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Síndrome do pânico afeta a saúde e o convívio social

A síndrome do pânico causa ansiedade exagerada, falta de ar, sensação de morte e taquicardia. É uma situação de risco para a saúde e a segurança. 

A síndrome do pânico é um transtorno psiquiátrico que atinge adultos jovens e mulheres, a partir da adolescência. O transtorno leva a crises, que podem durar de 10 a 20 minutos, quando o indivíduo experimenta uma série de sensações físicas, como morte iminente, taquicardia, tontura e dificuldade de respirar, que o colocam em situação de risco para sua segurança e saúde. São sintomas que podem até ser confundidos com um infarto, segundo o psiquiatra Roni Broder Cohen.

Síndrome do pânico afeta a saúde e o convívio social

Crise de síndrome do pânico e infarto são similares

Apesar de ser um problema psiquiátrico, é preciso que o paciente seja submetido a exames do coração, para se afastar o diagnóstico de problema cardíaco, tal a semelhança. Os sintomas de dor no peito, falta de ar, suor excessivo, tontura e náusea são típicos tanto de um infarto quanto de um ataque de pânico, o que pode confundir quem atende e atrasar o diagnóstico.

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O risco de se expor a um perigo real

O paciente em crise de pânico pode tentar fugir apressadamente de um lugar, se imaginar um perigo que o ameaça. Na verdade, o perigo que sente é imaginário, mas sua reação pode colocá-lo diante de um perigo real, como um atropelamento, por exemplo. De acordo com o Dr. Cohen, a maioria dos pacientes não se envolve em atos impulsivos mais graves, por conseguirem se manter responsáveis por si próprios.

Impacto no convívio social

Depois das crises da síndrome do pânico, o indivíduo passa ficar inseguro no seu relacionamento social, levando a um afastamento dos familiares e amigos. Também começa a evitar locais que considera ameaçadores e situações que lhe parecem de risco para o início de outra crise. Essa reação pode afetar também o seu trabalho.

Síndrome do pânico e ansiedade. Qual a diferença?

Segundo a classificação do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, referência para a psiquiatria, o ataque de pânico e a síndrome de pânico estão na categoria de transtornos de ansiedade, da mesma maneira do que o transtorno obsessivo compulsivo (TOC), fobias, stress pós-traumático e outros.

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Os ataques de pânico são crises repentinas de terror, medo e mal estar, que podem surgir a partir de algum motivo ou não. É uma forma de ansiedade patológica, isto é, uma ansiedade que deixa de ser um estado emocional normal, que nos prepara para antecipar o perigo e passa a causar sofrimento intenso, com prejuízo da pessoa. 

A ansiedade é normal quando antecede um evento emocionante em nossas vidas, como a entrevista para o emprego, o casamento, o nascimento de um filho, uma prova importante na escola. Nesses contextos, a ansiedade é derivada de uma preocupação e pode até ser útil para que a pessoa se prepare para uma ocasião.

A ansiedade patológica não tem relação direta como contexto. As sensações são semelhantes a estar diante de um evento de extremo perigo, em que a vida está em risco, como um acidente ou um incêndio. A pessoa com a síndrome do pânico tem a impressão que vai morrer, o coração dispara como num ataque cardíaco, tem sudorese abundante e dificuldades para respirar.

O fato de não saber quando novas crises acontecerão, se em dias, meses ou minutos, traz enorme insegurança para a qualidade de vida do indivíduo.

Segundo o Dr. Márcio Bernik, médico psiquiatra e coordenador do Ambulatório de Ansiedade do Hospital das Clínicas, do Instituto de Psiquiatria da USP, apesar das reações da ansiedade e da síndrome do pânico serem semelhantes, o que caracteriza o transtorno do pânico é a forma repentina e inesperada como os sintomas do pânico surgem. Em 30 segundos, a pessoa que estava se sentindo bem começa a passar mal, com boca seca, dor no peite, taquicardia e sufocamento, que podem atingir o auge em apenas 10 minutos. Isso tudo acompanhado da sensação de que a morte é iminente. Muitos pacientes procuram um pronto-socorro nesse momento, em busca de ajuda.

Quem está mais sujeito a crises de pânico e quando a doença se inicia

Quem está mais sujeito a crises de pânico e quando a doença se inicia

Segundo o Dr. Bernik, a maioria dos pacientes que sofrem com a síndrome do pânico são mulheres jovens. A primeira crise costuma aparecer entre os 15 e 20 anos, muitas vezes sem motivo aparente.

As crises costuma se repetir de maneira aleatória, com o passar do tempo, deixando o paciente incapaz de prever quando acontecerá novamente. Essa situação gera um outro sintoma, a ansiedade e preocupação com a possibilidade da crise acontecer num momento em que estiver particularmente vulnerável, como num avião, no metrô, na sala de espera de um médico ou no congestionamento do trânsito. Só de imaginar essa possibilidade, a pessoa desenvolve um tipo de agorafobia, um quadro de medo, que a leva a fugir de situações que poderão embaraça-la. A partir desse quadro, o paciente sofrerá mais com a ansiedade de ser vítima da crise do que com o pânico em si. 

Em linhas gerais, podem ocorrer de duas a quatro crises por semana. Depois de um período de aproximadamente cinco anos, a pessoa já adquire um comportamento de ansiedade e tensão, insegurança e adquire hábitos de uma vida social restrita. O que é mais grave é que 12% dos pacientes com pânico tentam o suicídio e 60% sofrem de depressão ou alcoolismo.

Qual o tratamento para o transtorno do pânico

Qual o tratamento para o transtorno do pânico

Segundo o Dr. Márcio Bernik, o pânico também pode ser uma manifestação do uso exagerado de medicamentos, como corticoides e anfetaminas, que levam a crises de pânico a pessoas que já têm propensão para isso. Foi o que aconteceu no Brasil, com mulheres que tomavam anfetaminas para emagrecer.  Também pode ser provocado por psicoestimulantes, como cocaína e o ecstasy, anfetamina de ação extremamente rápida.  É importante que o médico investigue se há algum desses componentes no pânico. O hipertireoidismo não tratado também pode levar a sintomas como os da síndrome do pânico.

Depois de avaliadas essas interações,o diagnóstico fica mais simples. As limitações que a doença provocou também devem ser avaliadas, para que haja uma intervenção que possa melhorar a vida do paciente.

Existem medicamentos que, combinados com terapia comportamental, têm sua eficiência. Entretanto, essa terapia é muito penosa, porque consiste em expor a pessoa progressivamente a situações prováveis para provocar pânico, até que ela perca a sensibilidade para as ocasiões temidas. Esse tipo de terapia fundamenta-se na capacidade de nos habituarmos ao estresse. Como no caso de um filme de terror que nos apavora, mas que depois de vermos dezenas de vezes não nos impressionará mais com a mesma intensidade do início.

Apesar de ser desgastante, essa terapia é mais eficaz do que somente antidepressivos, que representam a medicação obrigatória para quem depressão associada ao pânico.

Medicação e psicoterapia

Nos casos mais graves, o paciente precisa tomar uma medicação, geralmente com base em inibidores da recaptura da serotonina, aliada a psicoterapia cognitiva comportamental. Quando o caso não é grave, apenas a terapia já pode resolver o problema. O papel da psicoterapia é de ensinar ao paciente como lidar com a crise, diminuindo sua ansiedade e recuperando sua vida social.

A resposta ao tratamento medicamentoso não é rápida, é preciso observar a reação e ajustar a dose. Se o paciente melhora, ainda não é o momento de suspender a medicação, porque existe o risco de recaída, que, no entanto, é menor se houver o apoio da psicoterapia.

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