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Muitos pacientes com câncer ficam sem tratamento no SUS

A rede pública de saúde não tem capacidade para atender os milhares de pacientes com câncer que procuram tratamento. A situação, até novembro de 2016 era de caos.

Faltam aparelhos de radioterapia

De cada 10 pessoas com câncer que procuram a rede pública de saúde, quatro não terão chances de cura porque não há aparelhos de radioterapia suficientes para seu tratamento. Se o local onde o paciente mora não tem esse tipo de recurso, o doente precisa mudar de endereço, buscando uma solução em outra cidade.

Faltam aparelhos de radioterapia

Imagem: Radioterapia.

Para que todos os doentes de câncer fossem atendidos seria necessário que a rede pública tivesse o dobro da quantidade de aparelhos de radioterapia hoje disponíveis. Em algumas regiões, a quantidade deveria ser o triplo.

Faltam medicamentos para tratamento do câncer

Medicamentos para o tratamento do câncer estão deixando de existir nos hospitais públicos, por não serem mais adquiridos.

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Os tratamentos dos doentes estão sendo interrompido por falta dos remédios. O resultado é o avanço da doença, até um ponto onde não há mais possibilidades de cura. Pacientes que teriam chances de cura são ignorados em longa espera nos hospitais.

O Conselho Regional de Medicina e a Defensoria Pública do Rio de Janeiro realizou vistoria nos hospitais e constatou pacientes com câncer acomodados precariamente, até em cadeiras e próximos de outros pacientes com doenças contagiosas. A vistoria registrou que a quimioterapia dos pacientes foi interrompida em 75% dos casos por falta dos medicamentos. Os estoques dos remédios estavam zerados.

Imagem: Fundação Sara – apoio à criança com câncer.

Imagem: Fundação Sara – apoio à criança com câncer.

Segundo a legislação, o tratamento do câncer é um direito ao cidadão e deve começar o quanto antes, no máximo até 60 dias depois do diagnóstico. É preciso notar que, quando os exames necessários são realizados, depois da demora que costuma acontecer, a doença já pode ter avançado a um ponto irreversível.

O mais alarmante é que os hospitais recebem ou deveriam receber a verba para a compra de medicamentos. Mas, o que ocorre, além de desvios de verbas, são atrasos no pagamento aos hospitais e redução cada vez maior dos orçamentos destinados aos medicamentos de alta complexidade. Além disso, ainda há faltam recursos humanos e boa vontade.

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Em consequência dessa situação, são muitos os casos dos pacientes que morrem nos hospitais depois de interrompido o tratamento por falta da radioterapia ou de medicamentos para quimioterapia. Os poucos equipamentos disponíveis costumam quebrar, prejudicando centenas de pacientes que estão sofrendo.

No Amapá, por exemplo, 200 pacientes ficaram sem tratamento, porque o hospital não tem os medicamentos da quimioterapia.

O Hospital do Câncer de Mato Grosso suspendeu quimioterapias e radioterapias por falta de repasse de recursos, deixando de realizar seis mil atendimentos por mês. No Mato Grosso, cinco hospitais ficaram ser receber verba do Governo Federal que deve ser repassada pela Prefeitura.

Faltam medicamentos para tratamento do câncer

Em Aracaju, uma paciente que teve o tratamento de câncer interrompido, morreu no início de novembro. Esse caso ficou famoso, como caso Dona Maria, que ficou três meses sem receber medicamento, para tratamento de câncer do pulmão, realizado no Hospital Cirurgia. O hospital informou que o problema acontece por atraso no repasse de verbas que recebe do governo municipal e dos governos estadual e federal. O Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe se defendem dizendo que os repasses estão em dia.

Os recursos que existem no exterior não estão disponíveis

Os medicamentos de ponta para o tratamento do câncer ainda não existem no país. Além disso, os recursos disponíveis chegam de maneira desigual aos pacientes, de acordo com a classe social, o que é determinante para vencer ou não a doença.

