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Lochte e a mentira na Rio 2016, um caso antissocial ou narcisista?

Ryan Lochte ganhou a medalha de ouro no revezamento 4x100m, durante a Olimpíada Rio 2016. Mas a mentira que disse criou constrangimentos para o Brasil, para o Comitê Olímpico Americano e para sua própria carreira.

Mentirinhas de todo dia

Psicólogos e psiquiatras concordam que mentirinhas acontecem o tempo todo. Segundo o Dr. Rui Mateus Joaquim, mestre em psicologia e doutorando em Neuropsicologia do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade São Paulo (HRAC-USP), todos nós falamos mentiras em pelo menos 25% de nossa conversação diária ou duas vezes a cada dez minutos em que conversamos com alguém.

Imagem: Ryan Lochte na Rio 2016. 

Imagem: Ryan Lochte na Rio 2016. 

Segundo ele, é muito comum que alguém não passe um dia sem mentir. Essas mentiras não são exatamente invenções, mas, na maioria das vezes, são omissões de fatos. Também acontece de não expressarmos em nossas palavras os verdadeiros sentimentos que estejamos experimentando, o que, entretanto, pode ser facilmente desmentido pelas nossas expressões faciais, que enviam sinais emocionais que contradizem o nosso discurso.

O Dr. Rui Mateus, especialista em Neuropsicologia, ensina que as nossas mentiras visam esconder alguma coisa ou conseguir algum objetivo. E a mentira, em outros seres vivos é o disfarce ou mimetização que os organismos utilizam para se disfarçar em suas atividades de caça ou defesa. Eles dissimulam para conseguir o que precisam.

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Isso demonstra que a mentira faz parte da evolução do ser humano, fazendo parte do seu neocórtex, que tem uma extraordinária capacidade de criar representações simbólicas e de manipular elementos abstratos. Nosso cérebro cria lógicas sobre os eventos da nossa vida, planeja estratégias verbais para minimizar qualquer dano, utilizando um sofisticado processamento da informação. Muitas vezes mentimos pela necessidade de agradar e sermos educados. É aquela mentira conveniente, mas educada de dizer que adoramos um presente, quando na verdade detestamos.

Quando a mentira passa a ser sintoma de transtorno mental

Quando a mentira é uma mania, temos então a “mitomania”. Alguns problemas psiquiátricos levam a mentir compulsivamente. Há também as mentiras que são sintomas de transtornos da personalidade, tais como:

Transtorno de Personalidade Antissocial – caracteriza-se pelo comportamento impulsivo de alguém, com indiferença aos sentimentos e direitos dos outros e desprezo às normas sociais. A mentira não considera a segurança própria e dos outros, confere prazer, em busca da vantagem social. A pessoa a utiliza para fugir das obrigações.

Transtorno de Personalidade Histriônica – é a mentira que segue a necessidade de chamar a atenção sobre si mesmo, em um padrão emocional em que o sujeito precisa estar sempre no centro das atenções. São usadas artimanhas sedutoras e em caso de rejeição, apelos dramáticos e inventados.

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Transtorno da Personalidade Narcisista – a mentira busca a grandiosidade e a necessidade de admiração. A pessoa não sente empatia pelos outros, mas acha que é superior e utiliza todos os meios para parecerem assim. Aumentam suas realizações, num padrão narcisista que garanta fama, glória e admiração que estão certos de merecer.

A famosa mentira de Lochte e seus companheiros na Rio 2016

Inicialmente ele havia dito que, na noite seguinte à conquista da medalha, ele saiu para comemorar com amigos em uma festa na Casa da França, na Lagoa, zona sul do Rio. Na volta para a Vila Olímpica ele e seus três amigos nadadores americanos, teriam sido detidos por homens armados, em um assalto ao táxi em que se encontravam. Os assaltantes estariam uniformizados e teriam apontado as armas para sua testa.

