Veja quais são os riscos da lipoaspiração
A lipoaspiração parece ter virado moda, mas não é um método de emagrecimento. O procedimento não substitui dieta adequada e atividade física.
A lipoaspiração é um procedimento cirúrgico que se destina a aspirar gordura localizada, em várias partes do corpo, através de cânulas de sucção. Pode ser realizado no abdômen, queixo, pernas, peito, bochechas, costas, cintura, pescoço, braços e coxas. A lipoaspiração tanto pode ser usada como complementação de procedimentos de cirurgia plástica, na redução da mama ou abdominoplastia. A lipoaspiração é indicada para eliminar depósitos de gordura localizada, que provocam contornos desproporcionais, mesmo em pessoas que têm boa saúde e praticam exercício físico regular.
A lipoaspiração não implica em cortes com bisturi, como cirurgias tradicionais, mas não são procedimentos simples, Dependendo da parte do corpo em que será realizada e da quantidade de gordura a ser eliminada, pode ser classificada de pequena, média e até grande complexidade.

Os riscos da lipoaspiração
Assim como acontece com qualquer cirurgia, uma lipoaspiração não é diferente. Os riscos podem ser minimizados se a equipe médica for experiente e se vários cuidados forem tomados. De qualquer forma, é bom conhecer os danos a que se está sujeito nesse tipo de procedimento:
1- Cicatrizes. Elas podem acontecer se houver uma má cicatrização, com relevo alto e escuro, se não forem tomados cuidados necessários.
2 – Sangramentos
3 – Seromas, ou acúmulo de líquidos
4 – Trombose nas veias
5 – Tromboembolia pulmonar
6 – Flacidez
7 – Infecções
8 – Insatisfação e arrependimento diante dos resultados
Cuidados necessários no pós-operatório
1 – Repouso
O tempo médio de recuperação da lipoaspiração é de uma a duas semanas, dependendo da região do corpo e da quantidade de gordura que foi retirada. Depois de duas semanas, a paciente já poderá voltar às suas atividades normais. Durante o período inicial, o repouso é total e em seguida o repouso pode ser mais leve, durante três semanas, para evitar inchaço. É previsível que haja dor e cansaço, mas aos poucos se deve retomar as caminhadas, mesmo em ambientes internos, para evitar a má circulação e trombose nas pernas.
2 – Atividades físicas
Os médicos costumam recomendar aos pacientes que se submeteram a uma lipoaspiração que voltem a fazer atividades físicas, de leves a moderadas, a partir de 15 dias do procedimento. Depois de um mês, a orientação é para que os exercícios aumentem, para manter o peso e o resultado da cirurgia.
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Cotar plano de saúde agora!3 – Cinta modeladora
A cinta cirúrgica, ou cinta modeladora, precisam ser usadas depois da lipoaspiração para impedir qualquer inchaço, além de auxiliar na cicatrização, reduzindo a possibilidade de marcas aparecerem. Elas devem ser utilizadas durante pelo menos dois meses depois do procedimento.
4 – Alimentação adequada
Um cuidado especial deve ser dado à alimentação, no período de recuperação da lipoaspiração. Nas primeiras semanas ela não é restritiva, para que o corpo se recupere do procedimento, através de diversos nutrientes. Nesse período não se deve adotar qualquer dieta. Será necessário o consumo de verduras, legumes, frutas, vitaminas e alimentos que contenham ferro, para reposição do sangue que se perde na cirurgia. Depois de duas semanas, uma dieta que evite o ganho de peso deverá ser iniciada.
5 – Drenagem linfática
A drenagem é indicada por alguns médicos, para ser realizada depois do terceiro dia do procedimento, com a intenção de evitar inchaço e dor. A indicação média recomendada é de 20 sessões.
Mortes em consequência da lipoaspiração
São raros os casos de morte em consequência da lipoaspiração. A notícias sobre reações adversas a anestésicos e casos de parada cardíaca. Recentemente, uma modelo de Santa Catarina, Pâmela Baris, morreu em consequência da perfuração do fígado. Esse caso foi um acidente que foge do risco pré-definido, mas é um acidente que pode acontecer.
Segundo o Diretor da SBPC (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástic) paulistana, Dr. Dênis Calazans, nem sempre a culpa é do médico, mas pode ser em consequência da paciente ter uma fraqueza abdominal ou uma hérnia, que possibilita que a cânula atinja uma víscera. No caso de Pâmela, de 27 anos, que procurou aperfeiçoar um corpo que já era considerado perfeito, a perfuração do fígado levou a uma parada cardiorrespiratória.
