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Veja como jogos eletrônicos influenciam a saúde

Videogames ou jogos eletrônicos têm impactos para a saúde. Apesar de estimularem a criatividade e a agilidade mental, há efeitos nocivos para o cérebro, comportamento e obesidade. Jogadores profissionais chegam a ter síndrome do pânico.

Ainda não há consenso entre os cientistas sobre os efeitos dos jogos eletrônicos sobre o organismo. Mas há observações que demonstram que há efeitos positivos e negativos, principalmente entre crianças e jovens. Apesar da mídia ter apontado que os jogos violentos geravam agressividade entre os jovens, há pesquisas que demonstram alguns efeitos favoráveis sobre o comportamento.

Veja como jogos eletrônicos influenciam a saúde

Imagem: industriahoje

Veja os efeitos já documentados:

1 – Criatividade

Crianças que jogam videogames tendem a ser mais criativas. A pesquisa é da Michigan State University, nos Estados Unidos, que divulgou seus resultados no final de 2017, realizado com 500 meninos e meninas de 12 anos de idade.

As crianças que costumam jogar videogame mostraram ser mais criativas, mostrando uma ligação entre essa qualidade e os jogos. Os meninos jogam mais do que as meninas, mas a influência não parece estar relacionada ao gênero ou à raça. O estudo mostrou que os jogos melhoram as habilidades de visão espacial, favorecendo possivelmente o bom desempenho nas áreas de tecnologia, ciência, engenharia e matemática.

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Imagem: techtudo

2 – Agilidade de raciocínio

Os jogos de tiro, como o Call of Duty, em estudo divulgado em 2010, é um dos fatores que contribuem para o aumento da agilidade no raciocínio. O estudo foi feito na Holanda, na Leiden University. Ele apontou que as respostas, decisões e reflexos dos jogadores foram aprimorados pelos games. Os pesquisadores afirmam que os games não fazem dos usuários pessoas violentas, mas são úteis para os que trabalham em ambientes que exigem ritmo intenso. Mesmo as pessoas mais velhas podem conseguir assim recuperar a agilidade mental perdida.

3 – As meninas que jogam ao lado dos pais são mais tranquilas

Um estudo divulgado em 2011, feito pela Brigham Young University, dos EUA, mostrou que as meninas adolescentes que jogam junto com seus pais têm melhor saúde mental, comportamento menos agressivo e ligações fortes com a família. A pesquisa foi realizada com meninas de 11 a 16 anos de 300 famílias e as que jogavam junto com seus pais mostraram resultados 20% melhores. De forma curiosa, os meninos pesquisados não tiveram alteração no comportamento enquanto jogavam ao lado dos pais, segundo foi divulgado.

Alguns efeitos desvantajosos dos videogames

1 – Prejuízo sobre o controle emocional

Pesquisa realizada em 2011, por professores da Indiana University School of Medicine, dos Estados Unidos, afirma que os jogos violentos são prejudiciais. Os participantes da pesquisa, depois de uma semana jogando esse tipo de games, apresentaram alterações na região do cérebro que controla a emoção e a cognição. O estudo foi feito com 28 homens, de 18 a 29 anos, divididos entre um grupo de controle e outro que jogou seguidamente.

O estudo verificou que a alteração não é definitiva, depois de uma semana afastados dos jogos, os exames demonstraram que o cérebro dos participantes voltou a praticamente se igualar aos do nível do grupo de controle.

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Imagem: marketeria

2 – Favorece a obesidade

Estudos demonstraram que os jogos eletrônicos podem aumentar a tendência à obesidade, assim como os excessos da TV e internet. Pesquisas realizadas no Canadá e na Dinamarca, publicado em 2011, mostraram como muitas horas dedicadas aos jogos eletrônicos despertam mais apetite nos jovens, com maior ingestão de comida do que o necessário. Os jogadores costumam, segundo o estudo, consumir bem mais calorias depois de jogar, em comparação com outros períodos.

