Como funciona a cirurgia bariátrica?
A obesidade é uma doença que atinge mais da metade da população mundial. E, atualmente o tratamento que tem se mostrado mais efetivo para esse mal é a cirurgia bariátrica. Acompanhe este artigo e entenda mais sobre o assunto.
A obesidade é uma doença crônica de tratamento vitalício, que atinge atualmente mais da metade da população do mundo. Atualmente no Brasil, 53% da população é caracterizada como obesa ou com sobrepeso. Sendo que desta porcentagem, 15% são crianças.
Conforme estatísticas fornecidas pela OMS – Organização Mundial de Saúde, até o ano de 2025 existiram mais de 2,3 bilhões de obesos no mundo, sendo que destes aproximadamente 700 milhões serão caracterizados como obesos mórbidos.
Diante deste quadro é fundamental que tratamentos mais eficientes sejam oferecidos a população. Atualmente o que vem apresentando melhores resultados é, a cirurgia bariátrica. Neste artigo você saberá melhor como ela funciona, acompanhe.

O que é e quais são os tipos de cirurgia bariátrica?
Também chamada de “redução do estômago”, a cirurgia bariátrica é um procedimento que pode ser invasivo ou pouco invasivo, e promove a diminuição da capacidade de armazenamento do estômago, a fim de promover o emagrecimento do paciente.
Existem basicamente 5 tipos de cirurgia bariátrica que podem ser feitas atualmente, conheça melhor cada uma delas:
1 – Bypass Gástrico
Mesmo sendo uma intervenção mais complicada, o Bypass Gástrico é a segundo na lista de procedimentos mais realizados no Brasil. Nele, uma grande parte do estômago é separada, e a parte menor ligada ao esôfago é ligada diretamente ao intestino.
Isso faz com que a capacidade de armazenamento do estômago seja drasticamente reduzida. Além disso, esse tipo de cirurgia bariátrica também atua na redução da produção do hormônio responsável pela sensação de fome.
2 – Duodenal Switch
Realizada em duas etapas e envolvendo dois componentes, esse tipo de cirurgia bariátrica acontece da seguinte maneira. Primeiro, uma parte do estômago é cortada, formando um reservatório tubular e de baixa capacidade. Na segunda etapa uma boa parte do intestino delgado é inutilizada. A princípio os pacientes não são capazes de ingerir grandes quantidades de alimentos, mas, com o passar do tempo a capacidade de armazenamento do estômago pode se tornar igual a anterior à cirurgia.
3 – Sleeve ou Gastrectomia Vertical
Assim como na cirurgia anterior, a mesma divisão no estômago é realizada, inutilizando cerca de 80% do órgão e deixando apenas uma parte tubular disponível. A diferença neste procedimento é que não existe a anulação de uma parte do intestino delgado.
4 – Balão gástrico
Este é o tratamento menos invasivo, realizado em consultório médico. Através de um procedimento endoscópico, um balão de silicone é inserido dentro do estômago, depois de posicionado ele é inflado com um líquido não nocivo a saúde de cor azul. Ocupando assim a maior parte da capacidade de armazenamento do estômago. E reduzindo a capacidade de ingestão de alimentos. Esse procedimento é temporário e não possui nenhum efeito colateral.
5 – Banda Gástrica Ajustável
Também conhecida como anel gástrico, esse tipo de cirurgia bariátrica consiste na implantação de um anel responsável por comprimir a parte do estômago mais próxima ao esôfago. O que faz com que a saciedade seja atingida mais rapidamente. Esse é um procedimento, assim como o anterior, menos invasivo e reversível. A principal recomendação nos casos de banda gástrica é que o paciente mastigue vagarosamente.
Qual o peso mínimo para fazer a cirurgia bariátrica?
Não existe uma determinação de peso mínimo para fazer a cirurgia bariátrica. Para saber se uma pessoa pode fazer bariátrica é preciso que o cálculo do IMC do paciente seja realizado. Este trata-se de uma conta simples, onde o peso do paciente é dividido pela altura vezes ela mesma, sempre considerando os valores em quilos e metros. Veja a fórmula a seguir:

Existem também inúmeros aplicativos e sites da internet que fazem esse cálculo automaticamente, basta inserir os dados.
