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Vacina contra o zika – laboratórios correm contra a epidemia

Existem no mundo inteiro vários laboratórios trabalhando para desenvolver a vacina contra o vírus da zika. O primeiro teste em seres humanos foi anunciado em junho. 

Um laboratório farmacêutico americano já conseguiu a licença para testar a vacina em seres humanos. No dia 20 de junho, o laboratório Inovio, em parceria com o instituto GeneOne Life Sciences, da Coreia do Sul, divulgou a notícia de que os órgãos de regulação norte-americanos autorizaram o início dos testes em humanos da vacina contra o vírus zika que foi desenvolvida pela equipe do laboratório. É a primeira vez que isso acontece.

Vacina contra o zika - laboratórios correm contra a epidemia

Imagem: microscópio eletrônico mostra o Zika vírus, representado pelos pontos vermelhos, coloridos digitalmente.

Os testes inicialmente serão feitos com 40 pessoas saudáveis, que receberão a vacina para a observação da tolerância, resposta imunológica e segurança que serão geradas. A vacina a ser testada tem o nome de GLS-5700.

O laboratório informou que seu plano é iniciar o trabalho nas próximas semanas, para que possa relatar os resultados dessa primeira fase ainda este ano.

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Vacinas que estão sendo desenvolvidas em laboratórios brasileiros

Vacinas que estão sendo desenvolvidas em laboratórios brasileiros
Duas vacinas contra a zika estão sendo desenvolvidos pelo Instituto Evandro Chagas em parceria com a Universidade do Texas, nos Estados Unidos. Uma delas começará a ser testada em animais no mês de novembro de 2016. A partir de fevereiro de 2017 ela será testada em humanos.  Essa é uma vacina produzida pelas mutações que o vírus teve no Brasil.

A vacina não tem a capacidade de provocar a doença, mas fomenta a criação de anticorpos no organismo humano. O estudo pretende vacinar as mulheres em idade fértil. Da mesma forma que a vacina da rubéola, a vacina contra a zika, mesmo contendo um vírus atenuado, poderia provocar a malformação de bebês e por esse motivo não será distribuída a gestantes. A disponibilidade da vacina para o público em geral, entretanto, ainda vai demorar de cinco a seis anos.

A segunda vacina, que está sendo desenvolvida pelo mesmo laboratório, não oferece risco para gestantes e tem previsão de estar disponível para testes até o início de 2017. Nesse caso não há risco para os bebês porque a vacina só contém um pedaço do genoma do vírus e não o vírus completo. 

Outras vacinas estão sendo desenvolvidas no mundo todo

Outras vacinas estão sendo desenvolvidas no mundo todo 

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Na França, o laboratório Sanofi pretende iniciar testes com sua vacina em humanos em 2017. Na Índia, a companhia Bharat Biotech está trabalhando para desenvolver uma vacina contra a zika, transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti.

Até o mês de março de 2016, segundo a OMS – Organização Mundial de Saúde, eram 23 projetos de desenvolvimento de vacina contra o vírus da zika que estavam em andamento em todo o mundo. Um total de 14 instituições está trabalhando com esse objetivo, em países como o Brasil, a Áustria, Estados Unidos, além da França e da Índia.

De acordo com a OMS, a estimativa é de que alguns desses projetos irão iniciar testes clínicos ainda em 2016. Entretanto, para que uma vacina seja plenamente testada e licenciada para o uso são necessários alguns anos. Os laboratórios estão correndo contra o tempo, porque a vacina pode estar disponível apenas depois que a maior disseminação do vírus tiver ocorrido, com consequências graves, tanto para o nascimento de bebês com microcefalia, quanto para o aumento da incidência da síndrome Gillain-Barré. 

A expansão do vírus pelo mundo

Desde fevereiro, a OMS declarou que a contaminação pelo vírus da zika havia se tornado um caso de emergência de saúde pública global. Nesse período, foi comprovado que a expansão dos casos de microcefalia, malformação congênita em bebês, está associada ao vírus da zika.

Na terceira semana de junho, a OMS divulgou um boletim atualizando as informações, em que 60 países e territórios já estão registrando transmissão do vírus da zika. Em 10 países foi registrada a transmissão de zika através da via sexual. No início de junho, foram relatados os nascimentos de três bebês com microcefalia ligada ao zika, nos EUA.

O Brasil é o país com maior grau de disseminação, que acontece principalmente através da picada do mosquito Aedes aegypti. Até maio de 2016, o Ministério da Saúde havia registrado 138.108 casos prováveis de zika, com a morte de 1 paciente.

Desde o início dos registros, em 22 de outubro de 2015, até 11 de junho de 2016, o Brasil tinha 1581 casos confirmados de microcefalia, com a morte de 73 bebês.

