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Quem tem medo da vinda de médicos estrangeiros para o Brasil?

medico-cubano

Uma decisão que despertou polêmica

Depois que o governo brasileiro anunciou a entrada de 6.000 médicos de Cuba no Brasil, acrescentando que outros ainda serão admitidos vindos de Portugal e da Espanha, um debate parece ter dividido a opinião pública.

O ministro das Relações Exteriores explicou que esses médicos seriam encaminhados às localidades remotas e carentes do país, aquelas em que o índice de médicos por habitante é extremamente baixo. Ou seja, ficou claro que os médicos estrangeiros não vão competir com os médicos brasileiros nas grandes cidades e nem tampouco abrir consultórios particulares, porque a atuação será no atendimento público.

A reação das entidades da classe médica – será preocupação real com o povo?

No entanto, é intrigante, para não dizer preocupante, a posição da Associação Médica Brasileira, que anunciou sua disposição de acionar judicialmente o governo brasileiro por essa medida, ainda afirmando com um grande grau de preconceito que esses médicos fizeram cursos “em faculdades de baixíssima qualidade”. O presidente da Associação, em sua atitude irresponsável, ainda levanta a hipótese ameaçadora de que poderão ocorrer erros, complicações e mortes, causadas por médicos incompetentes, como se no atendimento público de saúde brasileiro já não ocorressem “erros, complicações e mortes”.

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Tal atitude apressada e preconceituosa está visivelmente permeada de medo diante de uma mudança no “status quo” da situação de carência de profissionais da medicina em locais não rentáveis economicamente, já abandonados pela classe médica, que prefere atender nos centros urbanos e de preferência nas proximidades das escolas de medicina aonde se formaram.

Estatísticas contam a verdade sobre o atendimento médico nas regiões remotas

As estatísticas mostram que 70% dos médicos estão concentrados no Sudeste, Sul e grandes cidades do Brasil, segundo o Conselho Federal de Medicina. Enquanto a média nacional é de 1,95  médicos por mil habitantes, no Distrito Federal essa média chega a 4,02 e na cidade de São Paulo a 4,3 médicos por mil habitantes. Nos estados do Amapá, Pará e Maranhão está o oposto, a média é de menos de um médico para mil habitantes.

doutores

A maioria dos médicos acaba por fixar moradia na cidade onde se encontra a sua faculdade e nas cidades maiores, porque ali estão melhores oportunidades de trabalho e os serviços de saúde públicos e privados, que dispõem de equipamentos de alta tecnologia, com os quais se acostumaram a trabalhar. É possível também obter maiores rendimentos quando existe a possibilidade de atender nos plantões públicos, nos postos de saúde e ao mesmo tempo nos consultórios particulares, onde são remunerados pelos convênios.

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Isso significa que as regiões remotas, os chamados “grotões” não tem atraído os profissionais da medicina que seriam necessários, não somente para tratar doenças, mas acima de tudo, para prevenir os problemas de saúde e evitar os tratamentos mais caros.

Se atualmente no Brasil estão registrados 371.788 médicos, a maioria absoluta, de 260.251 está atuando nas regiões Sul e Sudeste. E o governo até acenou com oferta de vencimentos superiores à media para atrair médicos às outras regiões, mas isso foi inútil. Mesmo nas grandes cidades, o setor público dispõe de quatro vezes menos médicos que no setor privado. Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar, são 46, 6 milhões os usuários de planos de saúde hoje no Brasil e o número de médicos no atendimento é de 354.536. No SUS – Sistema Único de Saúde, o número de usuários é de 144,1 milhões de pessoas e o número de médicos para atender é bem menor, de apenas 281.481.

Os resultados obtidos pela medicina cubana

Os médicos cubanos, ao contrário do que foi precocemente e preconceituosamente afirmado pela AMB, são responsáveis pelos melhores índices de saúde na América. Segundo a OMS – Organização Mundial de Saúde, apesar do bloqueio econômico, Cuba dá exemplo para o mundo e tem obtido resultados melhores do que os do Brasil e até dos Estados Unidos.

Revolutionary Doctors

A medicina preventiva de Cuba obteve como resultado a taxa de mortalidade infantil mais baixa da América e de todo o Terceiro Mundo – de 4,9 por mil, inferior à do Canadá e Estados Unidos. A perspectiva de vida dos cubanos, de 78m8 anos, é comparável à qualquer das nações mais desenvolvidas.
Em Cuba há um médico para cada 148 habitantes! Isso mesmo, 1 médico para 148 habitantes, distribuídos pelo país, com 100% de cobertura para todas as localidades. Essa média de médicos por habitante é o dobro da média dos Estados Unidos e é a mais alta do mundo. Segundo a importante revista médica New England Journal of Medicine, os sistema de saúde cubano providencia médicos para todas as famílias com todo o atendimento gratuito.

Cuba formou, em 2012, em suas 25 faculdades médicas, 11 mil novos médicos, dos quais 5.315 eram cubanos e 5.694 de 69 países de todo o mundo. A ilha é procurada pela excelência da medicina que pratica. Atualmente há 24 mil estudantes estrangeiros estudando medicina em Cuba. Somente na Escola Latino-Americana de Medicina são 25 especialidades distintas.
Os tratamentos avançaram para vencer desafios, desenvolvendo vacinas contra o câncer do pulmão, a hepatite B, progressos na cura do mal de Parkinson e dengue. O enfoque dos médicos cubanos é o de evitar o aparecimento das doenças. Na Venezuela, onde existem 20 mil médicos cubanos, houve uma melhoria radical na situação da saúde pública.

medicos-de-cubaEnquanto isso o Brasil forma 13 mil médicos por ano, para uma população 20 vezes maior.  Os médicos formados não tem compromisso em retribuir os cursos públicos investidos em sua formação, que, nas escolas de medicina públicas foi estimada em R$792 mil reais, sem incluir a residência.

