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Gravidez depois dos 35 anos, quais são os riscos?

Com mais mulheres tendo filhos na faixa dos 30 anos do que mulheres jovens na faixa dos 20, a discussão sobre ter um filho depois dos 35 está cada vez mais atual.

Existem mais riscos envolvendo a gravidez e o parto quando a idade materna aumenta? É preciso checar as mais recentes evidências.

Dados atualizados publicados pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças Americano (Center for Disease Control and Prevention – CDC), indicam que, em 2016, pela primeira vez em três décadas, a taxa de nascimentos entre mulheres na idade de 30 a 34 anos ultrapassou a das que estão entre 25 e 29 anos, nos Estados Unidos.

A idade média das mulheres que estão tendo o seu primeiro filho está atualmente em torno de 28 anos de idade, maior do em 2015, quando era de 26.4 anos e que havia registrado aumento em relação a 2014, quando era de 26.3. Especialistas costumam focalizar a média da idade materna, devido a ocorrências no parto que estão associadas à idade de mãe, como nascimentos múltiplos e defeitos congênitos.

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Gravidez depois dos 35 anos, quais são os riscos?

Estudos demonstraram que as pessoas estão adiando terem filhos até os 35 anos de idade, por uma série de razões. Essas razões incluem mulheres em busca de altos níveis de educação formal, estabilizando-se em suas carreiras, com acesso a melhores métodos de contracepção, mudanças sociais e culturais que deixaram as mulheres sentirem-se ainda não preparadas para ter filhos, falta de instituições para o cuidado das crianças, baixos salários, políticas inflexíveis nos locais de trabalho, incerteza econômica ou de moradia e desemprego.

Outra razão pela qual as mulheres estão experimentando a gravidez mais tarde na vida pode ser atribuída às melhores opções para fertilização, como a Fertilização In Vitro.

Mulheres grávidas com idade acima dos 35 e tendo seu primeiro bebê são chamadas mães em uma idade maternal avançada ou mães idosas ou a elas os médicos se referem como primíparas idosas ou primigrávidas idosas. Os termos aí usados, de “idade avançada” ou “idosa” não têm conotações negativas, usadas para alguém que somente tem 35 anos. Esses termos podem não ter sentido ou realmente estar acima dos 35 coloca um risco sério para uma mãe e o bebê?

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Riscos em adiar a gravidez até a idade de 35 anos ou mais

A fertilidade declina tanto em homens quanto em mulheres, com a idade. 

Imagem: A fertilidade declina tanto em homens quanto em mulheres, com a idade.

Todo mundo está sabendo de que há um ritmo do relógio biológico, mas será que o seu aniversário de 35 anos representa uma marca especial na fisiologia? Será que quando se atinge 35, de repente se entra no “alto risco” do dia para a noite?

As mulheres estão tendo bebês saudáveis ao logo dos seus 30 anos e acima. A idade de 35 é simplesmente uma idade em que certos riscos começam a merecer uma discussão mais séria. Apesar desses riscos se tornarem ligeiramente mais prováveis após os 35 anos, isso não significa que eles terão um impacto significativo em todas as que estão na metade dos trinta anos ou mais.

A fertilidade declina tanto em homens quanto em mulheres, com a idade. 

Declínio da fertilidade

As mulheres nascem com todos os óvulos que irão ter durante a vida. Na medida em que a idade passa, a possibilidade de que conseguirão engravidar se reduz, devido ao declínio no número de óvulos remanescentes à sua qualidade reduzida.

A fertilidade também declina nos homens com a idade, devido ao declínio na quantidade de esperma, na mobilidade e no volume do sêmen. Esses fatores relacionados com a idade em conjunto podem tornar mais difícil para as mulheres conseguirem ficar grávidas.

Estudo publicado no The New England Journal of Medicine relatou que, entre mulheres que receberam inseminação artificial, 74% das que tinham menos de 31 anos ficaram grávidas dentro de um ano. Entretanto, isso decrescia para 61% entre mulheres na faixa de 31 a 34 anos e o declínio era ainda maior, caia para 54% entre mulheres com mais de 35 anos.

