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Boatos e “fake news” na área de saúde, fique alerta

Notícias falsas e boatos vêm sendo divulgados nas redes sociais e através de vídeos na internet, com dicas e alertas na área de saúde, que nem sempre são verdadeiros.

O termo “fake news”, traduzido em português como “notícias falsas”, vem sendo usado no Brasil e no mundo e despertando muita polêmica. Esse termo não é sinônimo de “boato”, apesar de muitos entenderem assim. Especialistas da comunicação definiram que, no caso das “fake news” há a intenção deliberada de divulgar um conteúdo falso, que passa por notícia, com um determinado objetivo, atendendo a interesses específicos. Assim, uma “fake news” pode beneficiar um candidato em uma eleição, permitir vantagem para um laboratório farmacêutico, que pretende vender um medicamento ou também propagar medo e pânico infundado, com interesse em beneficiar um partido político ou crença religiosa. As “fake news” utilizam meios de difusão como as redes sociais na internet, através, principalmente, dos celulares.

Boatos e “fake news” na área de saúde, fique alerta

https: fatosdesconhecidos

O boato é disperso de maneira informal, entre as pessoas, não dependendo especificamente da mídia, isto é, ele não é uma notícia. Pode ter sido criado e transmitido pela tradição oral e até se tratar de uma brincadeira ou interpretação equivocada da realidade.

Entre os conteúdos dispersos na internet que estão relacionados aos cuidados com a saúde, existem notícias, alertas e dicas, que são repassados ao público, nas redes sociais, que se apresentam como ajuda ao internauta, mas que nem sempre lidam com conteúdos verdadeiros. Isso, logicamente, é bastante perigoso, podendo levar a erros. Casos como informações enganosas sobre as vacinas, por exemplo, levaram crianças a serem expostas a doenças já erradicadas e em alguns casos, à morte.

Vale a pena analisar, portanto, se essas informações errôneas são boatos, que pretendem alertar as pessoas, como forma de ajuda, de boa fé ou quando são “fake news” espalhadas com um objetivo específico.

Com a intenção de combater esse problema, que também afeta a área da saúde, o Ministério da Saúde tomou algumas iniciativas para combater informações errôneas que chegam ao público através das redes sociais. A principal novidade é a criação de um canal no aplicativo Whatsapp para o atendimento de dúvidas, que deverá responder se uma informação é verdadeira ou falsa. O número é (61) 99289-4640.

Agora qualquer pessoa poderá adicionar esse número ao celular e entrar em contato com o Ministério da Saúde, para tirar dúvidas sobre boatos ou notícias falsas relacionadas à saúde. Os técnicos do Ministério passarão a verificar as correntes existentes no Whatsapp e publicações na internet. As “fake news” são consideradas uma praga da modernidade, segundo o porta voz de comunicação do órgão.

https://www.fatosdesconhecidos.com.br/boatos-espalhados-no-whatsapp-causam-morte-de-27-pessoas-na-india/

Imagem: clinicavaccine.med

Vacinas – o que é Fake News e o que é Boato

Há muitas dúvidas sobre a imunização por vacinas, que percorrem as redes sociais. Existem afirmações sem comprovação científica que influenciam atitudes contra a vacinação. O tema da saúde é assunto que está na internet, tanto nos canais que promovem as campanhas de vacinação, como em textos que tentam expor os riscos e perigos que podem estar nas substâncias utilizadas para a imunização.

Os autores, brasileiros e estrangeiros, principalmente americanos, afirmam que vacinas causam autismo, por conterem grandes quantidades de mercúrio. São informações falsas, que contrariam a ciência. Esse tempo de “fake news” nas redes sociais é um exemplo do problema que será acompanhado pela equipe do Ministério da Saúde.

Boatos e “fake news” na área de saúde, fique alerta

Imagem: noticias.band

Notícia Falsa – “fake news”

O mercúrio das vacinas é 25 mil vezes superior ao que é permitido e causa autismo.

