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Veganismo, a saúde e o fim dos prazeres da carne

Existem três bons motivos para reduzir ou abandonar o consumo de alimentos de origem animal, o respeito aos seres sencientes, a sustentabilidade ambiental e o ganho em saúde.

Cada vez mais gente assume algum tipo de restrição da ingestão de carne, inclusive exercendo um ativismo para a causa animal. A indústria e a comercialização começam a respeitar a tendência, e as prateleiras dos supermercados mostram isso.

O leque dos que estão reduzindo ou abolindo o consumo de origem animal, vai dos flexitarianos, que são aqueles que seguem a dieta vegetariana, mas comem carne de vez em quando; vegetarianos, que não comem carne, mas consomem ovos e peixe e veganos, que seguem uma dieta exclusiva de vegetais. Ao todo são milhões. Este é o retrato dos protagonistas de uma revolução nos países onde o consumo de carne diminui, como na Espanha, por exemplo.

No Brasil, juridicamente os animais possuem status de coisa. A Nova Zelândia e a França modificaram suas legislações conferindo aos animais o status de seres sencientes, ou seja, retirando-os da condição de objetos para serem possuídos e usados. Países como a Alemanha, Suíça e Áustria colocaram em seus textos legais o conceito que animais não são objetos.

Veganismo, a saúde e o fim dos prazeres da carne

Imagem: Getty

O que são seres sencientes

A senciência é a capacidade de um ser de ter experiências e ser afetado positiva ou negativamente.  Não é somente a capacidade simples para perceber um estímulo ou reagir a uma dada ação, como no caso de uma máquina que executa algumas funções no comando de um botão. A senciência é a capacidade para sentir, receber e reagir a um estímulo de forma consciente, percebendo-o a partir de dentro.

Portanto, um ser consciente é um sujeito de experiências, isto é, um ser capaz de experimentar aquilo que lhe acontece, com uma a organização que inclui estruturas de um sistema nervoso, cujo funcionamento dá origem à consciência.

Na Declaração de Curitiba, documento assinado por 26 cientistas, no III Congresso Brasileiro de Biomédica e Bem-estar Animal, confirma que animais têm sentimentos, assim como os seres humanos e não devem ser usados como instrumento em pesquisas, experimentos nem para outras finalidades. A conclusão confirma que animais não são objetos e não devem ser tratados como coisas.

Mudança de hábitos dos consumidores

Pesquisas têm demonstrado que existe a tendência de reduzir o consumo de produtos de origem animal, apesar de ser um fenômeno recente. Produtos de origem vegetal estão em alta nas lojas e restaurantes, na televisão, revistas e nas fotos do Instagram, como o abacate, a chia ou os chamados superalimentos. Levantamento realizado na Espanha, com 2.000 pessoas, em 2017, mostrou que 6,3% da população espanhola se declarou “flexitariana: são três milhões de pessoas dão preferência a dieta baseada em vegetais, sem abandonar totalmente os produtos de origem animal. 0,2% se declararam veganos, isto é, não consomem alimentos de origem animal ou produtos que utilizem animais, como roupas, calçados, cosméticos, etc..  1,3% afirmaram ser vegetarianos, consumindo leite, ovos ou mel.

No total, 7,8% da população adulta está de alguma forma aderindo a essa tendência, o que envolve 3,6 milhões de pessoas. As projeções de mercado são de que os chamados “veggies” movimentarão 4,4 bilhões de euros no mundo em 2020. A maioria desse público é feminino e vive em cidades com mais de 100.000 habitantes.

No Brasil, os dados do Instituto Ibope, mostraram, através de pesquisa realizada em 2018, num total de 102 municípios, que cerca de 30 milhões de pessoas, ou 14% da população brasileira é adepta de uma alimentação que exclui ou restringe a carne do cardápio. Essa tendência é crescente, principalmente nas regiões metropolitanas: 8% dos que vivem nessas áreas se declararam vegetarianos em 2018 e em 2018 esse percentual passou a ser de 16%.

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Imagem: Sabonetes da marca inglesa Lush, cosméticos veganos.

