmente durante um período de diversas semanas ou meses. Durante esse tempo, pode continuar sentido fadiga e fraqueza. Outras complicações incluem infecções secundárias bacterianas como pneumonia.

O diagnóstico deve ser feito por um médico

A qualquer sintoma da febre amarela, simples ou grave, é preciso buscar ajuda médica imediatamente. Além disso, nunca se deve viajar para uma região onde ocorre ou já ocorreu a doença sem antes tomar a vacina.

Especialistas que podem diagnosticar uma febre amarela são o clínico geral ou o infectologista. É preciso informar ao médico quais são os sintomas e há quanto tempo eles apareceram.

  • Uma lista com todos os sintomas, há quanto tempo eles apareceram e se houve exposição a mosquitos em regiões infectadas. Quando há a suspeita de febre amarela, o médico solicitará um exame de sangue que comprove a existência do vírus ou anticorpos que mostram a infecção anterior.

Devido ao risco da febre amarela se tornar hemorrágica, é contraindicado o uso de aspirina. Se os sintomas forem mais brandos, em sua forma mais simples, ainda assim alguns cuidados são necessários, tais como:

– Repouso

– Ingestão de líquidos, principalmente soro

– Uso de medicamentos indicados pelo médico.

– Uso de repelentes ou mosquiteiros, para não contaminar os mosquitos, que poderão transmitir a doença para outras pessoas.

A vacina é a melhor prevenção

A vacinação é a forma mais importante de prevenir a febre amarela, tanto para o indivíduo quanto para as comunidades, impedindo que a doença se espalhe. Nas áreas mais expostas ao vírus, é preciso que ao menos 80% da população seja imunizada para controlar a doença.

A vacinação nas regiões em que a doença já se manifestou deve seguir a seguinte orientação da Organização Mundial da Saúde:

– Em crianças de 6 meses a 9 meses de idade incompletos, a vacina só deve ser aplicada em situações de emergência epidemiológica, durante surtos, epidemias ou viagem inadiável para áreas de risco.

– Crianças de 9 meses até 4 anos 11 meses e 29 dias de idade, podem tomar uma dose aos 9 meses de idade e uma dose de reforço aos 4 anos de idade.

– Crianças a partir 5 anos de idade, se recebeu vacina antes, pode receber mais uma dose. Se nunca foi vacinada, é preciso dar uma dose inicial e outra de reforço, 10 anos depois.

Pessoas com mais de 60 anos, que nunca foram vacinadas, devem consultar um médico sobre a possibilidade de receberem a vacina, considerando o risco de eventos adversos nessa faixa etária. Gestantes e lactantes não podem tomar esta vacina, bem como as que têm deficiências do sistema imunológico.

Quando se viaja para áreas afetadas, deve-se tomar a vacina 10 dias antes da viagem, no caso da primeira vacinação, porque os anticorpos protetores aparecem de sete a dez dias depois. Alguns países exigem o certificado de vacinação contra a febre amarela de seus visitantes.

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