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Cuidado, muito trabalho também pode matar

Quando o trabalho deixa de ser paixão e sobrevivência e passa a ser causa de estresse? Especialistas em análise organizacional estão denunciando as condições estressantes que podem levar à estafa, doenças e até à morte.

O professor e pesquisador Jeffey Pfeffer, da Escola de Pós-Graduação em Negócios da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, publicou seu último livro Dying for a Paycheck (Morrendo pelo Salário), depois de décadas de pesquisas realizadas, em que mostra os efeitos de um sistema de trabalho exaustivo, que muitas vezes se torna “desumano” pelo excesso de pressão e horas trabalhadas.

Pfeffer, que é autor ou coautor de mais de 15 livros sobre recursos humanos e teoria organizacional, constatou, nos Estados Unidos, que 61% dos trabalhadores americanos consideram que o estresse lhes causou problemas de saúde, sendo que 7% já foram hospitalizados por causas relacionadas ao excesso de trabalho. Segundo sua estimativa, 120 mil mortes estão relacionadas ao estresse causado pelo trabalho.

De acordo com o estudo de Pfeffer, somente nos Estados Unidos, as empresas gastam cerca de U$ 300 bilhões por ano com as despesas causados por problemas de saúde de se seus funcionários. O pesquisador foi entrevistado pela BBC News Mundo, esclarecendo alguns pontos do livro.

Segundo ele existem provas que demonstram que a carga excessiva de trabalho afeta a saúde das pessoas. O trabalho passa a ser toxico e até mata o trabalhador. Essa situação é provocada por longas jornadas, demissões e muitas vezes fatores de tensão, como a falta de um plano de saúde, que levam a uma grande insegurança econômica, doenças e conflitos familiares. O trabalho parece estar se tornando cada vez mais desumano, principalmente quando empresas não reconhecem sua responsabilidade para com seus empregados, se eximindo de qualquer obrigação e apoio.

No Brasil também tem sido registrado o aumento dos contratos intermitentes, depois da Reforma Trabalhista realizadas em 2017. São contratos que não fornecem a segurança que todos os trabalhadores necessitam para ter uma vida profissional minimamente estável. Além disso, tem crescido o trabalho informal também no Brasil, em que o trabalhador não tem quem o proteja.

Cuidado, muito trabalho também pode matar

Imagem: Getty

O domínio do mercado sobre energia da mão de obra

Nas décadas de 50 e 60, depois da Segunda Guerra Mundial, quando se vivia sob a Guerra Fria, as empresas se propunham a conceder direitos, auxílios e vantagens aos seus funcionários, para mantê-los ideologicamente alinhados ao capitalismo e afastados das reivindicações dos comunistas. Então a política organizacional atendia aos interesses dos funcionários, acionistas e clientes. A legislação trabalhista tentava também proteger os empregados.

Hoje, esse sistema se modificou, e a política organizacional está francamente ao lado dos acionistas. Em alguns negócios de investimento, as horas trabalhadas chegam a ser interrompidas apenas para que os funcionários voltem para casa para tomar banho e dormir. Talvez em futuro próximo isso passe a ser feito na própria empresa, como na Revolução Industrial, no século XIX.

A consequência dessa pressão do sistema é o crescimento do número de trabalhadores que usam drogas para trabalhar e se manterem acordados.

Quem é responsável pela proteção do trabalhador

O professor Pfeffer destaca que o stress e o abuso de substâncias psicotrópicas nos EUA tem sido a causa de um crescente número de mortes e que os empregadores são responsáveis por isso. Os governos também não fazem nada a respeito e são também responsáveis pela situação.

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Considerando que pouco um indivíduo isoladamente pode fazer para modificar esses fatos, a política passa a adquirir um papel da maior relevância, aponta Pfeiffer. Somente através da intervenção do Estado, que é uma intervenção sistêmica, é possível resolver o problema. E isso é conseguido por alguma regulação da atividade das empresas e pela legislação trabalhista.

Os dados sobre a precarização do trabalho são assustadores, diz Pfeffer, além de inquestionáveis. No entanto, ninguém quer assumir a tarefa de modificar o que está acontecendo. Enquanto isso, os custos da saúde aumentam enormemente, porque as condições de trabalho estão levando a doenças crônicas e problemas do coração. Estudos realizados no Reino Unido e EUA apontaram que 50% de licenças médicas são causados pelo estresse.

Empregados estressados reduzem o lucro corporativo

Quanto à opinião de que mudar o sistema de trabalho poderia reduzir os lucros corporativos, Pfeffer explica que esse argumento não é verdadeiro, porque pessoas com estresse pedem demissão e precisam ser substituídas, o que gera custo para as empresas. Além disso, pessoas estressadas são menos produtivas. Está demonstrado que trabalhadores que adoecem e ficam estressados têm pouco rendimento, o que torna o sistema mais caro.

Entre trabalho e saúde, a opção é saúde

De acordo com Pfeffer, os trabalhadores precisam cuidar de sua própria saúde e se não conseguirem um equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, a única saída é procurar outro emprego ou outra forma de trabalho. Se as condições de trabalho são prejudiciais à saúde, a decisão pela saúde é prioritária em relação ao trabalho. Ao mesmo tempo, é preciso que a população pressione o governo para que haja uma legislação que proteja os trabalhadores coletivamente, porque toda a sociedade colhe os efeitos negativos que o sistema coloca para a saúde de quem trabalha.

Como combater a estafa e se motivar para o emprego novamente

O que é o estresse

Nós costumamos achar que o estresse é algo que nós podemos ver e sentir, como palmas das mãos suadas, coração batendo rápido ou dores de estômago. Entretanto o estresse é muito mais sutil e pode entrar na nossa vida sem esses sinais óbvios. Em outras palavras, você pode estar estressado e nem mesmo saber disso. Se você tem muitas tarefas e pouco tempo, prazos para cumprir, se você luta para fazer tudo aquilo que planejou, se sente a adrenalina aumentar e não pode se concentrar, você pode estar provavelmente sofrendo com o estresse.

Se você está constantemente estressado, o problema pode se tornar um estresse crônico e levar você diretamente para a estafa.

O que é a estafa

Estafa é o estado de exaustão emocional, mental e física, causada pelo estresse excessivo e prolongado. Ele ocorre quando você se sente sobrecarregado e incapaz de atender às demandas constantes. Quando o estresse é contínuo, você começa a perder o interesse ou motivação que o levaram a assumir o seu papel.

O primeiro passo para superar a estafa e reconhecer as pressões que o levaram a ela. E em segundo lugar, você deve mudar seus hábitos, para equilibrar trabalho e sua vida pessoal.

Existem algumas recomendações de especialistas no assunto, que são importantes para se recuperar do estado de estafa. Dentre elas, podemos destacar:

  1. Organizar o trabalho com inteligência, adotando formas de simplificação.
  2. Tirar um tempo longe de emails e mensagens. Deixar o celular de lado momentos íntimos com a família ou com amigos, dando-se o direito de ficar desligado.
  3. Dizer não para as redes sociais. Você não precisa chegar o Facebook ou Twitter mais do que duas vezes por dia. As redes sociais são o maior fator para perda de tempo.
  4. Diminua o ritmo, você não precisa fazer tudo ao mesmo tempo. Quando quiser faltar à academia e dormir mais, faça! Se não quiser ler as notícias, não leia! Mantenha o foco em você mesmo e consiga ao menos 5 minutos de paz em que não esteja pensando no trabalho e nos deveres.
  5. Trabalhe menos. Acredite, você precisa de férias para trabalhar melhor. A exaustão interfere no seu rendimento e nos resultados do seu trabalho.

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