dcsimg

ENCONTRE SEU
PLANO DE SAÚDE
EM 30 SEGUNDOS!

ENCONTRE SEU PLANO DE SAÚDE EM 30 SEGUNDOS!

Qual plano você precisa?

O Zika vírus apavora o mundo

O Zika vírus apavora o mundoO vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o zika se alastrou rapidamente e tornou-se uma ameaça para os Jogos Olímpicos

No dia 2 de fevereiro a Organização Mundial de Saúde (OMS), através de seu Comitê de Emergências, confirmou que o problema da transmissão do vírus é de saúde pública internacional e decretou o estado de emergência. Até o início de fevereiro, o zika vírus tinha sua presença constatada em 24 países da América.

O mesmo vetor, o mosquito Aedes aegypti, transmite a dengue e a chikungunya. A infecção do zika vírus provoca sintomas considerados leves, com febre que dura de três a quatro dias. Mas as suas consequências são muito graves, levando à malformação do cérebro em bebês, de mães que contraíram o vírus no início da gravidez, a chamada microcefalia, além de outras doenças do sistema nervoso, como a síndrome de Guillain-Barré.

Emergência pública internacional

Anteriormente, a OMS só havia decretado estado de emergência global quando ocorreram surtos de vírus como o ebola, a poliomielite e o da gripe H1N1.

O fato extraordinário é motivado quando ocorre uma situação inesperada e grave, com risco para a saúde pública, quando a propagação de uma doença atinge o âmbito internacional e necessita de uma ação coordenada entre vários países.

Clique aqui e faça a cotação do seu plano de saúde.

O aumento dos casos de microcefalia relacionados ao vírus zika foi o que levou a OMS a tomar a atitude, divulgada pela sua diretora-geral, Margaret Chan, em coletiva de imprensa que teve lugar na cidade de Geneva, Suíça.

A partir do momento em que existe uma emergência pública internacional decretada torna-se mais fácil a cooperação das pesquisas sobre o vírus, diminuindo assim o prazo necessário para o desenvolvimento e testes de vacinas. Com a cooperação também é possível acelerar as ações dos estados envolvidos, para que a comunidade internacional participe do combate à epidemia. Os cientistas dos países deverão padronizar a coleta dos dados, o monitoramento dos casos e a metodologia das pesquisas, para que as análises possam ser comparativas e favoreçam ao controle em todos os países.

A reação nos Estados Unidos

Depois de confirmada a relação entre o aumento explosivo dos casos de microcefalia em bebês, relacionados com a infecção por zika vírus, a agência americana para a proteção da saúde pública, denominada Centro de Controle de Doenças, em inglês CDC, recomendou que mulheres grávidas ou que pretendem engravidar evitem viajar para o Brasil, onde estão o maior número de casos, além de outros 13 países da América Latina. Estão na lista a Colômbia, Guiana Francesa, Guatemala, El Salvador, Haiti, Martinica, Honduras, México, Paraguai, Panamá, Suriname, Porto Rico e Venezuela.

O texto do alerta avisa que o zika vírus pode afetar o cérebro e causar outros problemas em bebês de mulheres grávidas que foram contaminadas pelo vírus.

Que tal cuidar da sua saúde agora? Aproveite e faça a cotação do seu plano de saúde.

Apesar de o Brasil ter sido o primeiro país no ocidente a registrar a epidemia do zika vírus e a apresentar um surto de microcefalia devido à doença, não é o único país a ser colocado sob suspeita para o risco oferecido aos visitantes. O temor é de que o problema em outros países ainda está começando e pode vir a se tornar mais grave.

O CDC americano argumenta que geralmente acontece uma primeira onda de pessoas infectadas na população, após o que a transmissão diminui e passa a se manifestar em outros locais. Existe a suposição de que o maior número de infecções por zika vírus aconteceu no início de 2015, concentrando-se no nordeste do Brasil, atingindo seu pico nesse período e as consequências só estão sendo percebidas recentemente, com o nascimento dos bebês com microcefalia.