O veganismo e a nutrição

Os profissionais da saúde afirmam que uma dieta vegetariana ou vegana, desde que equilibrada, é adequada para o ser humano, em todos os períodos da vida, inclusive na gravidez, lactação, infância e adolescência, bem como para os atletas. Isso é apoiado pela maior entidade de nutricionistas do mundo, a Academia de Nutrição e Dietética Americana.

Dentro as razões que motivam a renúncia aos produtos de origem animal, existem três que são fundamentais: melhorar a saúde, preservar o meio ambiente e respeitar os animais como seres sencientes. O veganismo prega que sua essência não se reduz somente a uma dieta, mas significa um estilo de vida, uma filosofia que inclui uma postura política, inclinada à esquerda e em sintonia com os movimentos como o feminismo e o pacifismo.

Saúde em primeiro lugar

Como em tudo que se refere à saúde, a moderação parece ser o principal conselho. Muitos nutricionistas preferem recomendar uma dieta em que se come de tudo, isto é a dieta onívora. Segundo muitos, as proteínas de origem animal fornecem aminoácidos e são bem digeridas. Quem come carne em duas a três porções por semana tem mais chance de manter uma dieta equilibrada. De acordo com eles, ingerir muita proteína também é ruim.

As opções veganas e vegetarianas podem proporcionar benefícios à saúde e até a prevenção de doenças, como o diabetes tipo 2, de acordo com a Academia de Nutrição e Dietética da Espanha. Elas podem funcionar bem se existir um planejamento adequado, em que se obedece ao esquema da pirâmide, em que há lugar para cereais, verduras e frutas, legumes e gorduras saudáveis. Ainda assim, o veganismo leva a uma carência, da vitamina B12, encontrada em alimentos de origem animal. Entretanto ela pode ser encontrada em suplementos, comprimidos, injetáveis ou alimentos enriquecidos. As vitaminas B12 e B9 (ácido fólico) são necessárias para a regeneração celular.

Efeitos no meio ambiente

Segundo a FAO (Food and Agriculture Organization – ONU), a pecuária, principalmente a bovina, cujo principal produtor no mundo é o Brasil, com um total de 215 milhões de cabeças de gado, em 2017 (dados do IBGE) é responsável por 14,5% do total de gases de efeito estufa, número que inclui as emissões diretas (5%) e indiretas, como o transporte. O consumo excessivo de carne e sua produção industrial são uma das principais causas da mudança climática, além da perda de biodiversidade, causada pelo desmatamento, o uso extensivo de água, que causa sua escassez, sofrimento dos animais e aumento dos riscos para a saúde.

De acordo com estudo publicado em maio de 2018, na revista Science (Reduzir os Impactos Ambientais dos Alimentos por meio dos Produtores e Consumidores), 83% das terras adequadas para cultivo do planeta se destinam a alimentar os animais. O consumo de carne proporciona apenas 18% das necessidades calóricas e 37% das proteínas. As 570 milhões de fazendas existentes levam à perda de espécies, sendo que atualmente 86% dos mamíferos são hoje animais de fazenda ou seres humanos. Dois terços da água doce do mundo são usados para a irrigação e apenas um quilo de carne bovina consome 15.000 litros de água na sua produção, de acordo com a FAO.

O movimento vegano 269 reúne ativistas que denunciam o “especismo”, que é a discriminação de certas espécies de animais em detrimento de outras. Alguns marcam a fogo o próprio braço, outros levam pendurado na orelha uma etiqueta de gado. Seus slogans argumentam: “não coma seus amigos”, por que você ama seu cachorro e come um bezerro?” Ações da militância incluem visitar matadouros, criar santuários para animas resgatados das fazendas industriais.

2 Comentários

Karol

Olá,

Apenas uma correção, vegetarianos não comem peixe, pois peixe não é vegetal. Existem vegetarianos, como eu, que consomem ovos e leite e derivados.

Att.

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Fabiana Ferreira

Bom dia Karol,

Obrigada por comentar no planodesaude.net,

Atenciosamente.

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