Enquanto que médicos e cientistas em outros países já conseguem tratar o câncer, no Brasil as dificuldades existem até para quem tem um bom plano de saúde e mais ainda para quem depende do SUS – Sistema Único de Saúde. Quem pode pagar pelo remédio, depois enfrenta na justiça a luta pelo reembolso do que gastou. Quem não pode pagar pelos remédios caríssimos, aguarda na fila.

Entretanto, de acordo com o INCA – Instituto Nacional do Câncer, acontecem 190 mil mortes por ano no país. São 596 mil novos casos diagnosticados por ano. A lentidão da burocracia na área de saúde, há falta de estrutura para os diagnósticos precoces, a ausência de investimento em pesquisa colaboram para que o problema do câncer no Brasil seja muito maior do que a falta de medicamentos.

O que existe de novo e que ainda não chegou no Brasil

O que existe de novo e que ainda não chegou no Brasil

O que foi apresentado no Congresso da Associação Americana de Clínica Oncológica (Asco) demonstrou os avanços no tratamento do câncer. Nesse Congresso, que reuniu 40.000 participantes do mundo inteiro, foram discutidos novos estudos clínicos e artigos científicos.

Muitos médicos brasileiros estiveram no encontro, que destacou a lacuna que existe entre a descoberta de novas drogas e seu efetivo acesso por parte dos pacientes. São medicamentos eficazes, mas que têm preço muito alto, principalmente no Brasil. Os tratamentos que estão disponíveis acabam por não chegar aos pacientes brasileiros, o que gera uma situação de grande sofrimento, tanto para os doentes quanto para os médicos. E o pior é que este problema parece não estar na pauta do governo e do poder legislativo brasileiro, que têm o poder de decisão para garantir os recursos para a vida da população.

Novos tratamentos apresentados à comunidade internacional

Novos tratamentos apresentados à comunidade internacional
  • – Um medicamento hormonal, o letrozole, reduz o câncer de mama, mantendo a qualidade de vida da paciente. Depois de cinco anos de terapia, os riscos de recorrência diminuem em 34%.
  • O medicamento daratumumab, ajuda a diminuir a evolução do mieloma múltiplo em 70%, quando adicionado a duas outras substâncias, o bortezomib e dexamethasone.
  • O risco de morte em pacientes idosos é reduzido em 33% quando o glioblastoma é tratado com temozolomide, em sessões de radioterapia.
  • Há resultados mostrando a eficácia do rovalpituzumab no tratamento de câncer de pulmão. O tratamento interrompe o crescimento do tumor em 89% dos pacientes e reduz o câncer em 39%.
  • Um anticorpo, o IMAB362, foi apontado em um estudo europeu como responsável por aumentar a média de vida de um paciente se adicionado à quimioterapia do câncer de intestino.
  • A droga oral capecitabine aumenta a sobrevida dos pacientes de câncer pancreático, segundo um dos maiores estudos europeus já realizados.
  • O medicamento imunoterápico atezolizumab é eficaz no tratamento do câncer de bexiga em estágio avançado, em pacientes que não podem fazer o tratamento com cisplatina.
  • Mulheres com câncer de ovário avançado podem se beneficiar de quimioterapia no abdômen e na forma intravenosa, de forma mais eficaz.
  • Muitos pacientes podem ser beneficiados com a biópsia líquida, ou seja, o exame com amostras de sangue, saliva ou urina. Os estudos demonstraram que a análise genômica dessas amostras é praticamente equivalente às obtidas nas biópsias de tecido e essa é uma alternativa muito menos invasiva para diagnóstico e monitoramento dos tumores.
  • Um total de 40% dos pacientes tratados com pembrolizumab apresentou sobrevida depois de três anos de tratamento, depois de terem sido diagnosticados com melanoma avançado.

O Brasil carece de estrutura de pesquisa clínica, com recursos humanos e técnicos, para diminuir o custo dos medicamentos já pesquisados. Existem muitas drogas e tratamentos novos, que precisam chegar aos pacientes.

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