O que fazer para além do protecionismo

Uma medida que poderia corrigir essas distorções seria a obrigatoriedade dos médicos recém-formados, que tiveram sua formação custeada pelo Estado, de prestarem atendimento, por dois anos, nos municípios com menos de 30 mil habitantes e em comunidades da periferia de regiões metropolitanas.

Portanto, as críticas à vinda de médicos estrangeiros, que além do mais, somente ficariam por aqui durante 3 anos, segundo o ministro da Educação, parecem denotar uma atitude protecionista suspeita. A medicina preventiva, que diminui as incidências que levam a cirurgias e procedimentos médicos que rendem mais dividendos, também parece despertar reações contrárias. É notória a hipocrisia de quem sai na defesa dos direitos dos pobres, quando na verdade a população carente já está, muitas vezes, abandonada à própria sorte, nas regiões remotas e nas filas de atendimento das periferias das grandes cidades. É uma visão corporativista, que defende a mercantilização do atendimento, em detrimento do compromisso social de prestar serviços humanitários e salvar vidas.

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37 Comentários

Tássia

Todos sabemos que a vinda de médicos estrangeiros para o País não será a solução para o problema que se enfrenta na saúde pública brasileira. Até porque o problema não é somente a falta de médicos é, também, a falta de estrutura. Ouve-se falar de 2 motivos cruciais para a rejeição da entrada dos médicos estrangeiros. Os quais:
1 – A não revalidação do diploma.
2 – A falta de estrutura na saúde pública das periferias e nos rincões do nosso País.
Passo agora a minha opinião em relação aos dois pontos citados acima.
Quanto ao primeiro, sou a favor do revalida, desde que este seja aplicado a todos os médicos independentemente da nacionalidade (brasileiro, cubano, espanhol, etc). Porque se a preocupação,quando se aplica a revalidação, é testar a capacidade de conhecimento deste médico que se formou no exterior, tendo como um dos objetivos maiores o de evitar erros médicos, nada mais justo do que se aplicar também aos médicos que se formam no Brasil. Porque como advogada, sei bem que o judiciário está cheio de ações relacionadas a erros médicos praticados por profissionais que se formaram no Brasil. Erros esses difíceis de serem comprovados, pois como se sabe, cabe a quem sofreu o dano ,o ônus de comprovar a veracidade dos fatos. O que se torna praticamente impossível dentro da classe médica, devido o corporativismo. E sim! Existe corporativismo na classe médica, assim como existe na classe judiciária, etc;
Quanto ao segundo, a falta de estrutura na saúde pública brasileira é nacional e não regional. São poucas as metrópoles que possuem algum hospital que esteja 100% em estrutura, se é que existe algum. É obvio, que é necessário a estruturação de hospitais e postos de saúde para que se tenha condições de trabalho. Porém quando não se tem nem a estrutura e nem o médico, a situação fica bem mais gravosa. Com a medicina preventiva evita-se que problemas menores tornem-se maiores.
Portanto, vamos esperar os primeiros resultados para ver se valeu a pena, só criticar e não fazer nada para mudar não adianta. O Brasil, hoje encontra-se sem estruturação em todos os setores, sei que a responsabilidade é, infelizmente, dos nossos governantes. Mas nós como profissionais, cada um dentro da sua especialidade, podemos fazer o mínimo com o mínimo de estrutura. Porque se um professor pode sair do conforto de sua casa e viajar horas de barco para, por exemplo, o Bailique (interior do Estado do Amapá) para dar aula sem condições nenhuma e recebendo muitas vezes um pouco mais que um salário mínimo e conseguir fazer a diferença. O médico também pode, o advogado também pode, o engenheiro também pode. Enfim todos podemos fazer a diferença, mesmo que em situações precárias, basta querer. Porque se for para esperar mudanças feitas pelo governo, o caos que se encontra hoje será o triplo amanhã e assim sucessivamente.
E antes que eu seja criticada por comparar profissões como a do professor com o médico, esclareço que usei esta comparação, porque em minha opinião o médico está para o professor, assim como o professor está para o médico. Pois a educação e a saúde são primordiais para uma sociedade. Sem educação não se consegue reivindicar melhorias na saúde, na infraestrutura e tampouco consegue-se formar profissionais. Sem o ensino não se consegue nada. Pois fica-se inerte na ignorância, a mercê da má intenção daqueles que só querem se aproveitar.

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Marcelo Meirelles

Olá Guilherme,

Li o artigo, e discordo totalmente do que foi escrito.

Na minha opinião, são medidas eleitoreiras que surgiram em um momento bem apropriado para o governo, para tirar o foco da atenção de problemas ainda maiores.

Por exemplo: os gastos exorbitantes com a Copa do Mundo? O Mensalão e a corrupção? Nem se fala mais nisso! Curioso, não?

O PT está para completar 10 anos no poder. Não é conveniente iniciar essa polêmica exatamente no ano que precede as eleições?

E digo mais: não sei qual a sua profissão, mas você iria para regiões distantes do país, sem vinculo empregatício, sem saber se receberá seu salário, para trabalhar em condições precárias? Para ser enxotado como um cachorro caso não seja aliado do prefeito de uma currutela? Isso é REAL! Já vi acontecer em pleno sudeste, com familiares!

Por que o governo não cria planos de carreira para os médicos? Concursos públicos, com estabilidade e progressão? Dou-lhe certeza absoluta de que muitos colegas meus se candidatariam às vagas…

E os brasileiros deveriam se unir aos médicos e exigir do governo investimento REAL na saúde, não migalhas de pilantragem…

Não sejamos inocentes, nem malandros como os atuais governantes! O buraco é bem mais embaixo!