Ainda segundo a pasta, são 1.581 casos confirmados de microcefalia desde o início das investigações, em 22 de outubro, até 11 de junho, com 73 mortes de bebês.

Zika vírus – a ciência tem pressa para vencer a epidemia

No ritmo normal do desenvolvimento de um trabalho científico, os artigos e estudos para testes diagnósticos levam anos para serem publicados e a partir daí gerarem um novo procedimento licenciado. Isso se deve ao processo minucioso e exigente de revisão por parte de publicações científicas e da necessidade de seguir uma protocolo obrigatório de pesquisa. Mas, diante da grave situação da epidemia de zika no Brasil e na América Latina, os trabalhos científicos estão em ritmo mais acelerado, com equipes trabalhando diuturnamente.

Zika vírus – a ciência tem pressa para vencer a epidemia

Para que o conhecimento científico possa ser partilhado em acesso mais ágil entre os pesquisadores, os sites científicos estão disponibilizando os estudos sobre zika na forma de “pré-print”, isto é, antes de ter sido aprovado pelos revisores. Com o esforço coletivo, o conhecimento está avançando rapidamente. Há mais cooperação, no momento, do que competição, entre os membros da comunidade científica. Os resultados foram compartilhados antes da publicação oficial, para que se avance no descobrimento dos mecanismos que demonstram como o vírus ataca as células embrionárias ligadas à formação dos neurônios.

Por exemplo, um texto de pesquisadores brasileiros, que conseguiram documentar de maneira inédita o caso de um bebê que apresenta lesões neurológicas e oculares graves causadas pela zika, sem ter microcefalia, foi publicado pela revista científica “The Lancet”, no mês de junho. A divulgação prévia considerou que há pressa em partilhar esse conhecimento, que demonstra que a extensão das consequências da doença é ainda maior do que se pensava.

Por enquanto só existem as medidas de prevenção e controle

Por enquanto só existem as medidas de prevenção e controle

Diante da realidade de que não há tratamento específico para o zika vírus e também não há vacina contra o zika vírus, o recurso que todos têm são as medidas de prevenção e controle.

– Para prevenção e controle as atitudes devem ser as mesmas que previnem a dengue e chikungunya.

– É preciso diminuir a população dos vetores, isto é, mosquitos Aedes Aegypti. Para isso é necessário eliminar a água parada, em todas as formas em que ela se acumula, para que as fêmeas do mosquito não possam ali depositar seus ovos. Todos os reservatórios, caixas de água, etc, devem ser cobertos com telas ou capas. Esse tipo de ação reduz a probabilidade de larvas do mosquito se desenvolverem.

– Em caso de risco de transmissão mais elevado, devem ser usados repelentes, na pele e nas roupas, para a proteção individual.

– As roupas que cobrem a maior parte do corpo, como pernas e braços, podem ser usadas durante o dia, horário em que o mosquito está mais ativo.

– As comunidades devem adotar estratégias eficazes para combater os mosquitos vetores utilizando os mesmos métodos que para o controle da dengue. Se um programa de controle para o mosquito Aedes aegypti for eficiente e estiver funcionando será reduzida a possibilidade de um ser humano portador do vírus da zika infectar outros mosquitos e assim levar a infecção a outras pessoas, no que é chamado de infecção secundária.

– Quando moradores de uma determinada localidade detectam um foco do mosquito, caso não possam agir diretamente devem acionar a Secretaria Municipal de Saúde local.

– A maioria, cerca de 80% das pessoas infectadas por zika não desenvolvem sintomas clínicos. Os sintomas de infecção são: febre intermitente, erupções cutâneas, conjuntivite não purulenta e sem prurido, mialgia, dor de cabeça, inchaço, dor de garganta e tosse é preciso procurar orientações no serviço de saúde mais próximo.

– A partir de julho, os planos de saúde serão obrigados a cobrir três tipos de exames para diagnóstico do vírus zika, com ênfase em gestantes e bebês. Os exames são: PCR para zika, pesquisa de anticorpos IGM e o teste IGG para zika.

– Até o momento a ANS definiu que o grupo prioritário para os testes de diagnóstico de infecção por zika são as gestantes e os bebês. Isso porque a infecção para os demais grupos é geralmente benigna. Como não há ainda tratamento, as condutas clínicas não seriam alteradas pela realização do exame. Já para as gestantes a situação é grave, pois a infecção por zika pode levar à ocorrência de microcefalia ou alterações no sistema nervoso central dos bebês. Um diagnóstico positivo pode alterar a conduta do médico que acompanha o pré-natal, com a realização de outros exames, como a ultrassonografia obstétrica, para complementar o diagnóstico.

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