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Cuidadores, a profissão que cresce com a população de idosos

Cuidadores hoje representam novas formas para manter a saúde dos membros da família. No Brasil, é a profissão que mais cresce, entre 2007 e 2017, o número de profissionais aumentou 547%.

A demanda por cursos subiu 84% em 2018 e pode crescer ainda mais depois de Congresso regulamentou a atividade.

A profissão acompanha o aumento da população brasileira de idosos, que o IBGE estima será de mais do que o dobro da atual até 2050, chegando a 40 milhões.

O Plenário do Senado aprovou, no dia 21 de maio deste ano, o projeto de lei que regulamenta a profissão de cuidador de idosos, crianças e pessoas com deficiência ou doenças raras.

PLC 11/2016 seguiu para sanção presidencial.

De acordo com o que foi aprovado, os profissionais deverão ter o ensino fundamental completo, além de curso de qualificação na área, com idade mínima de 18 anos, atestado de bons antecedentes criminais, aptidão física e mental.

A atuação do cuidador poderá se dar em residências, instituições ou comunidades.

A atividade de cuidador poderá ser permanente ou temporária, individual ou coletiva, com o objetivo de facilitar a autonomia e independência da pessoa atendida, buscando sempre o seu bem-estar, alimentação, saúde, higiene pessoal, cultura, recreação, educação e lazer.

Cuidadores, a profissão que cresce com a população de idosos

Imagem: Getty

A tendência de crescimento da profissão já vinha se verificando desde 2007, quando as estatísticas mostraram que havia ocorrido um salto de 5.263 para 34.051, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

O Cebrac – Centro Brasileiro de Cursos teve aumento de 84% na procura pelo curso de formação de cuidadores, em 2018, comparativamente a 2017, ano em que a disciplina foi inaugurada.

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O Cebrac tem unidades em diversos Estados do país.

O mesmo aconteceu com outras escolas de formação profissional, como o Senac – Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial, que relatou um aumento de 40% desde 2015, na procura do curso de qualificação de cuidadores em 45 unidades paulistas da rede.

E o interesse irá crescer ainda mais devido a dois fatores. Primeiramente, o envelhecimento do Brasil.

Segundo o IBGE, o total de indivíduos com mais de 60 anos deve saltar de 9,5% para 21,8% da população, ultrapassando 40 milhões.

O envelhecimento da população não é um fenômeno nacional, mas uma tendência global: segundo a Organização Mundial de Saúde, o número de pessoas acima de 60 anos deve chegar a 2 bilhões em 2050, ou seja, 22% da população mundial.

Para especialistas, a regulamentação da profissão deve motivar novos estudantes e profissionais.

A oferta de oportunidades de trabalho poderá crescer também no setor público, com ambulatórios e hospitais ligados ao SUS (Sistema Único de Saúde).

Prefeituras e Estados poderão criar um maior número de centros de atendimento para idosos, com perspectiva para novos profissionais.

A profissão traz um ganho na qualidade de vida dessa população, com prevenção de doenças, estímulo à autonomia, novos aprendizados sobre alimentação e um tratamento mais humanizado.

Cuidadores, a profissão que cresce com a população de idosos

Imagem: Pixabay

A profissão de cuidador e a saúde

Os cuidadores vêm se constituindo como novos recursos que contribuem para gerenciar a saúde de um membro da família.

Nos Estados Unidos, estudos mostram que já são mais de 40 milhões de pessoas que exercem a função de cuidadores de familiares, uma verdadeira legião de cuidadores.

Entretanto, o trabalho geralmente é exercido sem treinamento e deixa pouco tempo para o autocuidado.

Isso coloca os cuidadores em risco para uma série de problemas físicos, mentais e emocionais, sendo que o estresse é um dos maiores problemas.