Marcelo Meirelles.

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Alisson

A política do Brasil se estratifica em um tripé básico: corrupção, eleição e contas suíças; Pode ser um exagero, mas sinceramente… é assim. O problema da saúde não é falta de médico. Pelo amor de Deus, não é isso. É uma falácia isso. Assim como cuba tem a melhor medicina do mundo. Os indicadores de saúde brasileiros chegam, dentro uma equivalência maior, superiores do que os cubanos. E para acabar logo com a discussão, peço para o Sr. Ministro da Saúde, o Dr(?) Padilha, que cite a medicina chilena. Peço para que ele diga que os 1 médico por mil habitantes e um conjunto de indicadores de saúde superiores em tudo comparando com brasil e cuba, são reflexo de quê. de muitos médicos ou médicos com estrutura, qualificação e valorização. Porque é muito fácil citar países que tratam o médico como lixo. Vamos cita um país sul-americano que trata o médico de forma decente e trata seu povo de uma forma melhor ainda: CHILE. 1 médico por mil habitantes, mas possuem 3 leitos de hospital para os mesmos mil habitantes. No Brasil, terra do carnaval e PAIS DA COPA, temos inacreditáveis 0.9 leitos por mil habitantes. Máfia branca? não querem ganhar 30 mil? Como é gozado esse argumento. isso são casos pontuais e nem todos os 15mil medicos formados irão ser assediados por esse valor. Quem cita exceções como exemplo não pode ser levado a sério. Mas a máfia de terno, lá de brasília é a bola da vez.. querem traficar cubanos para enfeitar a decadente fachada da saúde brasileira.

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Daniela Preto da Silva

Acabo de ter meu comentário deletado pela democrática Dra. Regina, sem nem ao menos receber alguma resposta em meu email… Achei indelicado! E provavelmente esta msg será deletada am poucos minutos.

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Alexandre

Em todos os países sérios do mundo, a vinda de profissionais médicos é sempre condicionada à avaliação por meio de provas teóricas e praticas. A explicação é simples. O MEC faz uma avaliação criteriosa para autorizar a abertura de uma escola no Brasil, em conformidade com a lei brasileira, o currículo mínimo preconizado e a presença de hospital-escola.
As faculdades estrangeiras nao passam por essa avaliação, e por isso é sim, irresponsável e demagogo, trazer profissionais sem avaliação.
O governo ilustra que na Inglaterra uma grande porcentagem dos profissionais vem de outros países, e o mesmo ocorre nos EUA. O motivo é obvio: muitos médicos de muitos países desejam trabalhar nesses países e estudam para se submeter a avaliações rigorosíssimas para se habilitar a tanto.
Sou médico e sou contra essa atitude.
Não sou contra a vinda de profissionais de outros países, mas sou contra a importação sem revalidação de diplomas.
Quanto aos médicos brasileiros nao quererem trabalhar nesses lugares a explicação é óbvia: Você se deslocaria milhares de quilômetros para ser médico onde o governo não se preocupa nem ao menos em disponibilizar equipamentos e medicamentos para que você possa exercer o seu trabalho? Carregaria mortes em sua consciência? Se arriscaria dessa forma? Com um contrato sem nada assinado e com histórias de colegas que foram e deixaram de receber seus salários após não mais do que dois meses?
Qualquer pessoa de bom senso diria “Não”, e essa é a resposta óbvia.
Se o governo quer interiorizar a medicina, deveria investir fortemente em infraestrutura para atendimento médico e de transportes e comunicação para viabilizar referenciamentos mais rápidos e telemedicina. Qualquer coisa diferente disso é investimento em campanha eleitoral, coisa da qual o PT entende bem, manipulando e comprando a massa da população brasileira com bolsas e soluções fantásticas e mal-planejadas para problemas sérios.

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Daniela Preto da Silva

Concordo com o comentário do Carvalho, postado dia 21/5! Veja só, Dra. Regina! Converse com os médicos que desistiram de trabalhar no interior, como o colega Dr.Carvalho, antes de emitir suas opiniões… Não chame nós médicos de preconceituosos! O preconceito é seu, e do governo petista. Sabe-se que muitos estudam medicina em Cuba por indicação por afinidades políticas! Não precisar revalidar é injusto com quem se dedica tanto para entrar na universidade aqui no Brasil. Eu não tive amigo político para me indicar para estudar em Cuba e depois voltar com tudo legalizado! Isto é preconceito e protecionismo com os amigos políticos!!!!!!!!! E mais: não se pode comparar a realidade do povo cubano, que nem sequer pode sair do seu país, com a realidade brasileira! A medicina cubana milagrosa e barata não lida com um povo pobre mas que come Fast food! Em Cuba isto nem existe! Daí se pode realmente prevenir doenças! O povo não tem liberdade de escolher nem o que come! Um país livre, com pessoas livres, não se resolve com a medicina cubana… A realidade é outra! A idéia é eleitoreira e política apenas! Construa estrutura para trabalharmos no interior, Dilma! Não adianta médico no interior só para colocar doentes nas ambulâncias para levar às capitais! Como é que o cubano vai operar apendicite, amígdalas, varizes, catarata, vesícula? Tratar infarto e AVC? No meio do mato só com o estetoscópio? Paracetamol? Medicina preventiva é maravilhosa e é rentável! Acha que eu, como otorrino, tenho interesse em fazer uma cirurgia de amígdalas por causa da remuneração? Puxa vida, com sua formação pós graduada pensei que soubesse disso! Não somos agentes funerários querendo a morte para ganhar dinheiro! Não desejamos a doença de um povo para ganhar dinheiro!!! Por favor! Em media ganho 200 reais para fazer uma cirurgia de amígdalas! Sinceramente acho bem mais rentável dar consultas de prevenção! O nível de stress e responsabilidade é infinitamente menor, e a remuneração acaba sendo muito melhor! Imagina operar uma criança, anestesia geral, responsabilidades, riscos, preocupação com o pós operatório! Por 200 reais, medicina privada! No SUS nem é bom pensar quanto se ganha! Ganhamos menos que os cabeleireiros…
Então nao nos chame de mercenários e urubus sem conhecer a realidade!
Quem ganha dinheiro hoje é quem faz Medicina Estética, e só! Os demais trabalham MUUUUUITO para manter o padrão de vida que a sociedade conhece dos “doutores”. Múltiplos empregos… Coleção de crachás! Daí se vive com conforto!
Se a questão fosse financeira, estes salários de 20 mil que aparecem na mídia (mas que nunca vi nenhum colega em PSF no interior ganhando) iriam certamente atrair os colegas! Mas para se expor, e se responsabilizar por pessoas infartando no interior sem ter estrutura para tratar, nem por um milhão! Aceitar isto é se prostituir! Trabalhar sem estrutura, ser conivente com este descaso com o povo! Se aceitassem isto, daí sim seriam mercenários!
Enfim, o problema não é a falta do profissional, mas de estrutura de trabalho e plano de carreira, para nao ser jogado fora pelo próximo prefeito do partido rival (contratos sem vínculos trabalhistas)!
Daniela

