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A obesidade aumenta no Brasil e já afeta os planos de saúde

A proporção de pessoas obesas entre os brasileiros está aumentando rapidamente, com maiores riscos para as doenças crônicas e a saúde em geral.

Segundo estudo realizado recentemente pelo Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS, entre os usuários de planos de saúde, a obesidade está se instalando muito rapidamente no Brasil. Nos últimos sete anos, os usuários com obesidade representam 36%, sendo que até 2008 a proporção era de 12,5%. Os usuários com sobrepeso constituem 52,3% da clientela, subindo 12,5% no período de sete anos. O número de brasileiros que têm plano de saúde atualmente é de 47,5 milhões.

A obesidade aumenta no Brasil e já afeta os planos de saúde

Esses dados fazem parte da última edição do Vigitel da Saúde Suplementar, que monitora os riscos para a ocorrência de doenças crônicas. O excesso de peso é um dos fatores de risco para essas doenças, ao lado do tabagismo e da ausência da prática de atividades físicas.

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A pesquisa foi através de entrevistas realizadas com 30.549 usuários de planos de saúde, que forneceram seu peso e altura. Os dados foram coletados em 2015.

No Brasil, a proporção de pessoas com excesso de peso é uma tendência crescente, sendo que passou, nos últimos sete anos, a ser de 53,9% da população total. Em 2008, a porcentagem era de 44,9%, segundo o Ministério da Saúde.

Obesidade e suas causas

O IMC ou Índice de Massa Corporal, é o índice que calcula o sobrepeso e a obesidade. O índice considerado normal é o de 25 kg/m2. Para uma pessoa ser considerada obesa, seu IMC deve ser igual ou maior do que 30 kg/m2. O índice é calculado considerando-se o peso e a altura. Quando o resultado for igual ou maior que 25 kg/m2, o peso já está acima do normal, chamado de sobrepeso.

As causas do excesso de peso, apontadas pelos especialistas, são o consumo de alimentos processados, sedentarismo e deficiências na alimentação balanceada. Com o maior acesso à alimentação conseguido pela população nos últimos anos, além da popularização dos alimentos processados, ricos em gordura e açúcar, mais e mais pessoas estão comendo mais do que o necessário para manter uma vida saudável.

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Impacto da obesidade nos planos de saúde

Por ser a obesidade uma das principais causas de doenças crônicas e cardiovasculares, as operadoras dos planos de saúde estão estudando medidas que estimulem a seus contratados a adotarem práticas mais saudáveis, levando a sério a prevenção das doenças.

Impacto da obesidade nos planos de saúde

Em pesquisas feitas com usuários dos planos, foi constatado que 43,4% já estão fazendo ao menos 150 minutos de exercício por semana, contra apenas 16% em 2008. Entretanto, 16% dos usuários não fazem nenhum exercício físico, nem mesmo caminhadas para deslocamentos. 

Quanto à alimentação balanceada, pode-se dizer que a população em geral alimenta-se mal. Apenas 32% dos usuários dos planos de saúde declaram consumir a quantidade ideal de verduras e frutas, enquanto que 27% comem carne com gordura. O consumo de doces mais de cinco dias na semana é hábito de 24% dos usuários. Portanto, os planos de saúde precisam ainda adotar atitudes mais incisivas para promover a saúde. 

Medidas de prevenção da obesidade

Algumas operadoras de planos adotaram programas de prevenção de doenças crônicas e da obesidade, que estimulam uma vida saudável. Entretanto, esses programas ainda atingem poucos usuários do sistema.

Atualmente há 1.481 programas de prevenção no país, que são oferecidos por 379 operadoras de planos de saúde, apenas 34% do total. Houve um crescimento, porque em 2010 o número era de apenas 82 programas. Os programas cobrem 1,7 milhão de usuários de planos de saúde, de um total de 47,5 milhões.

Os programas de prevenção atuam no combate ao tabagismo, estimulam a prática de atividades físicas, o controle da obesidade e o monitoramento para diagnóstico precoce de doenças.