Mas a polícia do Rio de concluiu que os eventos por ele descritos não aconteceram, depois de examinarem as gravações da câmera de segurança de um posto de gasolina onde pararam com o taxi, durante a madrugada. Houve comprovação de que o que aconteceu foi que os atletas se portaram como vândalos em um banheiro, quebrando acessórios e cartazes, sendo detidos pelos seguranças do posto, enquanto chamavam a polícia.

O que jornalistas e a polícia apuraram foi que O grupo deixou a Casa da França e no caminho para o alojamento, o táxi em que eles estavam parou num posto de gasolina para que eles fossem ao banheiro. O dono do posto, ao ser entrevistado, afirmou que os americanos não entraram no banheiro, mas urinaram no chão e nas paredes externas da loja, o que foi gravado pelas câmeras de segurança.

Lochte

Imagem: Daily Mail

O exame do vídeo da câmara de segurança da Vila Olímpica, posicionada no local do exame de segurança na entrada, mostrou que os atletas chegaram em clima descontraído, três horas depois da saída da festa, portando carteiras e celulares, que foram depositados nas bandejas do equipamento. Foi quando começaram a aparecer  as inconsistências nas versões apresentadas pelos esportistas. Junto de Ryan Lochte estavam Jimmy Feigan, Gunnar Bentz e Jack Conger, do time de natação americano, que confirmaram a versão de Lochte de que teriam sido assaltados no trajeto entre a Casa da França e a Vila Olímpica.

Imagem: Ryan Lochte na Olimpíada Rio 2016.

Imagem: Ryan Lochte na Olimpíada Rio 2016. (Foto: Reuters) 

Lochte disse à polícia que foi abordado por um assaltante, para quem entregou todo seu dinheiro, um total de US$400. Feigen disse que foram vários assaltantes, mas apenas um deles estava armado. Quando foi entrevistado nos Estados Unidos, Lochte passou a dizer que foram vários assaltantes.

Em entrevista dada à NBC News, Ryan Lochte negou o que havia afirmado à mesma rede de televisão, no seu relato inicial de que tinha sido assaltado.

Em setembro, o Comitê Olímpico Americano e a entidade USA Swimming, publicaram sua decisão de punir o nadador Ryan Lochte por mau comportamento e falsa comunicação de crime durante a Olimpíada Rio 2016. A punição é de suspensão de 10 meses, durante os quais não poderá disputar nenhuma competição oficial, até junho de 2017. Isso o torna impossibilitado de disputar o Mundial do próximo ano, que será realizado em Budapeste, na Hungria. Além disso, ele foi condenado a prestar 20 horas de serviços comunitários e perdeu o direito ao seu prêmio, pela conquista da medalha de ouro no revezamento 4x200m livre nos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Jornais Lochte

Imagem: Daily News e New York Post. 

Os demais nadadores americanos envolvidos na mentira, Gunnar Bentz, Jack Conger e James Feigen, foram punidos com suspensão de quatro meses. Por ser menor de 21 anos, Bentz foi punido com 10 horas de serviço comunitário, por ter descumprido o horário de chegada na Vila Olímpica estipulado para atletas menores de 21 anos.  Durante o período em que estiverem suspensos, os quatro nadadores não terão direito a bolsas de apoio da federação de natação e não poderão participar das visitas  da delegação de natação à Casa Branca.

O Comitê Olímpico dos EUA afirmou que o comportamento dos atletas não foi aceitável, por difamarem os anfitriões, prejudicando a imagem da equipe dos Estados Unidos. O Comitê ressaltou que os nadadores assumiram a responsabilidade pelos erros cometidos, aceitando suas punições.

A punição de Lochte acabou por custar cara para seu bolso. Ele perdeu seus patrocinadores, como a empresa Speedo,, que decidiu encerrar seu patrocínio, destinando parte da quantia de US$50 mil que seria paga a Lochte para a ONG Save the Children, em ajuda às crianças pobres do Brasil. A Ralph Lauren também decidiu não renovar o contrato com o atleta.

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