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Marqueze

Sou médica, trabalho também exclusivamente com o SUS e concordo com os comentários dos dois colegas que aqui comentaram.
Inclusive, sugiro que a autora leia com atenção o comentário do Dr Carvalho… Que sabe a importância da revalidação e não conseguiu manter-se no interior por integridade e real comprometimento com o cuidado dos seus pacientes, já que ele sabia que não estava prestando um atendimento decente por falta de recursos (causada quase sempre pela falta de competência e seriedade dos gestores) e pela dificuldade de acesso do usuário da saúde pública.
Espero que a autora faça também uma pesquisa mais acurada sobre os honorários médicos em grandes centros e no interior…como o colega relatou, mesmo ganhando MENOS, preferimos centros maiores. Nenhum colega que tenha ética e compaixão consegue conviver com a dura rotina de perder pacientes para a falta de equipamentos, medicamentos, ambulancias, leitos de UTI…mesmo que isso signifique ganhar um salário altíssimo. Se nossa classe fosse puramente mercantilista e mercenária (adjetivos comumente empregados aos médicos), estaríamos de malas prontas para o interior.
Não faltam médicos, cara doutora. Faltam meios.

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GPRS

Simplesmente pergunto se haverá alguma mudança no âmbito técnico nos locais cujos médicos formados em Cuba oferecerão seu trabalho? Ou somente eles, trazendo consigo o racicínio clínico, conseguirão deixar de lado a falta de infra-estrutura e melhorarem os números para o governo Dilma deixar de ser alvo de críticas na área de saúde.

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Giseli

Há muito tempo nao via tanta ignorância em um só texto… Alias, parabéns ao comentário do colega cubano, a situação é exatamente essa que o senhor VIVENCIOU e nao a situacao que a escritora suponha que seja a verdadeira… Querida, saia da tua sala de aula e vá conhecer o sistema de saúde que os médicos rejeitam trabalhar, quem sabe com algum conhecimento sobre a área a senhora nao abra os olhos. E caso a senhora nao saiba, qualquer médico que se submeta a trabalhar sem condições mínimas de praticar uma medicina de qualidade, e por ventura perca algum paciente pela precariedade do sistema, será considerado culpado perante a lei brasileira, pois, segundo a lei, o medico deve ter ciência de que o local nao oferece condições mínimas de trabalho, sendo culpado caso se submeta a estas condições.

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Eduardo Pitbull

Até um médico formado em Cuba, o que supõe ser indicado pelo MST já falou a verdade!
A sra Regina Di Ciommo, sociologa, pode ter muitos títulos como apresenta, mas deve se informar a respeito da realidade brasileira da saude, da medicina, da prática da medicina.
Não tem certamente todas as informações necessárias sobre a medicina cubana.
Caso a sra não saiba, a mortalidade infantil em Cuba é a 44a do mundo atualmente.
pois era a 13a, quando o regime era capitalista na década de 50!
Os médicos cubanos são na sua maioria taxistas, para complementar renda!
Na Venezuela, estão sofrendo processo de extradição por prática inadequada da medicina, porque sua medicina é desatualizada em 30 a 40 anos!
Os médicos cubanos não dispõe de internet para estudar e se atualizar! Não tem sequer aparelhos de ultrassom, tomografia, ressonância! Que medicina praticam?

