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O melhor remédio antidepressivo está na geladeira

As pesquisas científicas demonstram que a inflamação está presente nas doenças psiquiátricas. A nutrição equilibrada é a maneira mais eficaz para afastar a possibilidade de desenvolver ansiedade e depressão.

Se você nota que está com sintomas de ansiedade e depressão ou estados passageiros de tristeza sem explicação aparente, precisa saber que os melhores antidepressivos e ansiolíticos podem estar na sua geladeira.

São constatações que estão sendo feitas por psiquiatras que tratam esses problemas.

O melhor remédio antidepressivo está na geladeira

Imagem: Pixabay

Isso pode parecer estranho, mas a cada dia está se tornando evidente que a qualidade nutricional dos alimentos é um elemento muito mais importante do que até agora vinha sendo considerado para o equilíbrio da saúde mental.

De maneira geral, os benefícios que uma boa dieta e nutrição trazem à saúde, evitando doenças digestivas, cardiovasculares e endócrinas, já são amplamente conhecidos.

Esse tipo de informação vem sendo difundida de forma insistente não somente pelos médicos conscientes, mas também pela mídia, escrita e digital.

No entanto, no campo da psiquiatria, somente nos últimos anos aumento o número de pesquisas que mostram que a alimentação tem um papel crucial não só em nossa saúde física como também na mental.

Podemos afirmar até mesmo que a felicidade está no prato, se levarmos em consideração que a depressão é uma das doenças causadas pela má qualidade nutricional da dieta.

Inflamação é o que une doença à dieta

Inflamação é o que une doença à dieta

Imagem: Pixabay

A comida está relacionada a certos estados emocionais.

Todos sabem que em momentos de ansiedade ou se assalta a geladeira e se come sem parar ou simplesmente não se consegue comer.

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Muitos buscam o tratamento para a tristeza em sorvetes e chocolates, o que se tornou conhecido até em filmes com enredos de decepções amorosas.

São tantas evidências no dia a dia das pessoas comuns que os pesquisadores científicos começaram a indagar sobre as explicações nutricionais para a doença mental e acabaram por encontrar informações muito interessantes.

Segundo médicos da Universidade de Valência, na Espanha, especialmente o professor Vicent Balanzá, da Sociedade Internacional para a Pesquisa em Psiquiatria Nutricional, pessoas com depressão ou diabetes sofrem de inflamação crônica sistêmica leve.

Segundo ele, não há muita diferença, em níveis moleculares, entre as mudanças que ocorrem no organismo dos pacientes com diabetes e os pacientes com doenças psiquiátricas, como depressão e esquizofrenia.

Essa observação significa que quando corrigimos a inflamação através da dieta e da nutrição, também podemos beneficiar os que sofrem de problemas emocionais e psiquiátricos, melhoram as perspectivas das pessoas que sofrem.

Afinal, não existe separação real entre cérebro, mente e corpo, afirma o pesquisador.

Portanto, médicos e pesquisadores em todo o mundo estão trabalhando em colaboração para conhecer melhor as relações entre nutrientes e a mente e o novo conhecimento adquirido está sendo chamado de psiquiatria nutricional.

Um dos seus representantes mais importantes é o agricultor e psiquiatra da Universidade Columbia, em Nova York, Estados Unidos, Dr. Drew Ramsey, que explica que a dieta deficiente é um dos principais fatores que contribuem para a depressão.

O melhor remédio antidepressivo está na geladeira

Imagem: Pixabay

Um dos trabalhos recentes sobre os efeitos da nutrição na saúde mental, que reuniu cientistas de todo o mundo, descobriu que a manutenção de uma dieta saudável, destacando-se a dieta mediterrânea tradicional, além de evitar alimentos que provocam inflamação mostrou dar certa proteção contra a depressão, conforme suas observações.

Essa constatação fornece uma base razoável para avaliar a importância da dieta para prevenir a depressão.

Segundo a psiquiatra especialista em medicina legal e transtornos de vícios, a Dra. Paula Vernimmen, o campo da psiquiatria nutricional está crescendo e evidencia muitas consequências e correlações entre o que comemos e o modo como nos sentimos e nosso comportamento como nos comportamos.

Esse é um tema que vem ganhando força e demonstra que podemos melhorar nossa saúde mental mudando a alimentação.

