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Os preços dos planos de saúde no Brasil não param. Onde vai parar nossa saúde?

Os preços dos planos de saúde tiveram um reajuste acima dos 13% nos últimos anos. E nós, consumidores, como pagamos por isso?

Os preços dos planos de saúde no Brasil não param. Onde vai parar nossa saúde?

Quando as pessoas pensam em se cuidar logo imaginam ter um serviço de assistência médica, mas ao verem os preços dos planos de saúde acabam desistindo.

Eu tenho uma preocupação quando o assunto é saúde, isso porque sei que posso ficar doente a qualquer momento. Só que as vezes eu acho que vou ficar doente apenas pelo valor que vem na fatura do meu plano.

Estava organizando as minhas contas e lembrei que no mês de junho o meu plano de saúde deve sofrer reajustes, pois a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) permite que isso ocorra uma vez ao ano.

Até então tudo bem, eu sei que o preço de tudo sobre por causa da inflamação, mas quando veja o percentual de reajuste na área de saúde ele não condiz com a realidade.

Fiz um pesquisa para saber se eu estava achando que os aumentos eram muito altos e acabei descobrindo que não. Fiz uma tabela comparando a inflação dos anos e o percentual de reajuste dos planos. Veja.

Ano IPCAReajuste dos planos
20135,919,04
20146,419,65
201510,6713,55
20166,2913,57
20172,9513,55
20183,6*10%/13%**
*Projeção do Banco Central
**Pretensão das operadoras de saúde

Os valores reajustados sempre ficam muito acima da inflação e vale lembrar que esses percentuais são apenas para planos individuais ou familiares.

Quem possui um plano empresarial ou coletivo não tem o percentual de reajuste regulamentado pela ANS, isso ocorre em acordo entre operadoras e contratantes do serviço.

Na verdade o valor meio que é imposto pelas operadoras e se a empresa quiser continuar com o benefício ela precisa pagar.

Nesses casos os reajustes podem chegar a 46% de uma mensalidade para outra, o que seria bastante pesado para o consumidor.

Se pensarmos que dos cerca de 47 milhões de planos de saúde no Brasil, apenas 8 milhões são individuais, a grande parte das pessoas que utiliza esse serviço pode sofrer um reajuste bastante alto e que não sofre regulamentação.

Como se não bastasse o reajuste anual, ainda existe o por faixa etária, quanto mais velha a pessoa maior é o valor pago pelo plano.

Apesar de ter uma certa explicação, fica cada vez mais inviável pagar por um plano na velhice.

As pessoas com mais idade precisam de mais cuidados médicos, só que o valor cobrado de um plano de uma pessoa de 59 anos ou mais é altíssimo.

Assim, a pessoa paga o plano de saúde a vida inteira e quando mais precisa dele, não o tem por questões financeiras.

A justificativa para o aumento dos planos

Quando eu tento encontrar a justificativa para esses aumentos fico ainda mais confusa. Estava vendo em uma reportagem que a inflamação médica de 2017 foi de 17,91%, bem acima da inflação.

Já o preço dos remédios não subiu tanto, foi em torno de 4,76%.

Eu me pergunto o motivo que levaram os serviços médicos a terem um reajuste tão grande e as vezes eu penso que se não tivesse um plano de saúde talvez acabasse pagando bem mais por uma consulta ou exame particular.

Mas, na verdade, eu acho que não tem uma justificativa boa para esses aumentos. O que eu penso é que se os valores não fossem tão abusivos, não teria aumentando muito o número de planos de saúde cancelados nos últimos anos.

Pagar os preços dos planos de saúde x serviço de saúde público

Com valores tão altos, vale a pena a gente pensar bem antes de contratar um plano de saúde por conta do valor.

Tudo bem que eles oferecem uma rede ampla de atendimento, você paga uma mensalidade e as vezes um valor de coparticipação, conseguindo fazer uma projeção dos seus gastos.

Mas, e se eu utilizasse o SUS? Já me perguntei isso aí eu lembro das filas para ser atendido, da falta de médicos, da falta de materiais e acabo me perguntando se não morreria na fila de espera como milhões de brasileiros.

Os serviços públicos estão sucateados e por mais que existe uma ou outra instituição de saúde com um bom atendimento e tecnologia de ponta, sabemos que essa não é a realidade da grande maioria.

Por isso, eu ainda acho vantagem ter um plano de saúde, pelo menos vou conseguir atendimento quando eu precisar, mas sei que isso vai pesar no meu bolso.

Só que pense comigo. Melhor pagar uma mensalidade de R$ 400,00 que me garanta acesso à consultas e exames, ficar em uma fila de espera sem previsão para atendimento ou pagar R$ 1.200,00 para realizar esses procedimentos de forma particular?

Quando eu faço essa reflexão ainda acredito que seja mais vantagem pagar os preços dos planos de saúde do que ficar doente.

O problema é que muita gente não tem condições, imagine quem recebe um salário-mínimo para sustentar uma família. Com menos de R$ 1.000,00 por mês como pagar um plano?

É por isso que o brasileiro está doente, não tem condições de se cuidar por falta dinheiro.

Eu assim como muitas pessoas continua pagando os preços dos planos de saúde, mas com um reajuste anula médio de 13% e um aumento de salário em torno de 3% a 4%, não sei até quando isso será possível.

Então fica a dúvida. Depois que eu não conseguir mais pagar os preços dos planos de saúde como ficará a minha situação? Vou ser mais uma pessoa na fila do SUS desesperada por atendimento?

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