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Mcdaddy

Olá,
Por que não fazer política descente de estímulo com plano de carreira/condições de trabalho/recursos? Creio que autora possui benefícios e plano de carreira, e com certeza com grande merecimento… Mas viabilizar a vinda de médicos sem revalidação, é MAIS UMA das MUITAS medidas do governo que visa tratar CONSEQUÊNCIAS e não as CAUSAS, assim como os Bolsa-tudo… O que vai acontecer quando um médico solicitar um hemograma e este não puder ser realizado, ou ficar pronto 30 dias após sua solicitação ? O que vai acontecer quando prescrever uma dipirona e não conseguir pegar na UBS? O que vai acontecer qdo o paciente muitas vezes humilde não consegue nem expressar o que sente com palavras adequadas em português (de difícil compreensão até mesmo para um brasileiro), e receber orientações em outra língua não sabendo nem ler? O que vai acontecer com esses médicos qdo receberem R$5,10 na consulta medica do Sus fora impostos? O que vai acontecer com eles se houver troca de cargo de prefeitos etc, e o “poder executivo” quiser favorecer algum parente/amigo mandando-os para o olho da rua? Existe SIM, necessidade de mudança, em TUDO, mas com um programa de educação e saúde que ira demorar 30 anos para surtir efeitos sólidos e consistentes, sem medidas imediatistas…

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fabio

Sou médico de PSF e vejo diariamente o descaso com a saúde pública e com a nossa classe; só continuo trabalhando no meu atual posto porque ainda dispomos de um certo cuidado com a “atenção básica” por parte da prefeitura atual.
Já essa medida do governo não passa de um tapa buraco populista e uma desculpa esfarrapada para jogar no médico a responsabilidade do caos que se encontra o falido SUS e a má gestão do ministro da saúde.
Além do mais, médicos formados em Cuba tem todo o direito de trabalhar aqui, contando que passe na prova de revalidação assim como qualquer outro profissional de qualquer outro país. Será que ninguém percebe ou não quer perceber que essa tal prioridade para com os formados na ilha comunista é muito suspeita?

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Hugo Vasselai

Retificando um dado, o programa do Jô com o presidente do CFM será no dia 11/06.

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Hugo Vasselai

Sou médico e defendo com unhas e dentes minha classe sim, como todo trabalhador deve defender a sua.
Mas diferentemente do que a senhora afirma, não sou hipócrita não, muito menos mentiroso, corrupto, manipulador de massas ou qualquer outro adjetivo podre que esse governo socialista merece. Me espanta a senhora, com tão alta graduação ter opinião tão estúpida e errada da verdadeira situação.
Faço algumas perguntas pra senhora( e faço questão que me responda, por aqui ou por e-mail):
1. Por que o governo não faz plano de carreira para os médicos, como em inúmeras outras profissões? Pagando um salário justo e com estabilidade de emprego, não correndo o risco de ser demitido na troca de governo municipal?
2. Por que o governo prefere trazer médicos, sem comprovação da sua capacidade, a melhorar as condições mínimas de trabalho, como um laboratório, Rx, ultrassom? Ou a senhora acha que eles, os cubanos, irão fazer milagres por aqui com a estrutura que temos nos rincões?
3. Não tenho nada contra os cubanos, desde que eles não venham aqui catequizar nosso povo, que já não tem muito acesso a educação, em prol do socialismo. Que nem no país deles funciona, está quebrado. Pergunto à senhora, é coincidência um governo petista, querendo transformar nosso país em uma neoditadura, querer trazer médicos cubanos?
4. Em todo país sério do mundo, para se atuar na medicina local, tem que se comprovar domínio do idioma e fazer provas dificílimas ou cursar de um a três anos de faculdade de medicina no país escolhido, para só assim conseguir autorização para atuar como médico. A senhora acha certo trazer médicos cubanos, ou de Harvard, Oxford ou de onde for, sem o mínimo de comprovação de qualidade da sua formação?

Por último, queria lhe pedir um favor, assista a entrevista do Dr. Luis Roberto D’Avila, presidente do Conselho Federal de Medicina, no Programa do Jô essa semana, dia 12 de junho. Tenho certeza que ele mostrará outros bons argumentos pra refutar essa ideia estúpida de trazer médicos sem revalidação do diploma. E lhe garanto que ele não é hipócrita. Diferente do seu ministro da saúde socialista.

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Daniel

Parabéns NOBRE socióloga, por apagar meu comentário. Como todo bom petista que se preze, a senhora começou bem, censurando a voz de quem pensa diferente da senhora. Parabéns pela visão obtusa e hipócrita. É fácil fazer socialismo com a profissão dos outros e testar médico sem diploma com a saúde dos outros. Vocês são todos iguais.

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Guilherme

Os comentários não foram apagados, e sim não foram publicados automaticamente. Att, Editor.

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leandro

Se a medicina em Cuba é tão boa, porque seus medicos querem deixar sua pátria para trabalhar aqui?

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Chicória

O governo atual cortou 8 bilhões do orçamento do ministério da saúde…. Será que a blogueira entrevistou alguns médicos brazucas para escrever seu texto? Será que a blogueira mora ou vive no interior, acredito que não… A blogueira como 90% da população brasileira mora na cidade, a blogueira com certeza deve morar em uma das 100 maiores cidades brasileiras que possuem, somadas, 80 milhões de habitantes(isso que no país existem quase 5000 municípios).
A blogueira poderia responder se só gastam dinheiro público para formar médicos nas universidades brasileiras? Há falta de engenheiros e professores no interior, não se cogita que os mesmo vão dar aulas de graça, pelos gastos públicos com a formação, na rede pública….
A blogueira mal sabe geografia, a região sul e sudeste abriga 110 milhões de brasileiros dos 190 milhões existentes, então é natural que a maioria dos profissionais da saúde(e os demais estejam concentrados nessa região).
E para finalizar, a cereja do bolo! Se Cuba é tão boa assim por que tem mais gente querendo fugir do que gente querendo entrar na “jóia socialista do caribe” ? Gente fugindo de balsa feita de pneus e vem colocar essa miserável ditadura como modelo de alguma coisa! Nunca vi ninguém fugindo para Cuba, mas tá cheio de cubano fugindo de Cuba! hahahahahhahahaha
Muito fácil ter os melhores dados de saúde das américas quando a ditadura que controla os meios de informação!!!!! E não há ninguém para contestar! Na lógica do socialismo, comunismo, para acabar com a insatisfação, desapareça com quem reclama! ahhahahahahahahahah

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Mauro Sérgio Pinto

Sou Médico especialista em Psiquiatria, desde minha formatura 1996, trabalhei em interior. Hoje trabalho em uma capital e não desejo voltar para o interior!
Nesses 17 anos de formado fiquei na mão de prefeituras, promessas não cumpridas, atraso de pagamentos (Só faltava eu implorar para receber meu pagamento), falta de estabilidade e segurança no trabalho, ausência de plano de carreira. Além que na mudança de governo, eu não tinha segurança nenhuma se continuaria contratado!!!