Até podemos nos questionar se existem alimentos que nos fazem felizes.

Mais do que um milagre, o importante é a dieta

O professor Vicent Balanzá alerta para o fato de que a relação entre os nutrientes e a depressão é muito complexa e talvez não tão direta como pode parecer.

O que acontece é que existem outros fatores no desenvolvimento da doença mental, como por exemplo, as diferenças genéticas entre os indivíduos, que levam a que os déficits nutricionais repercutam com mais ou menos força no risco de se adoecer.

O que os médicos estão aprendendo é que, mais relevante à saúde mental é o padrão dietético, e não simplesmente um único alimento e ou um nutriente específico.

O que parece mais influir no cérebro é a diversidade e a harmonia entre eles, para manter a linda música que é a saúde.

Mais do que um milagre, o importante é a dieta

Imagem: Pixabay

Enquanto a dieta mediterrânea pode ter efeitos preventivos e terapêuticos sobre a depressão, uma dieta inadequada pode piorar seus sintomas.

Isso acontece especialmente no caso das dietas hipercalóricas e pobres em nutrientes, quando se consome produtos ultraprocessados e “fast food”, confirma o professor Balanzá.

A dieta mediterrânea é um exemplo de alimentação que traz nutrientes fundamentais para o cérebro, tais como minerais, vitaminas, ácidos graxos essenciais e aminoácidos.

São nutrientes importantes porque têm efeitos antioxidantes, anti-inflamatórios e neuroprotetores, cuja ação neutraliza melhor os efeitos negativos do estresse.

Segundo o especialista, a carência de nutrientes essenciais tem consequências no cérebro das pessoas em geral.

O déficit de vitaminas, como o folato e a vitamina B12, está relacionado ao estado de ânimo depressivo e a deterioração cognitiva, ou seja, a incapacidade de aprender.

Um trabalho de 2015 publicado na BMC Medicine mostrou que os cientistas observaram os efeitos de uma ingestão menor de alimentos ricos em nutrientes e uma grande quantidade de comida pouco saudável associadas a um menor volume do hipocampo esquerdo do cérebro.

O estudo demonstrou pela primeira vez que a qualidade da dieta pode afetar as estruturas cerebrais.

Dietas erradas e muito rigorosas

Dietas erradas e muito rigorosas

Imagem: Pixabay

Outro exemplo do efeito da dieta sobre o estado emocional é o das dietas muito rigorosas, que privam as pessoas de vários alimentos.

Depois de algum tempo elas ficam deprimidas e ansiosas por comida.

Qualquer acontecimento negativo detona a vontade de comer compulsivamente.

A compulsão alimentar, por outro lado, é um conflito psíquico.

Você come descontroladamente buscando um pouco de prazer, tentando aliviar alguma dor.

Você consegue ter esse bem estar por alguns momentos, mas rapidamente a tristeza volta e assim a necessidade de comer novamente, de uma forma semelhante à dependência química.

O risco de depressão pode ser diminuído em até 35%

Descobertas estão sendo feitas pela psiquiatria nutricional e são surpreendentes.

Como por exemplo, que as pessoas que seguem dietas ricas em verduras, frutas e grãos integrais, peixes e mariscos, com poucas quantidades de carnes magras e laticínios, têm risco mais baixo de depressão, da ordem 25% a 35%.

Os hábitos que podem estimular os sintomas de ansiedade são a má hidratação, o consumo de álcool, da cafeína e o cigarro.

Picos altos de glicose no sangue, quando se ingere muito açúcar podem levar a uma crise de ansiedade igual a um ataque de pânico.

Períodos muito prolongados sem comer levam a hipoglicemia, que estimula sintomas de depressão.

No entanto, é bom saber que apenas melhorar a dieta, sem o acompanhamento de outros hábitos e estilo de vida, por si só não irá curar todos os transtornos mentais.

É preciso ficar alerta contra falsas promessas.

Mas a psiquiatria nutricional está ocupando espaços e construindo uma nova narrativa sobre a saúde mental.

Regina Di Ciommo

Mestre e Doutora em Sociologia pela UNESP, pesquisadora na área de Ecologia Humana e Antropologia, Desenvolvimento e Sustentabilidade Ambiental, foi professora em cursos superiores de Sociologia e Direito, nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Bahia.

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