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A prevenção de doenças é alternativa para reduzir os reajustes anuais

Para reduzir os reajustes anuais, as operadoras investem nas iniciativas de prevenção de doenças.

O artigo mostra como as operadoras de planos de saúde estão preocupadas em conseguir clientes menos insatisfeitos com os valores cobrados pelos planos. As seguradoras e operadoras de saúde estudam opções para gerenciamento de custos, investindo na prevenção de doenças, como forma de evitar os altos custos de internação e aumentar o grau de satisfação dos consumidores.

O crescimento médio desses planos vem sendo, em média, de 2% anualmente e 2015 tem uma previsão de crescimento que não deve ultrapassar esse índice. Apesar do potencial de mercado e do desejo do consumidor brasileiro de ter um plano de saúde, o grau de insatisfação do público é muito grande, por conta dos valores cobrados.

Ao mesmo tempo, os custos dos planos cresceram em média 15% nos últimos três anos, com a chamada inflação médica. A alternativa para não aumentar ainda mais as mensalidades cobradas vem sendo o investimento na gestão de sinistros e gestão de pessoas, para que os planos de saúde sejam usados de maneira consciente.

A prevenção de doenças é alternativa para reduzir os reajustes anuais

Imagem: Getty

Como acabar com os reajustes dos planos de saúde

Não há possibilidade de repassar todos os custos aos clientes, segundo a diretoria técnica da Seguros Unimed, já que a capacidade de absorção dos aumentos já chegou ao limite. A inflação que as operadoras enfrentam refere-se principalmente aos equipamentos com novas tecnologias, aos novos medicamentos e procedimentos. Ao adotarem rapidamente procedimentos inovadores e caros, pouco fizeram para medir o seu custo-benefício.

Atualmente, um percentual de 65% dos planos de saúde é contratado por empresas. Os custos de assistência médica configuram a sua segunda maior despesa, depois da folha de pagamento. Se o plano de saúde for ajustado segundo a inflação médica anual, mais o reajuste da sinistralidade, o aumento anual chegaria a 35% ao ano, o que tornaria inviável a manutenção dos planos corporativos.

Regina Di Ciommo

Mestre e Doutora em Sociologia pela UNESP, pesquisadora na área de Ecologia Humana e Antropologia, Desenvolvimento e Sustentabilidade Ambiental, foi professora em cursos superiores de Sociologia e Direito, nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Bahia.

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