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Surto de febre amarela faz vítimas em São Paulo

A febre amarela silvestre assusta a população do Estado de São Paulo. 21 pessoas morreram até o início do ano. A vacina fracionada será distribuída em fevereiro de 2018. 

Somando-se as vítimas que faleceram pela doença em 2017 e até o dia 12 de janeiro de 2018, o número de mortos no estado era de 21, de acordo com Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo. Um total de 40 casos da doença foi confirmado. Os principais municípios afetados são Mairiporã, Atibaia e Itatiba e as vítimas haviam sido infectadas na região de residência.

Surto de febre amarela faz vítimas em São Paulo

De acordo com o órgão estadual da saúde, não há registro de febre amarela urbana no Brasil desde 1942. A febre amarela silvestre origina-se no ambiente de matas e os macacos bugios são os hospedeiros do vírus, sendo suas primeiras vítimas fatais. Desde 2016 até 2018, 2,5 mil desses primatas morreram, sendo que os testes do Instituto Adolfo Lutz foram positivos para febre amarela em 617 animais. A maioria dos casos, 61,5%, ocorreu na região de Campinas, SP.

Febre amarela silvestre ataca os bugios

Surto de febre amarela faz vítimas em São Paulo

Imagem: Revista Pesquisa

A febre amarela é uma infecção aguda provocada pelo Flavivirus (VFA) transmitido pelas fêmeas de mosquitos Aedes (aegypti e albopictus) e Haemagogus, que são endêmicos ou nativos das regiões tropicais da América do Sul e da África. A febre amarela pode ser do tipo silvestre ou urbana. No ciclo silvestre, nas áreas de mata, o vetor da febre amarela é principalmente o mosquito Haemagogus. Nas áreas urbanas, a transmissão ocorre através do Aedes aegypti, da mesma forma que a dengue, a zika e a chikungunya.

Os bugios são primatas do gênero Alouatta, que vivem no Brasil em diferentes regiões. Apresentam características diversas, em seis ou sete espécies, conforme o local em que habitam, mas em comum têm a cauda preênsil, que ajuda seus movimentos nas copas das árvores, têm pelos compridos no queixo, como barbas e emitem um ronco forte para se comunicar com seus companheiros. Nos estados do Sul e sudeste são chamados de bugios, no Centro-oeste são barbados e no Norte e Nordeste são os guaribas.

Bugios são injustamente acusados de serem responsáveis pela doença

Imagem: Revista Pesquisa

Os macacos, nas florestas, como também os seres humanos, são infectados pelo mosquito, que é o vetor da febre amarela. Os bugios não são portadores do vírus, são suas primeiras vítimas e, na maioria dos casos, morrem pela doença. Os que conseguem sobreviver ficam imunizados. A febre amarela tem feito muitas vítimas entre os primatas, que são injustamente acusados de transmitirem o vírus.

A população desinformada acredita que os macacos são portadores do vírus e os persegue matando. Entretanto, eles não possuem os vírus em sua corrente sanguínea, porque a doença dura no máximo um período de 10 a 12 dias, após o qual ou o macaco está morto ou está imunizado. Portanto, a violência contra os macacos é inútil e desnecessária.

São os seres humanos os principais transmissores de febre amarela, porque o vírus fica na corrente sanguínea das pessoas que são picadas pelo mosquito, que muitas vezes não apresentam nenhum sintoma da doença, mas transmitem o vírus, através de picadas de mosquitos que em seguida picam outras pessoas.

Imagem: Alegre UFES

Os macacos são importantes para sinalizar a existência da febre amarela em determinados locais, porque são os primeiros a morrer com a doença. Sem a presença dos animais mortos não seria possível saber o momento em que a vacina é mais necessária.

O primeiro caso conhecido de febre amarela silvestre em bugios no Brasil é de 1938, com 1212 macacos mortos pelo vírus, no Sul e Sudeste do país. Antes disso, a forma silvestre não era conhecida.

Entre 2008 e 2009, ocorreu um surto de febre amarela silvestre no Rio Grande do Sul, com a morte de mais de dois mil bugios, infectados pelo vírus ou assassinados pelos desinformados, que culpam os macacos pela doença.

Vacinação é necessidade e prioridade

Surto de febre amarela faz vítimas em São Paulo

Fonte: Bio FioCruz

A Organização Pan Americana de Saúde – OPAS informa que a vacina é a melhor prevenção. Depois de um período de 10 dias a imunidade vai de 80% a 100% e após 30 dias a imunidade é de 100%. Uma única vacina protege a pessoa para o resto da vida, sem necessidade de reforço.

Entretanto, existe pouca disponibilidade da vacina, a vacinação deve se concentrar nas populações que estão mais suscetíveis, não sendo necessária vacinação em massa, garante a entidade. Somente devem ser retomadas as vacinações de rotina de febre amarela quando for atingida a plena disponibilidade da vacina, para que a população das áreas de risco seja protegida com prioridade.

O governo do Estado de São Paulo, diante do surto da doença, aumentou as medidas preventivas. No mês de fevereiro será realizada vacinação ampla, em locais ainda não alcançados pelo vírus da febre amarela. Pretende-se vacinar 6,3 milhões de pessoas, com doses fracionadas da vacina.

Vacina da febre amarela

Imagem: Agência Brasil

A vacina pode ser tomada desde os 9 meses até os 60 anos de idade. Há alguns casos em que ela não é indicada, como:

1- Imunossupressão – Quando a pessoa não está com o sistema imunológico em condições normais, caso de portadores de doenças que afetam o sistema imunológico ou por usarem medicamentos que levam à imunodepressão, como no caso de tratamentos quimioterápicos e altas doses de corticoides.

2- Gestantes – O vírus amenizado contido na vacina pode afetar o sistema neurológico do bebê.

3- Alergia a ovo – pessoas com grave alergia a ovo não pode tomar a vacina, que é desenvolvida em base de ovos.

4- Bebês com menos de 6 meses de idade – o vírus pode afetar o sistema neurológico dos bebês. Mães que amamentam também não devem tomar a vacina se o seu bebê tiver menos de 6 meses de idade, porque o leite materno transmite o vírus amenizado. No caso de muita necessidade, a mãe precisa ficar sem amamentar.

Efeitos colaterais da vacina

A vacina provoca apenas dor passageira no local da aplicação e pode provocar febre e mal estar, tanto quanto outras vacinas, apesar de que nem todas as pessoas desenvolvem esse tipo de reação.

Dose fracionada da vacina

A dose fracionada da vacina começará em fevereiro de 2018. Ela foi liberada porque a produção da vacina contra a febre amarela é limitada e não é suficiente para proteger toda a população. A dose fracionada atinge um número maior de pessoas, num total cinco vezes maior do que se a vacina fosse aplicada integralmente. Essa medida garante uma cobertura mais ampla e a dose fracionada da vacina mantém imunidade por pelo menos 1 ano.

Durante esse período de um ano, o número de pessoas protegidas reduz o número de mosquitos contaminados e como resultado o número de pessoas infectadas diminui naturalmente, conseguindo-se o controle do surto.

Paralelamente à distribuição da vacina, é preciso prevenir a febre amarela evitando o acúmulo de lixo, água parada e todas as formas que favorecem os criadouros do mosquito Aedes Aegypti.

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