O Dr. Alexander Precioso, responsável pela Divisão de Ensaios Clínicos e Farmacologia do Instituto Butantã, esclarece que o componente Timerosal, presente nas vacinas, é um composto orgânico à base de mercúrio, mas utilizado em quantidade muito pequena e é metabolizado pelo organismo rapidamente. Ele destaca que o Timerosal não está na composição de todas as vacinas usadas no Brasil, apenas naquelas dos tipos multidose e não há motivos para preocupação. Existe consenso científico amplo sobre a inexistência de relação de causa e efeito entre vacinas e autismo, já que não existem evidências de conexão.

Essa notícia falsa é a que teve maior impacto na área da saúde recentemente e causou uma grande desmobilização dos pais, que deixaram de levar os filhos para receberem as vacinas, com consequências graves no Brasil. A partir do momento em que as vacinas não chegaram a todas as crianças, doenças já erradicadas começaram a voltar, com a ocorrência de morte de crianças por sarampo.

A polêmica sobre as vacinas envolve “fake news” e não boatos. Isso porque as informações não partiram aleatoriamente do público, mas foram iniciadas por um trabalho científico fraudulento, que deliberadamente tentou convencer o público de que as vacinas eram perigosas e não deveriam ser aplicadas.

Tudo começou nos anos 90, quando a incidência de autismo começou a aumentar. Sem investigações mais sólidas, em 1998, um trabalho do pesquisador britânico Andrew Wakefield e mais 10 coautores afirmou que a vacina tríplice, para sarampo, caxumba e rubéola (MMR) era a responsável pelos casos de autismo. Anos depois, ficou comprovado que a pesquisa era fraudulenta, com observações apenas em 12 pacientes, dentre os quais cinco já apresentavam problemas antes do estudo e três nunca tiveram autismo, além de irregularidades nos dados e prontuários.

A falsificação produzida por Wakefield foi para atender os interesses dos pais de crianças autistas, que tentavam conseguir uma prova científica que possibilitasse processar os laboratórios responsáveis pela vacina, ganhando assim milhões de indenização na justiça. Quando tudo foi revelado, em 2004, os coautores retiraram seus nomes do trabalho e ficou provado que Wakefield recebeu 435 mil libras pela fraude, segundo o British Medical Journal (BMJ).

Apesar de ter sido provado que o estudo era falso, a ideia influenciou muita gente, principalmente nos Estados Unidos, onde ganhou corpo um movimento antivacinação.

Boatos e “fake news” na área de saúde, fique alerta

Imagem: readersdigest.ca

Nesse movimento, o médico norte-americano James Jeffrey Bradstreet se destacou, por relacionar todas as vacinas com o autismo. Ele passou a afirmar que todas as vacinas continham mercúrio e milhares de pais foram convencidos de que as vacinas são a causa do autismo. Com o crescimento do número de crianças não vacinadas, doenças que já estavam erradicadas reapareceram.

 

Boatos e “fake news” na área de saúde, fique alerta

Imagem: boatos.org

Notícia Falsa – “fake news”

– Quem não é vacinado desenvolve mais o sistema de autodefesa.

Não é verdade, quando se toma a decisão de não dar as vacinas às crianças, está se expondo os filhos ao risco de enfrentar complicações graves, que são consequência das infecções por vírus ou bactérias, que podem provocar cegueira e surdez irrecuperáveis, produzir cicatrizes deformantes definitivas ou a morte. Cada organismo reage de uma forma a um ataque infeccioso, alguns resistem bem outros não, o que é impossível saber de antemão.

Boatos

Um novo vírus H2N3 tem provocado mortes no Brasil

A mensagem circulou no WhatsApp, com um áudio. O Ministério da Saúde diz que a notícia não tem fundamento. Não há circulação do vírus H2N3 no Brasil.

– Um adulto que tomou vacina contra sarampo na infância precisa ser novamente vacinado

A vacinação correta tem efeitos perenes para toda a vida adulta.

Boatos e “fake news” na área de saúde, fique alerta

Imagem: boatos.org

– Mesmo quem toma a vacina contra a gripe pode ter gripe

A vacina oferecida pelo SUS protege contra três tipos do vírus Influenza: H1N1, H3N2 e influenza B. Mas o vírus da gripe passa por constantes mutações. É possível que quem foi vacinado contraia gripe se tiver contato com novas variações do vírus, mas é importante tomar a vacina para garantir a defesa contra os principais causadores da doença.

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