Entretanto, o número de mortes é baixo. A estatística mostra que são esperadas 3 mortes a cada 100 mil cirurgias de lipoaspiração, segundo o FDA (Food and Drugs Administration), órgão de vigilância sanitária americano.
Segundo médicos britânicos, a embolia gordurosa, quando células de gordura bloqueiam vasos sanguíneos, quase matou uma paciente dois dias depois da cirurgia. Uma mulher de 45 anos na Inglaterra teve a embolia gordurosa, que acontece quando células de gordura bloqueiam vasos sanguíneos, afetando o sistema circulatório, com o bloqueio do fluxo de sangue e do oxigênio. Isso pode levar à insuficiência cardíaca e, em casos mais graves, atingir os órgãos internos. Essa complicação é rara, mas aconteceu e foi publicada na revista científica BMJ Case Reports. A paciente se recuperou depois de dois meses, mas se o problema não fosse detectado rapidamente ela poderia ter morrido, principalmente porque é um caso para o qual não há tratamento.
Os profissionais habilitados
É muito importante que, na hora de decidir em fazer uma lipoaspiração, se procure um médico cirurgião plástico, que é um profissional com seis anos de estudo na faculdade de medicina, dois anos de residência em cirurgia geral e mais três anos de especialização em cirurgia plástica. Seu título deve ser registrado no CRM (Conselho Regional de Medicina) e deve ser membro da SBCP.
É preciso pesquisar as referências do médico, segundo informações de outras pessoas que já tenham passado pelo procedimento com ele. Além disso, a relação de confiança que se estabelece entre médico e paciente na consulta médica também fornece a segurança necessária para a cirurgia.
Atualmente, a lipoaspiração é muito realizada no Brasil, só perdendo para a cirurgia de implante de silicone nas mamas em número de procedimentos. Os custos variam segundo o local onde é realizada a intervenção, o tipo de clínica ou hospital e a região do país. Em muitos casos é feito parcelamento do pagamento. Muitas clínicas que apregoam o procedimento na internet não são confiáveis, com pessoal que não é devidamente habilitado e com administrações que priorizam o lucro, conforme afirma o Dr. Calazans. Ocorre até mesmo que o paciente é consultado por um profissional e acaba sendo operado por outro que ele não conhece. São frequentes as reclamações nos Conselhos Regionais de Medicina.
Procedimentos antes cirurgia
O tempo de duração da cirurgia e o grau do risco existente dependem da área a ser operada e da dificuldade técnica específica do caso de cada paciente. Mas certamente quanto mais longa a cirurgia, maior o seu risco de complicações. Antes da cirurgia, o paciente precisa realizar exames pré-operatórios, como avaliação cardiológica, hemograma, coagulograma, etc. Deverá consultar também um anestesista, que estará presente na cirurgia.
Quem não pode fazer a lipoaspiração
Alguns problemas de saúde podem impedir o procedimento, como hipertensão e alergias. Se o paciente estiver com gripe vai precisar adiar a cirurgia. Pessoas com excesso de gordura, muito acima do peso, também não poderão fazer a lipoaspiração. A quantidade de gordura máxima que pode ser retirada no procedimento é de, no máximo, 7% do total do peso corporal.
A cirurgia somente é indicada para maiores de 18 anos, nunca para adolescentes. Os jovens tem um metabolismo diferente, que reage com mais facilidade à dieta alimentar e exercícios físicos, sem que seja necessária uma intervenção. Pacientes com mais de 60 anos também não têm indicação, porque a pele já não tem a mesma elasticidade e não oferece segurança para o uso da cânula, com maior risco de perfuração de vísceras. A retirada da gordura em pessoas mais velhas terá a flacidez como resultado, por causa da diminuição do colágeno, própria da idade.
Os resultados da lipoaspiração só podem ser realmente avaliados depois de seis meses da cirurgia quando a região operada estará totalmente recuperada. Nos primeiros três meses, há um inchaço próprio do procedimento e o edema só é reduzido vagarosamente.
No pós-operatório são recomendadas as drenagens linfáticas, para reduzir o edema e favorecer a cicatrização. As cintas modeladoras compressoras precisam ser usadas por no mínimo um mês, para firmar a pele.
Conteúdo revisado por Walter Tadeu de Oliveira Filho, Corretor de Seguros – Registro SUSEP: 201103878
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Boa noite,
O plano de saúde Unimed cobre lipoaspiração?
Att.
Boa tarde Giselle,
Obrigada por comentar no PlanodeSaúde.net,
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