De acordo com o CDC, o zika vírus pode já estar no território americano, levado por pessoas infectadas. Entretanto, se essas pessoas não forem picadas por um mosquito não há a transmissão e não acontece a epidemia. É possível que não existam condições ideais para que ela ocorra, já que até agora as doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti só foram verificadas nas regiões do sul do país, de clima mais quente. Foram identificadas 11 pessoas com zika vírus que chegaram aos EUA entre 2010 e 2014, mas o número pode ser bem maior, porque muitas vezes a pessoa não apresenta sintomas.

O impacto para o turismo e as Olimpíadas

O alerta está afetando as intenções de visitantes que pretendiam vir ao Brasil, especialmente no período de realização das Olimpíadas.

A cada dia cresce a preocupação internacional sobre os riscos que correm os atletas e visitantes diante da epidemia de zika vírus no Brasil, já que os Jogos Olímpicos serão em breve, no mês de agosto.

Os governos dos Estados Unidos, Canadá e a União Europeia pediram que as mulheres grávidas devem evitar viajar ao Brasil, neste momento de grave crise de saúde pública. O Comitê Olímpico americano informou que os atletas que não estiverem dispostos a correr o risco da infecção pelo zika vírus podem deixar de participar dos jogos. Considerando a ameaça que representam as consequências do zika vírus, a decisão de participar para atletas e suas equipes será difícil, mas haverá a possibilidade de desistir da competição.

A imprensa internacional e governos estão manifestando grande preocupação com a possibilidade de turistas e atletas que visitem o Brasil levem o vírus para seus países de origem. O temor maior é com as mulheres grávidas ou que estejam tentando engravidar, diante dos casos de microcefalia causados pelo zika vírus. Apesar desse ambiente de incerteza, a Prefeitura do Rio de Janeiro informou que está tomando as providências com ações contínuas para eliminar os focos criadouros do mosquito Aedes Aegypti, transmissor do vírus do zika, dengue e chikunguya.

zika

O prefeito afirmou que, durante os meses de julho e agosto, quando acontecem as Olimpíadas, ocorre na cidade o período da seca e clima menos quente, com menor incidência do mosquito vetor. A Prefeitura pretende evitar o perigo para milhares de atletas e visitantes que são esperados no Rio de Janeiro.

Estão sendo realizadas vistorias constantes das instalações olímpicas, que deverão ser intensificadas nos meses de abril, maio, junho e julho, para garantir que as obras não se tornem locais de proliferação do mosquito.

Os planos da Prefeitura incluem, nos 30 dias que antecedem os Jogos Olímpicos, realizar vistorias, eliminação de recipientes ou reservatórios de água que possam ter permanecido nas obras e se necessário e houver aprovação técnica, realizar a aplicação de inseticida, o chamado fumacê. O produto, no entanto, não será aplicado diretamente nos equipamentos esportivos por não ser de uso seguro em áreas com grande circulação de pessoas.

Orientações para turistas

O Ministério do Turismo enviou orientações a hotéis, restaurantes, agências de viagens e de transporte turístico quanto a cuidados para evitar a proliferação do Aedes Aegypti e os riscos da infecção por zika vírus, dengue e chikungunya. O material informativo relaciona as medidas que se deve tomar nos locais mais sujeitos à infestação, como quintais, jardins, depósitos, cozinhas, banheiros e comedouros de animais de estimação.

Os meses de verão são os mais propícios à reprodução do mosquito. O Ministério do Turismo alerta em seu informativo para os riscos de focos larvas em piscinas não usadas e tratadas, geladeiras e caixas d água, em casas alugadas por turistas.

Compartilhe esse artigo nas redes sociais:
O que você achou deste artigo? Sua avaliação é muito importante para nós!
Por favor, atribua uma nota:

avaliação
Rating

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *