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Saiba como funciona o Sistema Nacional de Transplantes

O Brasil tem o maior sistema público de transplantes do mundo, o Sistema Nacional de Transplantes, que coordena a captação, distribuição e transporte de órgãos para transplante.

De acordo com o Ministério da Saúde, 87% dos transplantes de órgãos no país são realizados pelo SUS. Em 2016, foram 24.958 transplantes realizados e desde 2000 foram 335 mil transplantes, o maior número do mundo.

 

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O atendimento, no entanto, não consegue atender às necessidades de todos que necessitam de um transplante. Há longas filas de espera para receber um rim, fígado ou pâncreas.

As filas de espera para transplante

O Sistema Nacional de Transplantes (SNT), por meio de um sistema informatizado centralizado, administra as filas de espera específicas para cada órgão. As filas não são organizadas por ordem de chegada, mas os critérios seguem condições médicas, de acordo com a gravidade da doença, compatibilidade dos grupos sanguíneos e tempo de espera.

As pessoas que esperam por um transplante precisam aguardar até que surja um doador com o seu tipo sanguíneo. O tipo sanguíneo do doador é que determina a prioridade de quem vai receber, compatível com o seu tipo.

A gravidade do estado de saúde do paciente é o fator que determina também o seu tempo de espera. Os pacientes em estado mais grave tem preferência. De acordo com os exames laboratoriais do doente, por exemplo, é possível medir através de um teste, o Model for End-stage Liver Disease, (Meld), o grau de risco de morte de um paciente que necessita transplante de fígado.

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No caso do rim, depois de retirar o órgão do doador, são feitos exames laboratoriais, que possibilitam que os médicos analisem as pessoas candidatas ao transplante e decidem quem será o receptor, com base nos resultados de compatibilidade.

O tempo de espera também é relevante, mas há condições que são levadas em conta, como por exemplo, se o paciente é diabético. Há uma escala de pontuação, segundo os diversos fatores agravantes e os receptores com mais pontuação recebem o órgão. A posição do paciente na lista de prioridades se modifica conforme o órgão que é conseguido para doação, levando em conta as diversas compatibilidades. 

Fígado, coração e rim foram os órgãos mais transportados pela FAB.

Imagem: Fígado, coração e rim foram os órgãos mais transportados pela FAB.

As pessoas que necessitam de um transplante devem estar inscritas no Cadastro Técnico Único. O sistema é nacional, mas dá prioridade para a distribuição regional. Isto porque o deslocamento e transporte são mais viáveis se o doador e o receptor forem do mesmo Estado da federação. Quanto mais rápido for o transporte, mais sucesso haverá no transplante.

Cada órgão tem um tempo de isquemia, isto é, um prazo determinado em que resiste sem irrigação sanguínea fora do corpo, em condições de resfriamento, além do qual não poderá mais ser utilizado. Reproduzimos abaixo a tabela do Ministério da Saúde para os prazos em que deve ser feita a retirada do órgão do corpo do doador e o prazo em que poderá ser transplantado no corpo do receptor:

O importante papel da família para o transplante

Apenas os parentes podem autorizar a doação e para isso precisam assinar o termo de consentimento. Mensagens por escrito deixadas pelo doador não são consideradas para a retirada dos órgãos. Qualquer cidadão precisa comunicar à sua família que deseja doar seus órgãos, para que isso possa ser eventualmente realizado. Desde 2001, a doação autorizada pela família foi incorporada à legislação. A equipe médica é incumbida de realizar uma entrevista com a família, aplicando um questionário para investigar o histórico clinico e hábitos do paciente doador.

Órgãos chegando para a cirurgia de transplante

Imagem: Órgãos chegando para a cirurgia de transplante

No entanto, o número de famílias que não autorizam a doação de órgãos de parentes com diagnóstico de morte encefálica, porém, está crescendo no Brasil. Em sete anos, a taxa de recusa familiar dobrou, saltando de 22% em 2008 para 44% em 2015, segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO).

A Escola Paulista de Enfermagem, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) procurou pesquisar as razões da recusa familiar. O estudo apontou os principais  motivos: é que uma grande parte das famílias não entende o conceito de morte encefálica (21%), um grande número é afetado pelo entrave causado por crenças religiosas (19%). Entretanto, um bom número de recusas (19%) foi motivado pela falta de competência técnica da equipe hospitalar em criar empatia durante a entrevista, na qual a doação é solicitada aos familiares. As famílias poderiam ser motivadas se abordagem da equipe fosse diferente.

Um grande número de famílias pesquisadas (43%) declarou que o tempo que lhes foi dado para que tomassem a decisão foi insuficiente. Apesar da pressa nos trâmites para o transplante, porque os órgãos têm um curto prazo de vitalidade, o contato com as famílias, feito por médicos ou enfermeiros e enfermeiras precisa ser feito de forma respeitosa e esclarecedora, segundo a coordenadora do estudo. Muitas vezes a abordagem é feita de forma fria e até brutal, sem respeitar o momento da tragédia de quem perdeu ou vai perder um ente querido.

Entre 2008 e 2012, segundo a pesquisa, aproximadamente 21 mil famílias se recusaram a doar os órgãos de parentes. Se cada doação possibilitasse o aproveitamento de quatro órgãos, 67 mil doentes teriam sua vida salva por transplantes nesse período.

O público que foi entrevistado tinha grau de instrução bastante diversificado, sendo que 29% tinham o ensino fundamental, 33% o ensino médio, 36% concluíram a faculdade e 2% tinham doutorado. A pesquisa indicou que, mais do que o grau de escolaridade, o mais importante, independentemente de compreenderem ou não a morte encefálica, é o modo como a família é tratada pelos profissionais da saúde.

O estudo concluiu que é preciso investir em treinamento dos profissionais que trabalham com a captação dos órgãos, que precisam passar por cursos de comunicação para essa situação crítica, como já acontece no estado de Santa Catarina. Em curso oferecido pela Secretaria Estadual da Saúde, os profissionais aprendem a se comunicar com a sensibilidade dos familiares e a se colocarem à disposição para o esclarecimento de dúvidas.

Correndo contra o tempo

A Central Nacional de Transplantes (CNT), quando recebe uma informação de central estadual sobre a existência de órgão em condições clínicas para o transplante, aciona as companhias aéreas para verificar a disponibilidade logística. No caso de haver um voo disponível, os aviões comerciais levam o órgão ao destino. Não existindo essa compatibilidade, a Central entra em contato com a FAB, para a captação e transporte do órgão.

Transporte de rins, pâncreas e fígado para transplantes, de Rio Branco (AC) para São Paulo

Imagem: Transporte de rins, pâncreas e fígado para transplantes, de Rio Branco (AC) para São Paulo

O transporte dos órgãos precisa ocorrer em uma caixa térmica que mantenha temperaturas entre 2 a 8°C. Abaixo dessa temperatura, o órgão pode congelar, se tornando impraticável o transplante. Qualquer impacto mecânico também pode danificar o órgão.

O transporte realizado pela Força Aérea Brasileira – FAB torna possível o pouso em pistas de aeroportos menores, o que torna o processo mais viável e ágil. Desde junho de 2016 até junho de 2017 a FAB transportou 275 órgãos para transplantes, depois que um decreto da Presidência da República determinou que sempre exista em Brasília uma aeronave à disposição do transporte de órgãos doados.

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