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O mosquito Aedes aegypti desafia o governo e a população

A grave epidemia de microcefalia e o aumento dos casos de dengue são consequências da proliferação do mosquito vetor

O primeiro informe do ano de 2016, sobre a epidemia de microcefalia, associada ao Zika vírus, que atinge o Brasil, foi divulgado no dia 5 de janeiro, pelo Ministério da Saúde. O número de casos havia subido para 3.174, espalhados por 21 estados.

Na terça-feira, dia 11 de janeiro, o número de casos de microcefalia registrou um grande aumento, para 3.530 ocorrências. Ainda segundo o Ministério da Saúde, em seu novo informe sobre a epidemia, com um aumento de mais de 10%, ou seja, 356 novos casos. A microcefalia está comprovadamente associada ao Zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Na quarta feira, dia 20 de janeiro, o número de casos havia subido para 3.893, numa escalada ascendente constante.

 

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Aedes Aegypti

Desde o início das investigações, em outubro de 2015 até 9 de janeiro de 2016, foram registrados casos com a doença em 724 municípios do Brasil.

O Estado de Pernambuco foi o primeiro a registrar o aumento da incidência de microcefalia e é o que tem o maior número de casos suspeitos (1.236), representando 35% do total do País. O estado do Amazonas é o mais novo a integrar a pesquisa, com 1 caso. Os demais estados, até o mais recente levantamento são:

– Paraíba – 569

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– Bahia – 450

– Rio Grande do Norte -181

– Sergipe – 155

– Ceará – 192

– Alagoas – 149

– Mato Grosso -129

– Rio de Janeiro – 122

– Amazonas – 1

Para se ter uma ideia do aumento no número de casos de microcefalia, em 2014 o numero era de 147 e em 2013, de 167.

Estão sendo também investigadas as mortes de 46 bebês com microcefalia relacionada ao Zika vírus, dentre os quais quatro já foram confirmados que estão relacionadas com o vírus.

zica

A medida padrão que é considerada mínima para a cabeça de um recém-nascido é de 32 centímetros. Quando ocorre a malformação congênita denominada microcefalia, o cérebro não se desenvolve e o perímetro cefálico é menor do que o normal. Nas triagens dos casos suspeitos, a medida abaixo de 32 centímetros é considerada abaixo do normal pelo Ministério da Saúde e Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde. Esse procedimento está de acordo com o recomendado pelo OMS – Organização Mundial de Saúde.

 

A mobilização do governo

O Ministério da Saúde adotou o “Protocolo de Vigilância e Resposta à Ocorrência de Microcefalia relacionada à Infecção pelo vírus zika” e está reunindo esforços para o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor do zika e da dengue. Estão sendo mobilizados 19 ministérios e outras instituições públicas para um esforço conjunto nessa tarefa, ao mesmo tempo em que se convoca a participação da população.

O Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia foi criado para o combate intenso ao mosquito Aedes Aegypti, com o reforço inclusive das Forças Armadas, agentes comunitários e agentes de endemias, para que a atuação seja eficiente. A mobilização pretende monitorar e acompanhar todas as ações, desde o âmbito local até o nacional. São constantes as visitas a residências para verificação da presença das larvas do mosquito, eliminação e controle.

O teste do Zika

A contaminação pelo Zika vírus e diagnosticada por meio de teste e avaliação médica dos sintomas. São 16 laboratórios para realizar o teste, incluindo cinco unidades referência em todo o Brasil. Serão capacitados nos próximos meses mais 11 laboratórios, quando serão 27 centros com condições de analisar 400 casos por mês, em todo o país. 

Gestantes – o que fazer?

A orientação que o Ministério da Saúde está dando às gestantes é que continuem com seus exames do pré-natal em dia, seguindo a orientação do médico. As recomendações às gestantes para se proteger da contaminação com o Zika vírus incluem:

– não consumir bebidas alcoólicas

– não fumar

– não usar drogas

– não tomar medicamentos sem autorização médica

– não manter contato com pessoas com febre

– eliminar os criadouros dos mosquitos na residência

– proteger-se dos mosquitos, colocando telas nas portas e janelas

– usar calças compridas e camisa de mangas compridas

– utilizar repelentes

Repelente

Hipótese de que houve uma mutação no DNA do vírus Zika

Depois que foi estabelecida associação entre o Zika vírus e a microcefalia, admitida pelo Ministério da Saúde, surgem hipóteses que tentam explicar porque a incidência de microcefalia não aumentou no oeste Africa, onde se originou o Zika.

Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas – ICB, da USP, estão investigando

a possibilidade do vírus ter sofrido uma mutação no DNA, que fez com que ele afete as células nervosas, danificando o sistema neurológico dos bebês em gestação. Há dúvidas sobre se os danos são provocados pelo vírus ou pelo sistema imunológico, que desenvolve uma reação a sua presença.

Outra hipótese é de que, no Brasil, o Zika interage com subtipos do vírus da dengue, adquirindo suas características. Na dengue hemorrágica, por exemplo, há uma reação violenta do sistema imunológico contra as células que foram contaminadas pelo vírus. Talvez o Zika esteja provocando reações imunológicas desse tipo, trazendo consequências mais graves para o feto do que para a mãe, grávida que foi contaminada pelo vírus.

Mosquito transgênico é a nova arma

Mosquito transgênico é a nova armaSomando-se a todos os esforços, uma nova arma tecnológica foi criada, testada e aprovada. É o mosquito geneticamente modificado produzido pela empresa britânica Oxitec. A iniciativa foi aplicada com sucesso na cidade de Piracicaba, interior paulista.

Os resultados positivos foram divulgados no dia 19 de janeiro deste ano, mostrando que o inseto diminuiu as larvas do Aedes aegypti em 82%, existentes em um bairro de Piracicaba. Apesar do surto que acontece na cidade, nesse bairro, Cecap/Eldorado, apenas nove casos de dengue foram notificados após a introdução do mosquito geneticamente modificado, contra 124 casos registrados anteriormente. A primeira liberação do mosquito foi feita em abril de 2015.

O mosquito da Oxitec tem o nome de “Aedes do bem”, e foi modificado para ter uma alteração genética que o torna estéril. Quando solto, o macho procura uma fêmea para fecundar, mas os ovos produzidos são inférteis, o que significa que a cadeia de reprodução é cortada a partir desse momento.

Foram produzidos e distribuídos 25 milhões de mosquitos estéreis no bairro escolhido para o teste. A liberação continuada dos mosquitos modificados, “Aedes do bem” estão reduzindo a explosão populacional dos mosquitos selvagens, contaminados, que é registrada principalmente na estação das chuvas. Segundo os controles, 60% dos ovos coletados no bairro alvo já são estéreis. É o que mostram os mapas de infestação que estão controlando a experiência.

Como somente a fêmea do Aedes aegypti pica o ser humano e transmite a dengue e a Zika, os mosquitos modificados não constituem risco para a transmissão de doenças.

A prefeitura de Piracicaba vai continuar com o programa por mais um ano e pretende estender o projeto a outros bairros e à região central do município. Será construída uma nova fábrica do mosquito geneticamente modificado, com capacidade de produção para atender cidades com mais de 300 mil pessoas.

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