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Situação dos hospitais no Rio de Janeiro durante a Rio 2016

As condições da rede de saúde pública para atendimento da população do Rio de Janeiro foram apontadas como caóticas pelo Conselho Regional de Medicina.

Situação dos hospitais no Rio de Janeiro durante a Rio 2016

No último mês de julho, relatório do Conselho Regional de Medicina (Cremerj) publicou seu relatório demonstrando que, depois de observar cinco hospitais no Rio de Janeiro, chegou à conclusão que a situação é caótica, com superlotação, falta de medicamentos e feridos graves sendo atendidos de forma improvisada, com salas de emergência lotadas. O agravante é que eram hospitais de referência para atendimento durante a Olimpíada. São eles: Souza Aguiar, Salgado Filho, Miguel Couto, Lourenço Jorge e Albert Schweitzer.

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O relatório questiona a eficácia do tratamento da saúde pública e por em dúvida o treinamento dos profissionais, principalmente para atender acidentes com múltiplas vítimas.

Para os Jogos Olímpicos Rio 2016 o Ministério da Saúde precisou reservar 135 leitos nos hospitais federais e contratar um contingente de 2,8 mil profissionais para estar preparado para qualquer eventualidade.

O que foi observado é que, diariamente, 150 pedidos de internação em CTI (Centros de Terapia Intensiva) são negados. Os representantes do Cremerj constataram superlotação e ausência de condições para qualquer aumento da demanda durante os Jogos Olímpicos. A situação encontrada era, até julho, bastante delicada. Em sala com capacidade para 7 pacientes estavam 40, outros 17 aguardavam no corredor. As taxas de ocupação eram de 100% e com superação da capacidade total. No Hospital Souza Aguiar, por exemplo, pacientes ficavam internados em cadeiras e macas de transporte, até mesmo nas macas do Corpo de Bombeiros.

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Além disso, a fiscalização constatou a falta de medicamentos e também de equipamentos de monitoramento dos pacientes graves. Também havia superlotação nas salas de média e alta gravidade pediátrica.

No Hospital Miguel Couto, tanto o Centro de Terapia Intensiva, os Centros de Emergência, como a Unidade Coronariana estavam com todos os leitos ocupados. No caso de um acidente com múltiplas vítimas, que é uma situação excepcional, mas que pode acontecer em um grande evento, não haveria possibilidade de atendimento.

A liberação de verbas de emergência para a saúde poderia oferecer alguma solução para essa crise, porque atualmente, dos 12% do orçamento estadual obrigatório, o repasse está sendo somente de 4%.

O mais preocupante é que o Cremerj relatou que levou e protocolou os relatórios técnicos e resultados de sua investigação na Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, mas foram recebidos com descaso e de forma até desrespeitosa.

Falta de treinamento dos médicos

Nas vistorias realizadas pelo Conselho Regional de Medicina, foi constatada que os plantonistas não haviam recebido treinamento para o atendimento de emergência em acidentes com múltiplas vítimas. A informação também prestada foi que em caso desse evento, os pacientes que ocupavam a sala amarela do Hospital Salgado Filho seriam transferidos para uma cantina desativada, ou seja, um improviso lamentável. Em outro Hospital, o Lourenço Jorge, localizado na Barra, onde fica o Parque Olímpico, os feridos teriam que ser transferidos de ambulância para outro local.

Simulações para grandes eventos não haviam sido realizadas. Os exercícios de simulação ocorreram apenas de forma teórica e não prática, como uma simulação real. Devido à superlotação dos hospitais, esse tipo de treinamento se torna bastante difícil, mas pode ser realizado em outras áreas com menor demanda, assim, como acontece em outros ambientes hospitalares do mundo.

Usuários dos planos de saúde serão atendidos em hospitais particulares

A partir do dia 19 de julho de 2016, foi adotado um novo procedimento para o atendimento de usuários de planos de saúde, vítimas de ferimentos em acidentes. As vítimas de acidentes que forem socorridas por bombeiros ou SAMU, no Rio de Janeiro, e tiverem convênio médico, serão agora levadas para hospitais particulares. O procedimento usual era o atendimento em hospitais públicos, na emergência, e posteriormente acontecia a transferência para instituições privadas. Os acidentados serão encaminhados caso seja possível identificar imediatamente o hospital particular a que o paciente tenha direito, desde que ofereça atendimento de emergência.

Entretanto, há uma dúvida quanto ao procedimento que precisará ser realizado, caso a operadora não prestar atendimento ao ferido por motivo de atraso no pagamento das mensalidades. Também não está claro se é o socorrista que deverá verificar qual o hospital de emergência credenciado pelo plano de saúde. Essa informação, muitas vezes não poderá ser fornecida pelo próprio acidentado.

A mudança foi alvo de projeto de lei e sancionada pelo governador em exercício Francisco Dornelles. O motivo é a situação caótica vivida pelos hospitais públicos do Rio de Janeiro, onde as emergências estão superlotadas. A lei reconhece que as pessoas que não possuem plano de saúde não têm outro recurso e dependem exclusivamente do hospital público, por isso precisam ter prioridade.

Já no caso de quem paga um plano de saúde, existe o direito de ser atendido por hospitais credenciados pelo plano, mesmo que o socorro tenha sido prestado pelo SAMU ou Corpo de Bombeiros. Portanto, a intenção é liberar mais leitos na rede pública para quem não pode pagar pelo atendimento.

O primeiro atendimento no hospital público é a regra que sempre foi obedecida, para garantir a qualidade do primeiro atendimento à vítima. Existe uma central de atendimento, que avisa o hospital sobre a chegada do paciente. Agora, caso o ferido tenha um plano de saúde, a operadora deverá ressarcir o SUS pelo atendimento. Segundo a ANS (Agência Nacional de Saúde), de janeiro de 2015 a março de 2016 foram repassados R$ 399,8 milhões para o sistema público de saúde.

Hospitais reservaram leitos para segurança nas Olimpíadas

Hospitais reservaram leitos para segurança nas Olimpíadas

Hospitais no Rio de Janeiro reservaram 135 vagas para eventuais atendimentos médicos durante a Olimpíada. Essas vagas deixaram de serem oferecidas para pacientes, até mesmo os que já tinham cirurgias agendadas, que foram desmarcadas.

Hospitais reservaram leitos para segurança nas Olimpíadas

Apesar do Ministério da Saúde negar que houve qualquer bloqueio de leitos ou suspensão de cirurgias eletivas nos hospitais, a reserva de leitos foi constatada pela imprensa, que inclusive entrevistou familiares de pacientes que tiveram a internação cancelada para realização de cirurgias.

Segundo a prefeitura do Rio, os 135 leitos não ficariam vazios durante a realização dos jogos, mas os hospitais deveriam gerenciar a ocupação por prioridades, evitando a superlotação em um período que poderia acontecer maior demanda de atendimentos.

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