Ocorre que os cuidadores estão lutando com a saúde em declínio, porque eles simplesmente não têm tempo para se cuidar, se exercitar ou ir ao médico, segundo a Dra. Suzanne Salamon, associada chefe de gerontologia do Centro Médico Beth Israel Deaconess, afiliado à Universidade de Harvard.

Existem vários tipos de oportunidades educacionais projetadas para ajudar os cuidadores familiares a assumirem seus papéis e administrarem melhor sua própria saúde e uma delas é o aprendizado em sala de aula.

A educação do cuidador familiar está disponível em cursos ou oficinas, em que se participa pessoalmente.

As aulas geralmente são oferecidas por uma escola profissionalizante, hospital, centro de cuidado de idosos ou casa de repouso.

As informações partilhadas com outros cuidadores que enfrentam os mesmos desafios podem ser muito úteis, especialmente quando se trata de encontrar maneiras de lidar com o estresse.

Alguns cuidadores dizem que a única maneira de lidar com o estresse é comparecer a grupos de apoio. Eles compartilham dicas, conselhos, frustrações e camaradagem, segundo a Dra. Salamon.

Cuidadores, a profissão que cresce com a população de idosos

Imagem: Pixabay

Outras formas de treinar

Porque cuidar é um trabalho de vinte e quatro horas, com pouco tempo para descanso, muitas famílias buscam informação para cuidadores na Internet. O Manual do Cuidador Especial de Saúde, publicado pela Escola de Medicina de Harvard, em inglês, contém uma grande quantidade de informações que você pode acessar para sua própria conveniência, como artigos, vídeos, áudios, livros e guias de instruções.

Existe uma organização americana sem fins lucrativos, a Family Caregiver Alliance, que é parte do Centro Nacional de Cuidadores americano, cujo site é uma fonte rica de educação em vídeo para cuidadores e é gratuita.

Tópicos para ajudar os cuidadores e cuidadoras

Há muitos tópicos de aulas, cobrindo todos os fundamentos importantes do cuidado. Por exemplo:

  • gerenciamento de medicamentos;
  • conversando com médicos;
  • ajudando com cuidados pessoais e higiene;
  • transferir alguém de uma cama para uma cadeira e vice-versa;
  • prevenção de escaras;
  • garantir a nutrição para alguém com necessidades especiais;
  • cuidar de alguém com uma doença específica (como doença de Alzheimer, diabetes ou doença cardíaca);
  • lidar com uma emergência.

É possível também encontrar treinamento para abordar os desafios mais sutis do cuidado.

Um assunto importante é como se comunicar com uma pessoa que sofre de demência, por exemplo.

Os cuidadores podem aprender a administrar a ansiedade e o pânico que muitas vezes são expressos por um indivíduo que não compreende mais a linguagem e está procurando uma maneira de expressar desconforto, medo ou desejo, segundo diz Barbara Moscowitz, assistente social geriátrica no Hospital Geral de Massachusetts.

Também existem informações sobre como manter um ente querido com demência em segurança, tanto dentro como fora de casa, mobilidade, perambulação e estratégias para minimizar os perigos.

Cuidadores, a profissão que cresce com a população de idosos

Imagem: Pixabay

É preciso que os cuidadores aprendam autocuidado, a fazer intervalos, ter uma rede de apoio, manter amigos e encontrar um hobby.

Mesmo que talvez seja apenas 10 minutos para fazer alguns exercícios de respiração, caminhar, ou marcar uma consulta num médico, esses cuidados são importantes.

Existem orientações para ‘controle de frustração’, isto porque o cuidador que não cuida de si mesmo pode ficar irritado, está ao lado da pessoa que está cuidando, mas se sente culpado por isso.

É preciso que se tenha ferramentas para gerenciar esse tipo de situação, como cursos sobre meditação, lidar com a fadiga de decisões ou o cuidado com a família.

O cuidador que aprende e recebe treinamento, ao menos aos poucos, terá retorno, com uma chance melhor de manter sua própria saúde e será assim um melhor cuidador.

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