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Daniel Dorn

Regina Di Ciommo, depois desse depoimento do médico brasileiro formado em Cuba que revalidou legalmente seu diploma, a senhora vai continuar insistindo neste seu raciocínio plastificado sobre o assunto? Vou além: me causa espanto que uma socióloga defenda que o povo tenha “mais ou menos” e que a classe médica esteja agindo com corporativismo. Decepcionante. Vejo que antes de socióloga, você parece petista. Está comprando e ajudando a proliferar um discurso de terceirização da culpa sobre um assunto que degrada 400 mil profissionais médicos, para aliviar o lado de meia dúzia de corruptos que estão no poder há 10 anos e nada fizeram para melhorar a saúde do Brasil, principalmente de pequenas cidades do norte e nordeste.

É MUITO fácil para a senhora, socióloga, bater no peito pra falar sobre a situação do povo, de pequenas cidades, sem que no entanto você mesma esteja submetida as condições degradantes de atendimento médico que essas pessoas estão. Sua família usa o SUS? A senhora usa o SUS? Já teve que suturar um corte superficial num hospital público e não poder por falta de linha de sutura? Falta de gaze?

Se você tem plano de saúde, se seus familiares tem plano de saúde, seu discurso é puramente demagogo. E não passa disso. Falar sobre o que não se conhece é o que fortalece o discurso daqueles que querem se perpetuar no poder por 50 anos sem dar nada em troca ao seu país e seu povo.

Antes de levantar suspeitas sobre os médicos, levante suspeitas sobre o atual governo do PT e sobre a sua própria capacidade de avaliar a cruel realidade que os Brasileiros vivem hoje. Se o descaso de 10 anos fosse com você, duvido que a senhora teria escrito este texto. DUVIDO.

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Cláudio Baptista Schmidt

O que tenho visto é que a grande briga das entidades médicas não é contra a vinda dos cubanos, portuguesas, espanhóis, ingleses, franceses, americanos, nigerianos, chineses, marcianos ou o que for. Se quiserem vir, que venham, mas passem pelo exame de revalidação do diploma. Isso é o que ocorre em praticamente todos os países do mundo, mesmo naqueles como Canadá, Inglaterra e Austrália, onde há uma porcentagem expressiva de médicos estrangeiros há exame de revalidação. Isso mesmo contando que o Canadá faz campanha para médicos irem para lá.
Quanto a relação de médicos, o recomendado pela OMS é de pelo menos 1 para cada 1.000 habitantes. Com 1,95 o Brasil não tem falta e sim uma má distribuição. Pode não haver uma reserva muito grande, mas uma falta que justifique ações como esta do governo não há. Além disso, basta ver que só número não resolve, ou o sistema público de saúde do distrito federal e de São Paulo que você mesma citou são perfeitos? Se há problemas, e há graves, nestas áreas, é prova de que só número não resolve.
A proposta de obrigar quem fizer faculdade pública a ficar 2 anos nestes municípios só é justa para quem não entende absolutamente nada de como funciona o sistema de impostos brasileiro. Se é esse o problema, topo na hora se alguém me propuser a pagar de imposto apenas o que o governo gastou comigo durante a faculdade (único serviço que recebi em troca até hoje do governo). Só lembre de descontar da conta o que não foi fornecido e muitas vezes tive que bancar do meu próprio bolso, ok? Outra coisa, esse valor de 792 mil está muito superestimado, isso daria um total de 11 mil mensais por aluno. Se esse é o custo, o valor das faculdades particulares estaria no mínimo igual a esse e nem as mais caras chegam a tanto, muitas estão na casa dos 6 a 7 mil no máximo. Estão todas tendo prejuízo? Além disso o médico só ficaria 2 anos, ou seja, de qualquer forma haveria altíssima rotatividade de médicos, o que vai de encontro a qualquer teoria de medicina preventiva. Por que não ouvir os médicos e criar condições de trabalho reais com contratos firmes conforme diversas propostas que jamais foram implementadas?

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Rogério

Quem disse que o problema do Brasil é falta de médicos? O problema é o descaso do governo com a saúde. Cada semana abre uma nova faculdade de medicina no Brasil…Quem acha que esses médicos estrangeiros vão ficar no interior atendendo sem as mínimas condições para tal e ganhando um salário irrizório está redondamente enganado….A questão principal é que, em época de eleição, querem tapar o buraco da saúde com uma peneira…

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Raimundo Feitosa

“É uma visão corporativista, que defende a mercantilização do atendimento, em detrimento do compromisso social de prestar serviços humanitários e salvar vidas.”
Por que todos vêm o médico dessa forma? Lutar por dignidade e boas condições de trabalho é ter visão mercantilista?!
Assim como Leandra, já trabalhei exclusivamente no SUS. O GOVERNO NÃO DÁ CONDIÇÕES DIGNAS DE TRABALHO! Não interessa se é médico brasileiro, estrangeiro ou formados fora. O governo quer se eximir da culpa, atribuindo à classe médica um rótulo de corporativista, mercenária e egoísta. O problema não é a vinda de estrangeiros, mas a falta de critérios e avaliação.
É muito mais fácil, cômodo e conveniente para o governo atribuir a culpa aos médicos, Mudaram o foco da discussão: o problema do Brasil não é a precariedade dos SUS, nem as más condições e desrespeito aos profissionais de saúde.O problema agora, segundo o governo, é a falta de médicos, que é agravada pela indiferença da classe para com a população carente. Mas não no enganemos. Esse governo é vil, baixo. O SUS paga menos de 20 reais por consulta a um médico. E médico ESPECIALISTA!.
Engraçado como depois de tantos escândalos de corrupção, sempre existe uma polêmica maior: uma hora são as cotas, outra a importação de médicos, maioridade penal, bolsa família e assim vai…
Enquanto não encararmos os verdadeiros problemas, seremos enrolados com essas questões menores e secundárias!