Qual o IMC para fazer a cirurgia bariátrica?
Conforme a OMS, existem diversas classificações de IMC, que vão desde a categoria de ‘magreza severa’ até a ‘obesidade mórbida’. Veja na tabela a seguir quais são os tipos de IMC e qual o IMC para fazer a cirurgia bariátrica:
| IMC | Classificação | Indicação de tratamento |
| Até 16 | Magreza grave | Reeducação Alimentar |
| De 16 até 17 | Magreza moderada | Reeducação Alimentar |
| De 17 até 18,5 | Magreza leve | Reeducação Alimentar |
| De 18,5 até 25 | Saudável | Manutenção do peso |
| De 25 até 30 | Sobrepeso | Reeducação Alimentar e exercícios |
| De 30 até 35 | Obesidade Grau I | Cirurgia Bariátrica |
| De 35 até 40 | Obesidade Grau II (Severa) | Cirurgia Bariátrica |
| De 40 para cima | Obesidade Grau III (mórbida) | Cirurgia Bariátrica |
Quem pode fazer a cirurgia de redução de estômago?
Pessoas com IMC entre 30 e 40, com a presença de comorbidades, doenças causadas pelo excesso de peso, são candidatas a realização da cirurgia bariátrica. Já as pessoas que possuem um IMC acima de 40 não necessitam da existência comorbidades.
É preciso que um diagnóstico de intratabilidade clínica seja feito, e o paciente consiga aprovação endocrinológica e resultados aceitáveis nos exames pré-operatórios.
A partir dos 16 anos já é possível realizar a cirurgia bariátrica, contudo é preciso que haja uma autorização dos responsáveis pelo paciente. Já os pacientes acima de 65 anos necessitam de uma avaliação clínica mais criteriosa para que a cirurgia seja realizada.
Pacientes com limitações intelectuais, transtornos psiquiátricos ou psicológicos, que não estejam com sua condição sobre controle não podem ser submetidos a cirurgia. Assim como os paciente portadores de doenças genéticas.
Quais são os riscos de uma cirurgia bariátrica?
As transformações ocorridas pela cirurgia bariátrica são muitas, e consequentemente os riscos promovidos por ela também são consideráveis. Apesar das chances de sucesso serem grandes é preciso que o paciente tenha acesso a um acompanhamento pré e pós-operatório de qualidade.
O acompanhamento médico feito por psicólogos, nutricionistas, endocrinologistas e mais é fundamental para que os riscos pós-cirurgia sejam minimizados, ou até mesmo extintos. Entre esses possíveis riscos estão:
- Complicações durante a cirurgia;
- Desnutrição após a cirurgia;
- Queda na qualidade da alimentação;
- Desequilíbrio hormonal;
- Desenvolvimento de doenças como a síndrome de dumping;
- Excesso de pele e flacidez que promovem problemas de autoestima;
- Desenvolvimentos transtorno alimentar;
- Distúrbios comportamentais;
- Problemas emocionais como depressão, ansiedade e tristeza constante; e
- Tendência ao alcoolismo.
Qual o tempo de duração de uma cirurgia bariátrica?
O tempo de duração da cirurgia bariátrica varia de acordo com o procedimento escolhido e a condição de saúde do paciente. As possibilidades de complicações também influenciam na contagem do tempo.
Qual é a melhor cirurgia bariátrica?
A escolha da melhor cirurgia bariátrica deverá ser feita pelo médico endocrinologista considerando a vontade do paciente e suas condições de saúde e física como idade, peso e a presença de comorbidades.
O plano de saúde cobre a cirurgia bariátrica?
Os planos de saúde são obrigados a cobrir a cirurgia bariátrica, já que esta é realizada para o tratamento de uma doença, a obesidade. Caso seu plano se recuse, procure um advogado.
Esperamos que as principais questões a respeito da cirurgia bariátrica tenham sido solucionadas. Mas, caso ainda exista alguma dúvida, o mais indicado é que você procure um médico e resolva tais questões.
Conteúdo revisado por Walter Tadeu de Oliveira Filho, Corretor de Seguros – Registro SUSEP: 201103878
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