Declínio da fertilidade

Riscos genéticos

Certos riscos genéticos apresentam-se mais frequentemente na gravidez de mulheres com mais idade. Por exemplo, a possibilidade de se ter um bebê com a síndrome de Down se acelera com a idade materna. Enquanto que a taxa de ocorrência de um embrião com a síndrome de Down é 1 em 1.064, na idade de 25 anos da mãe, ela sobe para 1 em 686 na idade de 30 anos da mãe e mais ainda, vai para 1 em 240 na idade de 35 anos. Na idade de 40 anos, a taxa de síndrome de Down aumenta ainda mais, sendo de 1 em 53 e na idade de 45 anos a taxa de ocorrência é de 1 em cada 19 embriões.

Um estudo publicado na Nature Communications teve por objetivo investigar porque mulheres mais velhas tem o risco aumentado de dar à luz crianças com anomalias congênitas que são caracterizadas pelo número anormal de cromossomos.   Pesquisadores da Faculdade Albert Einstein de Medicina da Universidade Yeshiva, de Nova York, descobriram que o processo genético de recombinação dos cromossomos pode ser responsável pelo maior risco de problemas como a síndrome de Down.

A recombinação é um processo no qual os pares de cromossomos trocam material genético antes de se separarem. A equipe constatou que nas mulheres mais velhas, o processo de recombinação pode ser menos regulado, o que leva a números anormais de cromossomos nas células sexuais ou a grandes rearranjos cromossomiais.

Abortos

O risco de abortos aumenta gradualmente com a idade da mãe. Pesquisas médicas revelaram que o risco de aborto está em 8.9 por cento em mulheres com 20 a 24 anos e aumenta para 74.7 por cento em mulheres acima dos 45 anos de idade. O declínio da qualidade dos óvulos é provavelmente responsável pelas taxas maiores de aborto.

Natimortos

A ocorrência de um bebê natimorto é mais provável em mulheres mais velhas do que mais jovens. Um estudo publicado na revista Canadian Medical Association Journal relatou que a ocorrência de natimorte é de 1.2 a 2.23 vezes maior em mulheres mais velhas. Um outro estudo, examinando dados de 385.120 gravidezes no Reino Unido, observou que a taxa de natimortos era de 4.7 em cada 1.000, para mulheres entre 18 a 34 anos, 6.1 em cada 1.000, entre as de 35 a 40 anos e 8.1 em cada 1.000, para mulheres com mais de 40 anos. As razões pelas quais o risco de natimorte aumenta com a idade maternal ainda são atualmente desconhecidas.

Natimortos

Idade não é um fator responsável por bebês com baixo peso ou prematuros

Bebês que nascem com baixo peso frequentemente têm mais problemas respiratórios, cognitivos e neurológicos, enquanto prematuros são mais sujeitos a problemas cardíacos, cerebrais, desordens do pulmão e atraso no desenvolvimento. Entretanto, a idade da mãe não é determinante para um risco elevado de bebês com baixo peso ou prematuros, concluiu o recente estudo conduzido pelo Dr. Mikko Myrskylä, diretor do Instituto Max Planck de Pesquisa Demográfica, juntamente com Alice Goisis, da London School of Economics, do Reino Unido.

Potenciais motivos para essas causas são os problemas relacionados com a fertilidade e os que estão relacionados com a baixa renda, o estresse materno e comportamentos que não são saudáveis. As mulheres não devem ficar preocupadas com a idade em si, no caso de considerarem ter um filho. Parece que as circunstâncias da vida individual e as escolhas quanto ao comportamento são mais importantes do que a idade.

Existem benefícios para os filhos de mães mais velhas

Os estudos realizados pelo Dr. Myrskylä demonstraram que nascer mais tarde na vida dos pais está associado a ser mais saudável, mais alto, e conseguir melhor educação. Segundo ele, os benefícios associados a nascer na idade madura da mãe superam os riscos individuais que surgem por nascer de uma mãe mais velha. É preciso desenvolver uma perspectiva diferente no que se refere à idade materna, porque os pais, nesse caso, estão normalmente bem alertas para os riscos e menos informados sobre os efeitos positivos.

Portanto, apesar dos riscos, muitas mulheres com mais de 35 anos terão uma gravidez normal, com poucas complicações no parto e seguirão tendo bebês saudáveis.

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