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Saúde é tema prioritário para as próximas eleições

Nurse checking female patient's pulse on wrist, close-up

O atendimento à saúde no Brasil é a maior preocupação da população e deveria ser área prioritária para os programas de governo dos candidatos nas eleições municipais.

Na cidade de São Paulo, segundo seus moradores, a área da saúde é a principal de uma lista de problemas complexos que afetam a vida dos paulistanos.

Foi o que constatou pesquisa do Ibope, divulgada no final de agosto, que ouviu 1.001 eleitores da cidade de São Paulo, no período de 10 e 13 de setembro.  A área da saúde aparece na pesquisa como a principal preocupação para a maioria absoluta dos entrevistados, um total de 78%. Os demais temas considerados importantes, como a situação da educação (41%) da segurança pública (40%), transportes coletivos (27%), geração de empregos (22%) e corrupção (19%).

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Também na área da saúde é onde se encontram os maiores problemas para a população, segundo a mesma pesquisa. Um total de 46% dos entrevistados apontou a saúde como necessitando de providências e melhorias urgentes. Os demais problemas prioritários ficaram na segurança pública (13%), transporte coletivo (8%), educação (6%), geração de empregos (6%) e corrupção (5%).

O eleitor deve analisar se a área da saúde aparece nos objetivos dos candidatos às Prefeituras Municipais e de que maneira o candidato pretende resolver os problemas de atendimento à saúde, para posteriormente poder cobrar o cumprimento das promessas de seu candidato. A maneira como podemos avaliar as intenções dos políticos, neste momento, é através do seu discurso. Tomemos como exemplo o debate realizado entre os seis candidatos à Prefeitura de São Paulo, que aconteceu na Rede TV, no dia 2 de setembro.

Debate na eleição

Imagem: G1

Projetos vagos para a saúde

São seis os candidatos à Prefeitura de São Paulo. Durante o debate, o tema da saúde foi mencionado pelos candidatos, de maneiras diferentes, mas na maioria das vezes com uma menção totalmente genérica e vaga ao tema, sem nenhum detalhamento de planos ou objetivos.

O atual prefeito, candidato à reeleição, Fernando Haddad (PT),  afirmou que, em São Paulo, o seu governo reduziu as mortes no trânsito, melhorou o transporte público e atendeu as demandas em saúde e educação como nunca antes. Haddad criticou as propostas dos demais candidatos e acrescentou que pretende investir em saúde, educação, creche e transporte.

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O candidato João Dória (PSDB) disse que pretende resolver os problemas da saúde, do transporte público, os problemas da educação. Afirmou que por ser empresário quer colocar eficiência e transparência no governo da cidade. O candidato afirmou que quer atuar para aqueles que mais necessitam, principalmente nas áreas de saúde e educação.

A candidata Marta Suplicy (PMDB) disse que já tem experiência na administração da cidade e que há muita coisa para ser resgatada, para ampliar e melhorar. Deseja dar prioridade para a saúde e o emprego.Segundo ela, os problemas com o atendimento à saúde são os que mais ela percebe na rua, no desespero das pessoas. Em outro momento do debate, Marta se referiu ao seu governo de São Paulo, quando a cidade enfrentava crise financeira e afirmou que suas metas principais são as áreas da saúde e da educação.

Celso Russomanno (PRB) disse que quer cuidar da cidade como um zelador e que tem a intenção de informatizar o sistema de saúde.

Através dos discursos e programas registrados no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e  apresentados pelos candidatos pode-se perceber que suas propostas para enfrentar os problemas da área de saúde pública na cidade de São Paulo são muito vagas.

Pesquisa Datafolha mostrou que essa é a área mais mal avaliada da atual administração municipal. Recursos não faltam, já que São Paulo conta com o terceiro maior orçamento para a saúde no Brasil, uma verba de R$ 7,3 bilhões, que só é comparável à do Ministério da Saúde e à da Secretaria da Saúde do Estado. De um total de 11 milhões de habitantes, cerca de 4,5 milhões (40%) dependem do SUS.

