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Esclerose Múltipla, quais são os sintomas e causas

A Esclerose Múltipla – EM é uma doença potencialmente incapacitante do cérebro e do sistema nervoso central. Os sinais e sintomas da EM variam muito e dependem dos danos nos nervos e quais os nervos afetados.

 Na EM, o sistema imunológico ataca a bainha protetora, a mielina, que cobre as fibras nervosas e causa problemas de comunicação entre o cérebro e o resto do corpo.

Eventualmente, a doença pode causar danos permanentes ou deterioração dos nervos.

Algumas pessoas com esclerose múltipla grave podem perder a capacidade de andar de forma independente, enquanto outras podem experimentar longos períodos de melhora, sem quaisquer novos sintomas.

Esclerose Múltipla, quais são os sintomas e causas

Imagem:Mikael Häggström Licença Creative Commons

Não há cura para a esclerose múltipla.

No entanto, os tratamentos podem ajudar a acelerar a recuperação de ataques, modificar o curso da doença e controlar os sintomas, que costumam ser:

Os sinais e sintomas da esclerose múltipla

Esses podem diferir muito de pessoa para pessoa e ao longo do curso da doença, dependendo da localização das fibras nervosas afetadas.

Os sintomas geralmente afetam o movimento:

  • Dormência ou fraqueza em um ou mais membros, que normalmente ocorre em um lado do corpo de cada vez, ou nas pernas e tronco.
  • Sensações de choque elétrico que ocorrem com certos movimentos do pescoço, especialmente dobrando o pescoço para a frente (sinal de Lhermitte)
  • Tremor, falta de coordenação ou marcha instável
  • Problemas de visão também são comuns, incluindo:
  • Perda parcial ou total da visão, geralmente em um olho de cada vez, geralmente com dor durante o movimento dos olhos
  • Visão dupla prolongada
  • Visão embaçada

Os sintomas de esclerose múltipla também podem incluir:

– Fala arrastada

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– Fadiga

– Tontura

– Formigamento ou dor em partes do corpo

– Problemas com a função sexual, intestinal e da bexiga

É preciso consultar um médico se você tiver algum dos sintomas acima por razões desconhecidas.

A maioria das pessoas com EM tem um curso de doença remitente-recorrente.

Eles experimentam períodos de novos sintomas ou recaídas que se desenvolvem ao longo de dias ou semanas e geralmente melhoram parcial ou completamente.

Essas recidivas são seguidas por períodos de melhora da doença que podem durar meses ou mesmo anos.

O agravamento dos sintomas geralmente inclui problemas de mobilidade e marcha.

A taxa de progressão da doença varia muito entre pessoas com esclerose múltipla secundária progressiva.

Algumas pessoas com EM experimentam um início gradual e uma progressão constante de sinais e sintomas.

Causas da EM

A causa da esclerose múltipla é desconhecida. É considerada uma doença auto-imune em que o sistema imunológico do corpo ataca seus próprios tecidos.

No caso da EM, esse mau funcionamento do sistema imunológico destrói a substância gordurosa que reveste e protege as fibras nervosas do cérebro e da medula espinhal, a mielina, que pode ser comparada ao revestimento de isolamento em fios elétricos.

Quando a mielina protetora é danificada e a fibra nervosa é exposta, as mensagens que viajam ao longo desse nervo podem ser retardadas ou bloqueadas.

O nervo também pode se danificar.

Não está claro para a medicina porque a EM se desenvolve em algumas pessoas e não em outras.

Uma combinação de fatores genéticos e ambientais parece ser responsável, tais como:

Fatores de risco

– Fatores podem aumentar o risco de desenvolver esclerose múltipla:

– Idade. EM pode ocorrer em qualquer idade, mas geralmente afeta pessoas entre as idades de 16 e 55 anos.

– Sexo. As mulheres têm de duas a três vezes mais chances do que os homens de ter EM.

– História de família. Se um de seus pais ou irmãos teve EM, você está em maior risco de desenvolver a doença.

– Certas infecções. Uma variedade de vírus tem sido associada à EM, incluindo o vírus que causa a mononucleose infecciosa.

– Etnia. Os brancos, particularmente os descendentes do norte da Europa, estão em maior risco de desenvolver EM. Pessoas de ascendência asiática, africana ou indígenas têm o menor risco.

– Clima. A EM é muito mais comum em países com climas temperados do que climas tropicais.

– Vitamina D. Ter baixos níveis de vitamina D e baixa exposição à luz solar está associado a um maior risco.

– Certas doenças auto-imunes. Você tem um risco ligeiramente maior de desenvolver EM se tiver doenças da tireoide, diabetes tipo 1 ou doença inflamatória intestinal.

– Fumar. Fumantes são mais propensos do que os não fumantes.

Complicações

Pessoas com esclerose múltipla também podem desenvolver:

– rigidez muscular ou espasmos

– Paralisia, tipicamente nas pernas

– Problemas com bexiga, intestino ou função sexual

– Alterações mentais, como esquecimento ou alterações de humor

– Depressão

– Epilepsia

No Brasil, estudo indica o perfil dos portadores da esclerose múltipla

Uma pesquisa com 1724 pessoas portadoras da doença mostra quais são as consequências físicas, psicológicas e sociais que recaem sobre o paciente.

