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Terapias avançadas contra o câncer e a pesquisa genética

Estudante canadense que faz seu doutorado na Universidade Queen, em Ottawa, fez uma descoberta pioneira para a cura do câncer. A pesquisa genética avança para diagnósticos precoces. 

Caitlin Miron, 28 anos, estudante de doutorado da Universidade Queen identificou um composto químico que pode, potencialmente, desligar as células do câncer.

Terapias avançadas contra o câncer e a pesquisa genéticaMiron descobriu um novo elemento que se aglutina ao DNA e pode “desligar” as células do câncer e prevenir que elas se espalhem.

Através da triagem de numerosos compostos químicos, a estudante identificou um composto que se aglutina a uma das quatro vertentes da estrutura do DNA, chamado de guanina quadruplex, que está associado com o câncer e outras células doentes. O composto pode ser efetivo em alvejar as células cancerosas e prevenir o seu crescimento e metástase. Ele pode ser também aplicado para o tratamento de outras doenças, inclusive o HIV.

Caitlin Miron recebe o Prêmio Mitacs para Inovações Excepcionais, em Ottawa.

Imagem: Caitlin Miron recebe o Prêmio Mitacs para Inovações Excepcionais, em Ottawa.

Miron declarou que a descoberta é incrivelmente animadora, porque os pesquisadores até agora estiveram tentando identificar um aglutinante para o DNA com propriedades como esta, por mais de duas décadas. A descoberta é tão nova que foi necessária a invenção de novas técnicas para as análises e os testes.

Em uma entrevista, a autora do estudo descreveu sua descoberta usando uma analogia com um colar de uma só volta. Ela explicou que a maioria das pessoas está familiarizada com um DNA como uma estrutura de dupla hélice, mas, temporariamente, ele se torna uma só corda. Podemos imaginar, diz ela, um colar como a cadeia do DNA e imaginar contas que se movem livremente ao longo da corda, até que elas encontram um nó no colar. As contas que se movem são a maquinaria celular que vai processar partes do DNA e transmiti-lo para as proteínas, que vão ter efeitos cancerígenos em células e tecidos.

A pesquisa genética pode diagnosticar o câncer precocemente

No curso dos últimos 10 anos, pesquisadores aprenderam que esses “nós” formam, nas áreas chamadas de “oncogênicas”, os genes que produzem proteínas que podem contribuir para o desenvolvimento do câncer e sua metástase. Infelizmente, esses nós não podem ser desfeitos. Essencialmente, o que foi descoberto foi um tipo de supercola que mantém os “nós” no lugar e previne que as “contas” do colar alcancem a parte do DNA onde elas podem crescer e espalhar as células do câncer.

Caitlin Miron explica que o composto poderia também ter um grande impacto na parte do DNA do HIV, aquela que é responsável pela infecção, contribuindo para a cura da AIDS.

Há uma expectativa de que o composto seja brevemente licenciado por indústrias farmacêuticas em algum país, no período de dois a oito anos e os primeiros resultados observados sejam positivos. Já foram vistos benefícios terapêuticos em que o crescimento do câncer é reduzido em algumas das células. O próximo passo é determinar a melhor forma de adaptar o composto para o uso em seres humanos.  

Miron, que trabalhou sob a supervisão da Dra. Anne Petitjean, na Universidade  Queen e do Dr. Jean-Louis Mergny, no Instituto Europeu de Química e Biologia em Bordeaux, foi agraciada como Prêmio Mitacs, para Inovações Excepcionais, em Ottawa.

A pesquisa genética pode diagnosticar o câncer precocemente

A pesquisa genética pode diagnosticar o câncer precocemente

Uma equipe de pesquisadores de todo o mundo, incluindo da Universidade Laval, descobriu mutações genéticas que podem levar ao câncer de mama. No Canadá, aproximadamente 5.000 mulheres morrem de câncer de mama a cada ano.

Os cientistas estão tentando mudar essa situação através do diagnóstico precoce. O Dr. Jacques Simard, com uma longa carreira em genética é também membro da equipe que descobriu os genes do câncer BRCA 1 e BRCA 2, cerca de vinte anos atrás. Essa descoberta foi divulgada pela Midia, depois da informação que Angelina Jolie, que é portadora do gene BRCA 1, resolveu fazer uma dupla mastectomia para remover as duas mamas. Sua decisão foi amplamente discutida pela imprensa de todo o mundo.

O BRCA 1 é relativamente raro e usualmente hereditário. Os cientistas estão agora pesquisando outras mutações genéticas mais comuns, que podem aumentar o risco do desenvolvimento do câncer de mama.

O que está despertando o interesse dos cientistas agora é conseguir um teste genético para identificar as mulheres com risco mais alto na população em geral, que não têm um histórico familiar para a doença. No mês passado, um grupo de pesquisadores, incluindo o Dr. Simard, publicou o resultado de um experimento de três anos, com 275.000 mulheres. Eles descobriram outros 72 marcadores genéticos. Até agora foram identificados 180 marcadores. 

Atualmente, os exames para prevenção do câncer, como a mamografia, somente são indicados para mulheres de 50 anos e mais, mas o Dr. Simard afirma que um em cada seis casos são diagnosticados em mulheres mais jovens. Segundo ele, os médicos estão examinando exageradamente as mulheres com baixo risco e deixando de examinar as mulheres com alto risco.

Paciente que realizou a mastectomia.

Imagem: Paciente que realizou a mastectomia.

O que o Dr. Simard afirma é que as novas pesquisas desejam estabelecer avaliações de risco personalizadas, em oposição ao método que acredita que “um tamanho serve para todos”, baseado principalmente na idade. Se os exames como a mamografia fossem baseados na predisposição genética da mulher, os médicos teriam condições de detectar o câncer de mama mais cedo. A taxa de sobrevivência no Estágio 1 do câncer de mama é de 98 por cento.

Angelina Jolie fez uma dupla mastectomia

Angelina Jolie

Imagem: Angelina Jolie e o efeito de sua mastectomia.

Com o seu poder de super-estrela, Angelina Jolie transformou o assunto delicado que é o câncer de mama em um tema de conversa para qualquer família. A ganhadora do Oscar fez uma dupla mastectomia preventiva, depois de ter um resultado positivo para um teste que investigou a presença da mutação genética, chamada de BRCA1, que aumenta significativamente o risco para o câncer de mama.

O gene é raro, mas se uma mulher tiver uma perigosa mutação como essa, seu risco para ter um câncer de mama aumenta aproximadamente cinco vezes. No Canadá já foi descoberto que uma em cada 250 mulheres são portadoras da mutação BRCA 1ou BRCA 2. Esse índice as coloca em um risco de 80% para ter um câncer de mama, afirma o Dr. Kelly Metcalfe, professor da Universidade de Toronto e especialista na prevenção do câncer.

Um simples teste sanguíneo poderia ser muito importante para enfrentar os riscos do câncer de mama. Isso poderia levar a atitudes positivas e preventivas que beneficiariam mulheres e suas famílias. Ter o domínio sobre esse conhecimento será poderoso. No caso em que se sabe que a mutação existe e, portanto, que o risco existe, é possível tomar decisões rapidamente e mais precocemente, em um estágio em que a doença pode ser tratada.

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