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Como escolher o melhor plano de saúde para autismo

A contratação de um plano de saúde é um dos pontos mais importantes para famílias que possuem pessoas com autismo, principalmente quando falamos de escolher o melhor plano de saúde para autismo.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA), conhecido popularmente como autismo, é um distúrbio neurológico que impacta diretamente no desenvolvimento do indivíduo, principalmente por afetar o processamento de informações pelo cérebro.

Normalmente, é possível perceber alguns sintomas, como por exemplo, o comprometimento da linguagem e da comunicação, comportamento repetitivo e até mesmo dificuldade em socializar.

Mas, afinal, como escolher o melhor plano de saúde para autismo e garantir o acesso à saúde e ao tratamento adequado?

Plano de saúde para autismo

Imagem: Pixabay/ArtsyBee

Existem planos com cobertura para o Transtorno do Espectro Autista (TEA)?

Primeiramente, é importante dizer que existem sim planos de saúde com cobertura para o tratamento do autismo, e que a própria Agência Nacional de Saúde (ANS) informou sobre a questão das sessões e especialidades a que a família tem direito.

Segundo a ANS, os beneficiários de planos de saúde que possuem autismo têm direito a um número ilimitado de sessões em diversas especialidades, como por exemplo, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e fisioterapeutas.

Ou seja: todo e qualquer plano de saúde deve oferecer a cobertura ilimitada destas especialidades, garantindo a igualdade dos direitos das pessoas com deficiência em todo o país.

Além disso, a própria lei nº 9656/1998, que dispõe sobre os planos de saúde, afirma que a cobertura do tratamento é obrigatória, já que entende o autismo como um subtipo de Transtornos Globais de Desenvolvimento.

Inclusive, a lei ainda prevê que caso o plano de saúde se recuse a oferecer o tratamento multidisciplinar, limitar as sessões de terapia ou ainda negar atendimento, o beneficiário do plano de saúde pode entrar com ação judicial para requerer o tratamento completo.

Além disso, o próprio Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) afirma que em casos de ação judicial, o plano de saúde tem até 24 horas para dar continuidade ao tratamento da pessoa diagnosticada com autismo.

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Qual seu tipo de plano?

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O TJDFT também afirma que o plano deve, sem limitação de prazo e número de sessões, custear todo o tratamento, e até mesmo o reembolso de valores em casos de serviços negados.

Portanto, o suporte e a cobertura do atendimento para pessoas com autismo são obrigatórios aos planos de saúde.

Qual o melhor plano de saúde para autismo?

Nesse sentido, você deve estar se perguntando: qual o melhor plano de saúde para autismo?

Bem, não existe um plano de saúde que seja específico para o tratamento, porém, é essencial estar atento aos detalhes dos planos de saúde disponíveis no mercado.

Por isso, um bom plano de saúde é aquele que cumpre com o proposto pela ANS, oferecendo o suporte nos tratamentos e evitando a burocracia de filas de espera, agendamentos demorados ou sem data próxima.

Além disso, é importante que você verifique junto à operadora quais as especialidades disponíveis no plano, sempre verificando se ele atende à sua necessidade e dá total suporte às pessoas autistas.

Por isso, avalie se o convênio médico possui na rede credenciada profissionais como psicólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e fonoaudiólogos, além de médicos neurologistas, para poder acompanhar todo o tratamento e dar um maior suporte.

Principais desafios ao escolher um plano de saúde

Mesmo com o plano de saúde, ainda existem algumas dificuldades que podem ser enfrentadas ao longo do tratamento.

Assim, os principais desafios ao escolher um bom convênio médico e obter atendimento estão relacionados à prática da saúde em si, principalmente quando falamos do preparo das clínicas e dos profissionais para atender esta especialidade.

Nesse sentido, podemos listar como as principais dificuldades quando falamos de plano de saúde:

  • Filas de espera que parecem ser infinitas;
  • Período de carência, o que impossibilita o acesso à algumas especialidades, exames e tratamentos;
  • Despreparo de algumas clínicas e profissionais para lidar com o autismo;
  • Limitações no atendimento, principalmente no que se trata da psicoterapia ABA.

No caso da psicoterapia, existe um problema que dificulta o acesso à saúde, pois os planos de saúde afirmam que não oferecem a psicoterapia pelo fato dela não estar listada no rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde (ANS).

Em contrapartida, a ANS afirma que a psicoterapia ABA não está incluída de forma específica pelo fato do procedimento já estar incluso dentro da própria psicoterapia.

Por isso, é essencial verificar todos os detalhes antes de escolher o seu plano de saúde, para não ter problemas futuros.

E lembre-se: a cobertura de todo o tratamento para pessoas com autismo é obrigatória e está prevista em lei!

Jeniffer Elaina da Silva

Redatora especialista em saúde e planos de saúde. Jeniffer já escreveu mais de mil artigos sobre saúde para o Planodesaude.net e publicou o ebook Cuide de Sua Saúde. Atualmente, cursa Gestão de Seguros e é formada em Marketing com pós em Administração na FGV. Possui também um curso técnico em Direito do Seguro.

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