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Ramon

Médico é um profissional como outro qualquer!
Merece respeito, condições de trabalho e salário digno!

Ser médico não é sinônimo de trabalho voluntário!

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Kleber

A idéia de ficar um tempo no interior e ótima, mas somente se isso for para todas as profissões: dentistas, enfermeiros, advogados, engenheiros, publicitários, economistas e sociólogos. Se existir uma lei para TODAS as profissões que foram “custeadas” (na verdade pagamos inúmeros impostos, então não consigo enxergar esse custeio), mas enfim, se for para todas as profissões e com infra-estrutura e um salário adequados a idéia será ótima, se não, será demagogia hipócrita e punição para uma classe de profissionais.

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Kleber

O que a autora do artigo “esqueceu”ou desconhece e que nunca os conselhos foram contra a entrada de médicos de qualquer pais do mundo, o que se pede e que esses médicos façam a prova chamada Revalida, que e unificada e sempre funcionou corretamente. Provas para entrada de médicos sao realizadas em todos os países desenvolvidos do mundo, alguns ainda exigem prova de conhecimento da língua local. Nos EUA e alguns países da Europa e necessário voltar a faculdade e refazer a residencia medica. No mínimo, deveríamos pensar na reciprocidade. O problema que o programa do PT (também esquecido pela autora) em levar estudantes para fazer Medicina em Cuba tinha como único critério estar filiado ao PT ha 2 anos, mas o pessoal do partido esqueceu da prova do Revalida. Se Cuba forma profissionais tão bons nao existe problema algum em fazer uma prova. A autora também de forma desinformada diz que os medicos preferem as grandes cidades e esquece os “grotoes”, assim como ela e 80% da população brasileira, por que será?
Porque as pessoas querem qualidade de vida, além disso e impossível fazer Medicina de qualidade em locais aonde nao se tem o básico, em um pais sem planos de cargos e carreiras, como e feito com o Judiciário. Um jjuiz ao ir para os “grotoes” recebe um salário de até 29 mil, ferias, 13, auxilio moradia, tem auxiliares e secretários, plano de carreira, além de uma aposentadoria adequada. Isso e correto e esse modelo serviria perfeitamente para os medicos e certamente faria a interiorização da Medicina.
De forma politiqueira o ministro da saúde Padilha afirmou que sao oferecidos até 40 mil para medicos irem ao interior e ninguém vai. Primeiro porque esses valores sao rarissimos, a media do valor pago para concursos para medicos no interior do pais (40 horas semanais) e de 2 a 4 mil reais mensais. Esses valores de 30 a 40 mil sao oferecidos sem nenhuma garantia e qualidade de trabalho (faltam remédios, equipe tecnica, equipamentos, leitos e infra-estrutura adequadas), inúmeros medicos que se arriscaram receberam o salário por 2 a 3 meses e depois receberam calote.
A autora, nao sei se e ligada ao PT, mas também desconhece que o Ministério da Saude ha anos tem tentando diminuir a necessidade do medico, para baratear a saúde, além disso, em algumas áreas e frontalmente contra o especialista, vide a saude mental, aonde no Brasil nos últimos 10 anos fecharam-se 80 mil leitos psiquiátricos.
Sugiro a autora se informar melhor, quem sabe ela nao deva se mudar para algum desses “grotoes”, quem sabe lá ela consiga visualizar melhor a realidade.

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Eduardo Gomes

Não sei dizer se a escritora do artigo é simpatizante do governo, milita no ParTido ou não, ou qual sua orientação filosófica-política. Mas a impressão que fica após ler os primeiros parágrafos é que ela “adora” o atual governo, não entende nada de medicina e a posição dela é que é “suspeita”.
Concordo com o que foi escrito pelo colega Carvalho em 21 de maio. A intenção de trazer médicos estrangeiros é eleitoreira e isto está bem claro. Não vai solucionar o problema da saúde do Brasil. Além disso, dá margem para muita especulação com relação a quanto $ o país irá gastar com essa “importação”.