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Imagem: colegionext

3 – Jogadores praticam pouco exercício físico

Além do maior consumo de alimentos, a tendência à obesidade é reforçada pelos longos períodos em que os jogadores permanecem sedentários, sem a prática de exercícios. Mesmo os jogos de movimento, como o Nintendo Wii e Kinect do Xbox, não garantem intensidade de exercícios. Estudo da Baylor University, dos Estados Unidos demonstrou esse fato.

A saúde mental e os eSports

Os eSports ou também chamados em português de esports são os esportes eletrônicos ou ciberesportes, jogos ou games disputados por jogadores profissionais. As partidas acontecem em tempo real na internet ou em um Local Area Network (LAN), onde um conjunto de computadores está conectado por uma rede.

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Imagem: dracowargaming

Os jogadores profissionais, ou gamers, são especialistas e juntamente com seus patrocinadores ganham muito dinheiro com essa atividade, que já deixou de ser brincadeira. O eSports virou um negócio fabuloso, movimentando, em 2017, US$ 700 milhões.

O campeonato Dota2 é o que mais fatura, com US$ 31 milhões em prêmios, em 2017. O League of Legends teve seu prêmio principal de US$ 1 milhão no ano passado. Em 2018 os eSports passaram a fazer parte das Olimpíadas de Inverno, na Coreia do Sul, depois que o Comitê Olímpico Internacional reconheceu os esportes eletrônicos como uma modalidade.

Nesse mundo de videogames competitivos, os problemas de saúde mental são grandes e frequentes. Nos grandes eventos, quando um jogador ou equipe falha, o que os fãs fazem é a chamada “resistência mental”, para analisar se o time ou jogador têm a força para ser campeão. Os melhores jogadores de videogame em torneios são elogiados por sua habilidade com um mouse ou controle e também pela sua capacidade mental de resistir à avaliação severa e à pressão que recebem em sua vida.

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Imagem: live-production

A ideia que os espectadores e os jogadores possuem é que os melhores competidores são pessoas inquebráveis, e isso é a razão para que se tornem vítimas de problemas de saúde mental.

Nos Estados Unidos, existem equipes do League of Legends que ainda praticam a tradição da Coreia do Sul. Os jogadores moram em uma casa coletiva, onde acordam, comem, praticam e dividem quartos com colegas de equipe, sem nenhum tempo para eles mesmos. Durante uma temporada de competição, os jogadores têm em média um dia de folga por semana, o tempo todo é ocupado por treinos.

Os jogadores podem conseguir se relacionar entre si, mas fazer amigos fora do mundo dos jogos é muito difícil. Namorar ou ter um relacionamento sério, com 95% do tempo dedicado à sua atividade é praticamente impossível. Eles vivem uma situação que pode ser sufocante, sem contar com o fato de jogar em um palco e ter cada um de seus erros minuciosamente analisados e criticados pelos fóruns online.

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Imagem: smartlaunch

O computador, antes, durante e depois dos jogos é o único lugar onde o jogador profissional de videogames pode se comunicar com o mundo. O computador é a forma de se comunicar com o mundo exterior. Diferentemente de atletas que podem se livrar do estresse depois dos jogos praticando uma atividade diferente com a família ou os amigos, os jogadores de competições como o League of Legends encontram com as pessoas, os seus fãs, através de mensagens, muitas vezes de ódio por que eles erraram. O máximo que podem fazer é filtrar suas redes sociais para aceitar mensagens apenas de pessoas em quem confiam, mas não é o suficiente para que tenham uma vida social normal.

A consequência é que os jogos eletrônicos das equipes de esports mostrou ser uma grande fonte de esgotamento e uma atividade que exige esforço contínuo para os que desejam uma carreira longa. Muitos dos jogadores profissionais de esports estão sendo acometidos de síndrome do pânico.

Os videogames, segundo especialistas, é uma forma de escapismo, ou seja, uma fuga da realidade para um mundo fantástico, com armas e magia, que parece divertido. Mas quando isso se torna uma profissão o efeito é diferente. Como distração o videogame fornece alegria, um refúgio contra o mundo hostil. Mas nos jogos competitivos é o contrário. Uma coisa é um adolescente jogar sozinho, outra é jogar em um palco para milhões de pessoas assistirem e criticarem. E uma realidade assustadora e muito solitária.

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