Os estudos têm avançado para mostrar quais os fatores de risco para doenças crônicas, por isso a ANS está adotando uma meta que tem por objetivo dobrar o alcance dos programas preventivos, até o final de 2017. A partir das experiências consolidadas, serão criados parâmetros que sinalizem para outras operadoras o que é preciso incluir em seus projetos de prevenção. Os planos de saúde serão estimulados nessa direção, com um sistema de bonificação, em que ganharão pontos de indicadores de qualidade. O conteúdo será avaliado em seus resultados para a saúde.

Prevenção está ligada à redução de custos

Há uma tendência dos planos de saúde incluírem iniciativas de prevenção para seus usuários, até por ser uma estratégia para evitar um aumento progressivo de custos. Os cuidados médicos têm evoluído para a sofisticação de equipamentos e o custo dos tratamentos tem sido cada vez maior. Sem cuidados preventivos com a saúde, os custos de tratamento podem tornar os planos insustentáveis para o bolso do consumidor e para a situação financeira das operadoras.

Apesar do número de programas preventivos ainda ser muito pequeno, o conceito está se consolidando e deve se firmar, na medida em que receber mais apoio, representando uma verdadeira mudança cultural na abordagem da saúde.

Nos planos de saúde em que os programas preventivos foram implantados, há registro de redução significativa nos atendimentos de urgência e custos com doentes crônicos. A SulAmérica, por exemplo, registrou redução de 13% de custos, entre os participantes do programa, comparativamente com o que costuma ser o padrão de despesas. A Fundação Copel, que mantém o programa Viva com Saúde, obteve uma redução de 10% no número de internações motivadas por doenças crônicas.

Situação da obesidade no Brasil

Situação da obesidade no Brasil

Segundo o Ministério da Saúde, as mulheres estão acima do peso de forma crescente, de acordo com a idade:

– 18 a 24 anos – 25,4% com sobrepeso

– 25 a 34 anos – 39,9% com sobrepeso

– 45 a 54 anos – 55,9% com sobrepeso

As mulheres têm menor massa muscular e maior tendência a engordar do que os homens e isso está ligado à sua condição hormonal. Os homens tem mais tendência à gordura abdominal, o que é muito preocupante, porque esse tipo de gordura, chamada de adiposidade visceral, está ligada às doenças cardiovasculares e diabetes.

A situação do aumento generalizado de peso entre os brasileiros representam um prejuízo para a saúde de modo geral e para a qualidade de vida dos indivíduos. Em termos sociais, há custos altos, que ainda não estão devidamente quantificados no Brasil. Qualquer iniciativa oficial que possa ser tomada para enfrentar essa situação deve demorar anos para aparecer. Um exemplo é o da política pública adotada nos Estados Unidos para combater a obesidade infantil, que somente agora, depois de cinco anos, começa a mostrar resultados.

A dieta do brasileiro leva a excesso de peso

Ainda de acordo com a pesquisa do Ministério da Saúde, os brasileiros exageram no consumo de carnes com gordura. Além disso, 56,9% da população consome leite integral, o que também representa um importante fator para a obesidade e o sobrepeso. O consumo de refrigerantes, de em média cinco dias por semana, faz parte da rotina de 29,8% dos brasileiros. Por outro lado, as hortaliças e frutas, que precisam ser consumidas em cinco ou mais porções diárias, segundo a OMS, somente integram a mesa de 20,2% da população.

A dieta do brasileiro leva a excesso de peso

Além desses hábitos alimentares, que de certa forma são tradicionais para os brasileiros, surgiram os alimentos industrializados e refinados, que têm alto índice calórico. E o sedentarismo se instala também, gradualmente, de acordo com a idade. Enquanto que mulheres jovens, entre 25 e 45 anos, se exercitam regularmente, numa proporção de 24,6%, a partir dos 65 anos, essa proporção cai para 18,9%. Os homens têm o hábito cultural de jogar futebol, o que representa uma atividade física, mas em compensação, passam mais tempo diante da televisão.

Ficou demonstrado também, que a população com maior escolaridade e mais acesso à informação adota atividades físicas mais frequentes, como resultado da conscientização sobre os problemas de saúde decorrentes do excesso de peso.

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