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Cesar

Prezada senhora:
Bom seria se nossos advogados advogassem, engenheiros construíssem militares protegessem, médicos tratassem e políticos governassem honestamente.
Passa que quando médicos constroem, advogados fazem politica , militares governam e engenheiros tratam, a coisa vira desastre.
Não é o fato de uma pessoa ter domínio de conhecimento em uma área que lhe permite se sabedora de área de conhecimento que não lhe é afeta.
Vejo com profunda tristeza que é o seu caso.
Melhor seria ficar calada do que emitir parecer incorreto.
A medida falaciosa de importar médicos do exterior, seja de Cuba ou mesmo que fosse dos Estados Unidos, Bélgica ou Alemanha em nada solucionaria o problema da saúde do Brasil.
O que nos falta senhora é GERENCIAMENTO político da saúde pública, quer seja nos grandes centros urbanos ou nos confins do País.
O problema da saúde não é falta de médico, aliás, exportamos excelentes médicos para a Europa e Estados Unidos porque não temos como reter nossos pesquisadores por falta de POLÍTICA de incentivo a pesquisa.
A medida demagógica de importar médicos em nada resolveria o caos da saúde pública no Brasil.
Faça o seguinte, veja com seus próprios olhos. Dirija-se a um serviço de emergência em qualquer hospital público do país, sim, neste hospital ai perto de sua casa. Veja a realidade de quem trabalha lá, sejam médicos ou funcionários. Vá alem, veja a estrutura física, paredes sem reboco, falta de leitos, pessoas no chão, falta de medicamentos e condições de suporte à vida.
Em um exercício de inteligência, tente transpor a realidade que vir para os longínquos rincões do País e verá que a mesma realidade se repete.
Caso não consiga fazê-lo, tente o seguinte:
Exerça todos os seus doutoramentos em uma cidade bem pequena do interior da amazônia, assim poderá ser muito útil a eles, o que lhe parece?
Pois é, falar dos outros é muito fácil, pois não requer COMPROMETIMENTO PESSOAL.
Proponho uma ação mais ampla, que não importemos médicos, mas apenas a presidente da Alemanha, assim solucionaremos não só o problema da saúde como também o da EDUCAÇÃO, SEGURANÇA PÚBLICA, TRANSPORTES, HABITAÇÃO e por ai afora.
Aliás, importar uma só pessoa é bem mais barato aos cofres públicos do que importar milhares, não acha ???

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Rafael

Em Cuba é muito mais fácil garantir 100% de cobertura médica e uma mesicona preventiva de qualidade! Se o médico não quiser ir pra região remota vai preso! Se o cidadao não quiser tomar vacina vai preso! Ele vivem em uma DITADURA!!!!! Agora se o medico que teve seus estudos custeados pelo estado tem que prestar servico comunitario por 3 anos pra retribuir a sociedade o que foi investido nele, porque a autora do artigo nao vai fazer trabalho comunitario voluntário vitalício pela sua formação de pós-doutorado bancada pelo estado?

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G

Ok, agora comente sobre gastos público com a saúde, situação da saúde nesses locais!!! Como os prefeitos investem o dinheiro público !!!

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Daniel Barros

Médicos em locais que não tem a mínima infra-estrutura, não adianta de nada, não somos curandeiros, tudo que fazemos precisamos de insumos!
Quem faz esse tipo de trabalho, sem insumos é curandeiro!!!

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Gabriel

Falam tanto em humanização, atendimento ao povo carente, mas nunca falam/ respondem por que os postos de saúde, hospitais desses locais não apresentam a mínima condição de trabalho! Não respondem por que o governo federal constrói um estádio de 1 bilhão ao mesmo tempo em que corta verbas da saúde ! Use o seu doutorado, mestrado etc e faça essa indagação nessa sua coluna senhora!!! Pergunte aos prefeitos aonde está o dinheiro da saúde. Tantos títulos assim em seu currículo e tanta hipocrisia!!!

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Guido

Sou estudante de medicina em escola pública e acho a propostam de trabalhar obrigado onde quer que seja, absurda. Estrangeiros devem sim vir ao país, mas com o escrutínio do revalida. E depois disso que escolham onde querem trabalhar.

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Marcelo Meirelles

Antes de nos perguntarmos se as entidades médicas estão realmente preocupadas com o povo, deveríamos nos perguntar se o GOVERNO está realmente preocupado com o povo. Medida eleitoreira que visa melhorar um dos piores índices dos governos PT, justamente a saúde. Por que não melhorar a qualidade de trabalho dos médicos no interior? Por que não adequar estabilidade profissional e planos de carreira, como existem para os profissionais do direito? Alguém já viu um Juiz que passou em um concurso público se recusar a ir para o interior? Por acaso os senhores Juízes estão mais preocupados com o povo do que os médicos? Acho que estão todos se esquecendo da falta de medicamentos, da falta de leitos, das péssimas condições de atendimento. É muito mais fácil colocar a responsabilidade nos outros. Voltamos a Roma antiga: PÃO (bolsas do governo) e CIRCO (estádios para Copa do Mundo, briguinhas com a classe médica). E o governo assistindo a tudo de camarote!! Parabéns, Brasil!

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Carvalho

Sou medico brasileiro formado em Cuba, revalidei meu diploma como manda a lei. Trabalhei durante alguns anos em pequenas cidades do nordeste brasileiro, agora vivo e trabalho em São Paulo. É impossível exercer a medicina no interior do pais sem revoltar-se com as condições de trabalho, hospitais sucateados, postos de saúde precários, falta de exames, sem contar com a instabilidade de emprego, se mudar o prefeito pode pegar sua mala e procurar outra cidade pra morar. Ficar de cara com a corrupção nestes lugares é degradante, prefiro ganhar menos e trabalhar com dignidade em grandes centros. O povo e leigos no assunto acham que um medico fará muita diferença nestes casos. A vinda de médicos estrangeiros deve acontecer dentro da lei, com diplomas revalidados, de qualquer nacionalidade, porém nenhum medico enfrentará essa árdua tarefa para se submeter a penúria que é trabalhar no interior. A verdade é que o principal interesse deste assunto aos prefeitos e ao governo federal é puramente eleitoreiro, dar um falso ar de melhoria a saúde sucateada e jogada ao lixo – grande pedra no sapato do governo Dilma.

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Leandra Carneiro

Sou médica do SUS, somente do SUS, e não concordo em trazer médicos de onde quer que seja SEM A REVALIDAÇÃO do diploma. Simples assim.
Médicos estrangeiros sào bem vindos, desde que se submetam as leis do nosso país.

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