A pesquisa, com o título de As Múltiplas Faces da Esclerose Múltipla, teve como objetivo descobrir o que poderia ser feito para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

O trabalho foi realizado pela revista SAÚDE e a área de Inteligência de Mercado do Grupo Abril, com o patrocínio da Biogene e a parceria da AME – Amigos Múltiplos pela Esclerose.

Os participantes da pesquisa foram 1724 pacientes brasileiros, o que representa cerca de 10% dos portadores da doença em tratamento no país, entre os quais 79% eram mulheres e 21% homens.

Quando ao exercício de atividade remunerada, 59% estavam trabalhando e 41% estavam afastados de suas atividades.

Dentre os entrevistados, a maioria (56%) levou menos de um ano para ser diagnosticada, 18% teve uma demora de um a dois anos, 9%, de três a quatro anos, 3% com uma demora de cinco anos e 14% teve um tempo de mais de cinco anos para ser diagnosticado.

O projeto utilizou questionários respondidos pela internet, para conhecer os efeitos físicos, psicológicos e sociais, além de obter informações sobre a relação com o médico, os medicamentos utilizados e a infraestrutura de assistência à saúde.

Ao final demonstrou pontos positivos e avanços, mas também apontou lacunas e desafios que para um melhor convívio com a esclerose múltipla, problema de saúde que mais atinge adultos jovens no mundo.

Segundo Paula Prado Kfouri, diretora da AME, é importante compreender que cada pessoa convive de forma particular com a esclerose múltipla.

Por isso é urgente o diagnóstico precoce para se encontrar um tratamento individualizado, importante para aumentar as chances de que os pacientes possam se manter produtivos, apesar das deficiências.

Segundo os resultados da pesquisa, os pacientes sentiram medo, o principal sentimento após o diagnóstico da doença (46%), além de aceitação (34%) e fé (34%).

Após o diagnóstico, a maioria (76%) passou a pesquisar na internet para obter maiores informações sobre a doença.

O estudo demonstrou que a atitude do médico quando faz o diagnóstico da esclerose múltipla influencia o comportamento do paciente diante da doença e com relação ao tratamento.

Ficou demonstrado que quando o médico acolhe o paciente e lhe dá explicações claras, o paciente da esclerose múltipla tem mais facilidade em desenvolver uma visão positiva dos seus desafios e do tratamento.

Os pacientes costumam ter uma boa relação com os médicos e a avaliação que fizeram sobre esses profissionais foi positiva.

Em 82% dos casos, o médico foi atencioso e respondeu a maior parte das dúvidas dos pacientes, explicando o que poderiam esperar do tratamento, 76% dos entrevistados relataram que os médicos explicaram detalhadamente o que é a esclerose múltipla e 62% dos médicos, além do tratamento, deram orientações sobre como conviver melhor com o problema.

Os sintomas físicos relatados como os que mais atrapalham a sua qualidade de vida, foram:

-Fadiga – a sensação de cansaço extremo, que é a manifestação mais intensa da doença, com impacto na qualidade de vida relatado por 63% dos entrevistados.

– Falta de equilíbrio – relatado por 24% dos portadores da doença.

– Fraqueza muscular – queixa de 22% dos entrevistados.

– Dormência e/ou formigamento

Os sintomas relatados reforçam a necessidade da criação de centros especializados para um cuidado global do paciente, que inclua equipes multiprofissionais para dar suporte médico, psicológico, fisioterápico e de enfermagem, segundo indicou a pesquisa.

A baixa autoestima, o isolamento social e a sensação de medo, que aparecem comumente após o diagnóstico e nos momentos dos surtos do problema, mostram que há a necessidade de receber atenção psicológica no cotidiano.

De acordo com os resultados, após o diagnóstico os pacientes procuram mais:

– Adotar uma alimentação mais saudável e equilibrada

– Trocar experiências sobre a doença e seu dia a dia nas redes sociais

– Experimentam mais gratidão pelos momentos felizes

– Buscam a espiritualidade

– Têm mais vontade de aproveitar a vida

– Buscam o convívio social com amigos e parentes

O apoio da família e dos amigos é considerado a principal forma de sustentação da qualidade de vida, seguido pela religião e espiritualidade.

Os laços sociais fortalecidos parecem incentivar a adesão às orientações dos médicos, já que muitos admitem não seguir todas as orientações recebidas no consultório.

Os efeitos colaterais das medicações, aplicações injetáveis e outras dificuldades do tratamento fazem que haja a tendência de não seguir as recomendações médicas.

Felizmente, a maioria, 93% dos pacientes declarou que conta com o apoio familiar.

Regina Di Ciommo

Mestre e Doutora em Sociologia pela UNESP, pesquisadora na área de Ecologia Humana e Antropologia, Desenvolvimento e Sustentabilidade Ambiental, foi professora em cursos superiores de Sociologia e Direito, nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Bahia.

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