Saúde da gestante

Imagem: Saúde.gov.br

Os candidatos não apresentam propostas para programas preventivos de doenças. Levantamentos mostram que em São Paulo aproximadamente 22% da população é hipertensa, 20% são fumantes, 14% sofrem de obesidade, 7% têm diabetes e 17% têm doenças psicoemocionais. Também não são apresentadas propostas para enfrentar a epidemia de dengue, zika e chikungunya, que afeta o país ou para a promoção do saneamento básico, que é fundamental para a saúde pública.

Os candidatos não demonstram conhecer que existem diferentes condições de saúde entre as regiões da cidade. É necessário demonstrar como pretendem acabar com as filas de espera para atendimento, que variam conforme a especialidade. Quando falam em expansão do atendimento ou contratação de mais médicos também não explicam qual seria a fonte para os recursos necessários, que estão sendo reduzidos pela menor arrecadação diante da crise econômica.

Projetos polêmicos

Semanas depois do debate, o candidato do PSDB, João Doria, foi entrevistado enquanto visitava o Hospital Santa Marcelina, Zona Leste de São Paulo, e falou sobre seus planos para a área de saúde, se for eleito. João Doria prometeu que vai ampliar as parcerias da Prefeitura com as organizações sociais, na gestão de hospitais e também de creches.

João Dória conversa com as gestoras do Hospital Santa Marcelina, em São Paulo.

Imagem: o candidato do PSDB João Dória conversa com as gestoras do Hospital Santa Marcelina, em São Paulo. (G1)

Citou o Hospital Santa Marcelina como exemplo de gestão responsável e séria, que deve ser incentivada. O sistema, segundo ele, fica mais eficiente, atendendo melhor a população e parece ser um bom caminho para a cidade de São Paulo. O candidato disse que a Prefeitura já tem hospitais conveniados com OSs e que isso deverá ser ampliado. Garantiu que recursos existem, mas que é preciso melhorar a gestão, para que seja mais eficiente.

João Doria defende a implantação de um sistema de atendimento à saúde noturno, das 20h às 8h, chamado de Corujão da Saúde. A intenção é ter 40 hospitais funcionando para a realização de exames nesse horário, ampliando o número atual de 18 hospitais atendendo a Prefeitura. Segundo ele, quando 40 hospitais estiverem no sistema, a fila de espera vai zerar em seis meses, o que vai melhorar todo o sistema de saúde.

Segundo ele, os exames realizados à noite não trarão custos adicionais, porque acredita que esses hospitais já funcionam no período noturno. Com certeza a ampliação do atendimento à noite vai gerar a necessidade de ampliação do pessoal qualificado e plantonistas, mas o candidato não deu detalhes sobre o custo dessas modificações e afirmou que as despesas já estão no orçamento.

Outra medida que pretende por em prática traz impactos para a área de saúde, que é a intenção de retomar os limites de velocidade para as marginais Tietê e Pinheiros, que vigoravam anteriormente. A redução da velocidade, adotada pelo prefeito Haddad, reduziu substancialmente o número de acidentes nessas duas avenidas, com uma queda expressiva no número de mortes que ali aconteciam.

Muita expectativa para a área de saúde nas eleições do Rio de Janeiro

O debate entre candidatos a prefeito do Rio de Janeiro esta previsto para o dia 22 de setembro, no Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (SinMed/RJ). Os concorrentes poderão apresentar suas propostas para a área de saúde, com a participação da imprensa e dos profissionais da área médica.

Segundo o SinMed/RJ, é lamentável que os candidatos a prefeito do Rio de Janeiro estejam deixando o debate sobre a área de saúde para segundo plano em suas campanhas eleitorais, sendo que essa é justamente a maior preocupação da população carioca.

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