dcsimg

ENCONTRE SEU
PLANO DE SAÚDE
EM 30 SEGUNDOS!

ENCONTRE SEU PLANO DE SAÚDE EM 30 SEGUNDOS!

Qual o seu DDD?


ou ver Listas Patrocinadas

Cuidado com inibidores de apetite!

Por trás das promessas de emagrecimento dos inibidores de apetite, recentemente liberados pelo Congresso Nacional, está um risco para sua saúde que precisa ser avaliado.

O Senado e a Câmara aprovaram a lei que liberou a produção, comercialização e consumo de inibidores de apetite, compostos a partir da anfepramona, femproporex e mazindol, além da sibutramina. O texto inclui a obrigatoriedade de que os medicamentos para emagrecimento devem fazer parte da classificação tarja preta e devem ser somente vendidos com a retenção de receita de cor azul.

Na avaliação dos parlamentares que aprovaram a lei, a proibição da produção e da comercialização dos inibidores do apetite prejudica milhares de pacientes que necessitam de tratamento para a obesidade, além de estimular a provável ampliação do mercado negro dessas substâncias.

Essas substâncias, anfetaminas inibidoras de apetite, já foram usadas no Brasil por décadas, provocando inúmeros problemas com efeitos colaterais até serem proibidas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), em 2011.

Clique aqui e faça a cotação do seu plano de saúde.
Cuidado com inibidores de apetite!

Antes da proibição, o Brasil chegou a ser campeão mundial em vendas do femproporex. O problema é que esses inibidores do apetite eram receitados por profissionais que não estão preparados para lidar com seus efeitos colaterais, como ginecologistas, ortopedistas, clínicos gerais ou dermatologistas. O médico que poderia receitar esse tipo de medicamento, a rigor, é apenas o endocrinologista.

Quando a Anvisa tomou a decisão de proibir essas substâncias inibidoras do apetite, já existia a conclusão de eram drogas que não haviam demonstrado serem realmente eficazes e que a perda de peso que elas proporcionavam não acontecia para todos os pacientes. Esses efeitos não se mostravam compensadores para o risco dos problemas indesejáveis que causavam. Além disso, depois do emagrecimento, os pacientes engordavam novamente. Médicos sem ética prescreviam fórmulas, buscando efeitos rápidos, com altas doses associadas a hormônios para tireoide, diuréticos, laxantes, calmantes e protetores gástricos, numa mistura perigosa.

A proibição é mundial

Já há algum tempo as três substâncias foram proibidas no mercado farmacêutico de outros países, em que o controle é rigoroso. O mazindol foi proibido nos Estados Unidos e Europa em 1999. A anfepramona é proibida na Europa e o femproporex é proibido na Comunidade Europeia, desde 1999 e nunca foi aprovado nos Estados Unidos.

Que tal cuidar da sua saúde agora? Aproveite e faça a cotação do seu plano de saúde.

Diante desses fatos, será que a Anvisa, ao proibir em 2011, estava errada? Quais seriam os argumentos que fazem com que uma parcela de médicos seja contra a proibição?

É o caso, por exemplo, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia. Algumas razões são de que a obesidade precisa ser tratada e há poucos recursos, sendo que essas drogas são baratas e acessíveis para a população de baixa renda. O uso seria seguro quando prescrito por médicos preparados e sem que sejam associadas a outros medicamentos ou usadas em doses elevadas.

A proibição é mundial

Proibir ou liberar?

Os médicos não chegaram a um consenso, profissionais da área de saúde debateram a questão e ela sempre se mostrou muito complexa. Entretanto, essa decisão precisa ser tomada por médicos da área, mediante a análise de comprovações científicas dos resultados e efeitos colaterais, que possam justificar a proibição ou liberação dos medicamentos. O Dr. Drauzio Varella afirma que, com certeza, não há nenhum preparo entre senadores e deputados para julgar assuntos médicos. A liberação não pode ser feita por lei, somente pode ser decidida pela Anvisa, o órgão competente.

Sem dúvida, há muitas questões urgentes na saúde pública que deveria atrair os esforços dos parlamentares, como a falta de remédios para muitas doenças e as carências no atendimento dos pacientes do SUS. A liberação de drogas que já haviam sido proibidas desautorizou a Anvisa, que é a encarregada oficial de avaliar a segurança e a qualidade dos medicamentos e na qual todos precisam confiar.

O caso da sibutramina, que leva ao derrame e enfarte

O caso da sibutramina, que leva ao derrame e enfarte

A sibutramina, agora liberada para comercialização, mediante receita especial, é um inibidor do apetite e pode, em alguns casos, ajudar a emagrecer. Ela age pela recaptação da serotonina e noradrenalina. O uso excessivo ou por pacientes mais sensíveis, aumenta o risco de doenças cardíacas. Seus efeitos colaterais são graves e podem não compensar o seu resultado no emagrecimento.

Efeitos colaterais da sibutramina:

– Pressão alta e palpitações;

– Boca seca e alterações do paladar;

– Delírios;

– Dor de cabeça;

– Derrame e infarto

– Reações alérgicas em quem toma antidepressivos, xaropes para tosse, medicamentos para enxaqueca ou compostos de lítio e descongestionantes nasais.

– Reações graves em caso de doenças cardíacas, epilepsia, glaucoma ou depressão.

Esses efeitos podem levar à morte e essa foi a razão pela qual a substância foi proibida na Europa. Nos Estados Unidos, a FDA (Agência Federal para Alimentos e Medicamentos, em inglês) também alerta para o risco que a sibutramina representa para quem tem problemas cardíacos. O Laboratório Abbott foi advertido para que controle intensamente esse risco. O Abbott afirma que a droga deve ser administrada com cuidado a pacientes com histórico de hipertensão e não deve ser usada por quem não tem a hipertensão controlada.

A psiquiatra Aline Valente Chaves, do Hospital das Clínicas de São Paulo (FMUSP) adverte para o fato de que medicamentos para emagrecer podem desencadear transtornos psíquicos em pessoas com predisposição ou até piorar um problema já existente. Tanto no caso da sibutramina, quanto com qualquer anfetamina, existe esse risco, porque o paciente com distúrbio mental também ganha muito peso e no tratamento da obesidade essas substâncias somente podem ser prescritas com pequenas doses e muito cuidado. Em pacientes bipolares, por exemplo, a sibutramina pode causar a desestabilização do humor.

Em 2002, o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo (CVS-SP) publicou um alerta terapêutico de que recebeu 29 notificações de reações adversas graves à sibutramina, das quais 11 eram alterações psiquiátricas. O órgão advertiu que existem poucos estudos científicos sobre o efeito da sibutramina como causadora de transtornos psiquiátricos, em indivíduos sem histórico para essas doenças. Também não existiam estudos sobre o agravamento dos distúrbios psiquiátricos em pacientes que já sofriam com esse tipo de problema.

As reações registradas pelo CVS-SP por pacientes que fizeram uso da sibutramina variavam desde distúrbios de conduta, como agressividade, irritabilidade, redução do senso crítico, até a ansiedade extrema, dificuldade de raciocínio, pensamento acelerado, comportamento de risco, agitação, alucinações e inquietação. A conclusão a que se chega é de que são drogas extremamente perigosas, embora lícitas. Somente médicos especialistas podem receitá-las com critério rigoroso e acompanhamento constante.

Compartilhe esse artigo nas redes sociais:
O que você achou deste artigo? Sua avaliação é muito importante para nós!
Por favor, atribua uma nota:

avaliação
Rating

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.