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Graviola é a fruta deliciosa com poder para curar o câncer

A graviola pode ser consumida sob a forma de sucos, chás ou cápsulas. Seu poder na cura do câncer vem sendo divulgado pela ciência e a mídia, mas precisa ser consumida moderadamente, porque em excesso é tóxica.

A graviola é fruta da espécie Annonaceae e seu nome científico é Annona muricata. É originária das ilhas caribenhas, com formato de coração e cresce em regiões tropicais, em árvores que podem atingir a altura de 6 metros. Sua polpa suculenta e deliciosa tem peso que varia de 1 a 6 quilos. Ela parece muito com uma pinha, de cor verde escuro, que muda para o verde claro à medida que amadurece. Suas sementes são pretas e brilhantes. Ela já está muito bem adaptada à região norte do Brasil, pois gosta de clima quente e úmido.

A graviola é considerada deliciosa e é usada não somente para alimentação, na forma de sorvetes, iogurtes e sucos, mas também para fins medicinais, com o aproveitamento de folhas para chá. Ela é rica em vitaminas do Complexo B e vitamina C. O valor nutricional da graviola é muito alto:

Graviola é a fruta deliciosa com poder para curar o câncer

Imagem: Getty

Graviola

Quantidade por porção (100g)
Calorias          –     66 kcal

Água –                   82,8 g

Proteína –              1,00 g

Gorduras –             0,97 g

Carboidratos –      14,63 g

Fibras –                   3,3 g

Cálcio –                  14 mg

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Fósforo –                27 mg

Potássio –              278 mg

Ferro –                  0,64 mg

Tiamina –              0,11 mg

Riboflavina –         0,05 mg

Niancina –              1,28 mg

Ácido Ascórbico   20,6 mg 

A graviola é rica é água, com propriedades de um diurético natural, graças ao baixo teor de sódio presente na sua composição. Ela possui poucas calorias, poderia ser por esse motivo indicada para dietas, no entanto, ela possui muito açúcar na forma de frutose e glucose.

Os muitos benefícios da graviola

A graviola é utilizada há muito tempo para tratar várias doenças. Já foi comprovado que ela contém propriedades antifúngicas, anti-inflamatórias e antimicrobianas. Até mesmo é usada com sucesso para o combate à infestação por piolhos, quando é adicionada à arruda e à fruta do conde, segundo os pesquisadores Raquel Moroni e Fábio Bezerra, publicado em 2012.

Graviola no tratamento do câncer

O seu uso contra o câncer é polêmico, porque as pesquisas ainda estão na fase inicial de observação em camundongos, mas alguns estudos já indicam que o efeito da graviola contra o câncer é 10.000 vezes maior que a adriamicina. Esse é um medicamento que é muito utilizado para diversos tipos de câncer, por esse motivo a graviola vem sendo usada para essa finalidade. Algumas investigações e estudos mostraram sua propriedade de proteção celular, com eficácia contra células cancerígenas multirresistentes. Esta propriedade pode ser derivada da presença de compostos antioxidantes potentes, como a acetogenina, que está presente na graviola.

As folhas da graviola matam as células cancerosas anormais e permitem que as células saudáveis cresçam normalmente. Adotada como complemento ao tratamento por quimioterapia, a fruta oferece alívio para os efeitos colaterais que essas drogas provocam. A quimioterapia reduz as células do sangue e o número de plaquetas e graviola melhora a condição sanguínea.

Um experimento realizado pelos pesquisadores Julio C. Nepomuceno e Lívila M. Silva (2011)[1], no Centro Universitário de Patos de Minas, concluiu que a graviola pode ser utilizada no tratamento do câncer, porque diminui a frequência de tumores no organismo. Entretanto, o seu uso não pode substituir os tratamentos convencionais da medicina.

Proteção para o coração

A graviola tem propriedades hipotensoras, envolvendo o antagonismo do cálcio e isso é bom para pessoas que sofrem de pressão alta.  Tem efeitos vasodilatadores, antiespasmódicos e ajuda a acalmar o ritmo cardíaco, com efeito sedativo.

Efeitos anti-inflamatórios

O extrato da fruta tem propriedade anti-inflamatória, segundo investigação recente. Seu mecanismo parece estar relacionado com a inibição dos mediadores inflamatórios do nosso corpo. Assim, as suas propriedades anti-inflamatórias têm efeito muito positivo no tratamento do inchaço, artrite e dor nas articulações.

Efeitos benéficos do chá de graviola

O chá com as folhas de graviola pode aliviar os sintomas de cólicas, enxaqueca e dor de dente. Tem efeitos antioxidantes, combatendo os radicais livres e envelhecimento precoce da pele. O chá ajuda no combate à insônia e a depressão, conferindo mais qualidade de vida.

Outros benefícios da graviola

Estudos estão demonstrando que a graviola tem efeitos positivos para:

– fortalecimento do tônus cardíaco

– alívio de dores

– tratamento da convulsão

– estimulante digestivo

– antifúngico e antibacteriano, auxilia no tratamento da acne

– combate a vermes

Quais são os riscos no consumo de Graviola?

Capsulas contendo extrato seco de graviola ou um suplemento líquido não representam riscos para a saúde, desde que não se exagere no seu uso.

No consumo da fruta é preciso ter mais cuidado. Ela pode baixar a pressão arterial, então quem tem tendência à pressão baixa precisa ficar atento.

Devido a sua acidez, a graviola é contraindicada para pessoas com aftas ou ferimentos na boca ou caxumba.

Existe risco de aborto no seu consumo, por isso, gestantes também devem evitar a graviola.

As pessoas diabéticas precisam tomar certos cuidados no consumo da gravielo, assim como no consumo de qualquer outra fruta, porque ela contém açúcar natural, que pode elevar a glicemia. No entanto, essas pessoas podem consumir a graviola, pois é rica em fibras, que até auxiliam na absorção mais lenta da glicose pelo organismo, o que ajuda a controlar o nível da glicemia no sangue. Basta ficar atento para a quantidade e os horários de consumo.

 O consumo do chá das folhas de graviola pode provocar uma intoxicação, é preciso não exagerar. A graviola passa a representar um risco grave para a saúde quando é consumida diariamente. Os estudos já realizados indicam que o seu consumo diário, por um período extenso de um ano, pode levar a lesões cerebrais e doenças neurodegenerativas similares ao Parkinson.

A quantidade recomendada seria de meia fruta de tamanho médio, o que equivale a uma porção.  A melhor opção é comer a fruta in natura, principalmente porque as fibras são preservadas. O mais seguro é se conversar com um médico ou nutricionista, pois saber se a graviola pode ser indicada para o seu caso, porque cada indivíduo tem a especificidade bioquímica própria do seu organismo e as pessoas têm sensibilidade diferente aos alimentos.

Regina Di Ciommo

Mestre e Doutora em Sociologia pela UNESP, pesquisadora na área de Ecologia Humana e Antropologia, Desenvolvimento e Sustentabilidade Ambiental, foi professora em cursos superiores de Sociologia e Direito, nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Bahia.

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